<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117</id><updated>2012-02-13T18:27:42.708-08:00</updated><category term='Livros'/><title type='text'>Jogando conversa fora</title><subtitle type='html'>Apenas umas besteiras pra ocupar o seu tempo livre.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>84</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-2557713135888408012</id><published>2011-12-02T10:20:00.000-08:00</published><updated>2011-12-02T11:19:09.248-08:00</updated><title type='text'>Os informais</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-zCGYCsLGuPc/TtkkJeRoMiI/AAAAAAAAAuo/rbkD_JiIxEo/s1600/DSCN1623%255B1%255D.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-zCGYCsLGuPc/TtkkJeRoMiI/AAAAAAAAAuo/rbkD_JiIxEo/s400/DSCN1623%255B1%255D.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5681612150069015074" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ai, esse universo do comércio informal. Na esquina, um bombonzeiro, um sapateiro, um vendedor de castanhas e uma banca de revistas. Entre um quiosque e outro, quatro homens jogam dominó em uma mesa improvisada. Eu queria apenas consertar um sapato e uma bolsa, mas hesitei. Onde estaria o sapateiro? Logo, três homens da mesa me notam, menos um: o dito-cujo. Fumando um cigarro e me olhando de canto, ele se vira e analisa o sapato. O jogo parou. Espero enquanto ele corta a sola, dando um trago entre a troca de um instrumental e outro, e me lembro que só tenho uma nota de 50 reais na bolsa. Me dirijo à banca, e mais um desfalque acontece na roda dos rapazes. O vendedor de revistas logo ocupa o outro lado do balcão. Ô moça, tu só queres trocar o dinheiro é? Não tenho trocado não, mas pergunta ali "pro da castanha", acho que ele troca. O da castanha já havia levantado para vender rosquinhas para uma senhora e trocou, a contragosto, a minha nota. O sapato ficou pronto. A bolsa, moça, eu não faço aqui. Mas e o cara do relógio, pergunto eu, será que ele não solda essa alça pra mim? Não, ele não faz esse tipo de serviço. Faz o seguinte, atravessa a rua, tá vendo aquele cara ali na loja dos carros? (Olho para a outra esquina e vejo um mecânico magrelinho embaixo de um carro). Vai lá, acho que ele faz pra ti. Opa, o sinal ficou verde. Corro e em segundos já estou conversando com o magrelinho. Nossa solda é só pra carros, moça, mas acho que eu posso fazer uma maracutaia aí pá ajeitá pá tu. Furo com uma furadeira, coloco um breguenight de plástico que uso em carro, vai ficar filé. Pô, beleza, então. Cobra quanto? Não moça, que isso (e agora olhando para todos os lados), não posso cobrar por esse tipo de serviço, não. É que eu num faço isso aqui na loja, entende? (tenso). Tudo bem moço, quer dizer, como é seu nome mesmo? Miguel. Ah sim, então Miguel, eu vou deixar a bolsa aqui e amanhã tu me entregas na hora do almoço. Pode ser? Te dou 10 reais pela ajuda. Não precisa não, moça. Deixa aí que eu conserto na amizade. Deixo a bolsa, atravesso a rua novamente, onde o jogo de dominó já havia recomeçado. Agradeço a todos pela a ajuda (em outras palavras, desculpa aí por ter colocado todo mundo para trabalhar) e penso seriamente em repor meu estoque de Trident's melancia, mas acho que desfalcar também o bombonzeiro do jogo seria abusar da gentileza. Volto no dia seguinte: e não é que o mecânico consertou a bolsa? Pago os 10 reais como se estivesse passando bagulho por debaixo dos panos. O mecânico finge não querer por uma fração de segundos, mas aceita. Volto pra casa, enfim, de bolsa e sapatos novos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-2557713135888408012?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/2557713135888408012/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=2557713135888408012' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/2557713135888408012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/2557713135888408012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2011/12/os-informais.html' title='Os informais'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-zCGYCsLGuPc/TtkkJeRoMiI/AAAAAAAAAuo/rbkD_JiIxEo/s72-c/DSCN1623%255B1%255D.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-6852243719295414196</id><published>2011-12-01T10:02:00.000-08:00</published><updated>2011-12-02T10:20:10.072-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Eu e meus livros - Parte 2</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-zQzl3A4BSfw/TtfGFI1syCI/AAAAAAAAAuc/zjxDByOmyJY/s1600/Sexo_Flavio%2BGikovate%255B2%255D.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 244px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-zQzl3A4BSfw/TtfGFI1syCI/AAAAAAAAAuc/zjxDByOmyJY/s400/Sexo_Flavio%2BGikovate%255B2%255D.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5681227246525532194" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Então, continuando a saga dos livros iniciada no post anterior, os outros dois livros que li foram:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;3) Sexo – Flávio Gikovate, 2010 (*****)&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Sou suspeita pra falar deste livro que adorei. Me encanta o tema sobre relacionamentos. Quem escreve é Flávio Gikovate, um médico psiquiatra que, baseando-se em seus atendimentos no consultório e conhecimentos – mais observatórios do que técnicos – conseguiu colocar em palavras o confuso contexto sexual vivenciado pelas pessoas nos dias de hoje. A revolução sexual alcançada após a criação da pílula anticoncepcional permitiu que indivíduos considerados inferiores, como as mulheres e os homossexuais, fossem libertados da prisão psicológica sustentada por uma sociedade repressora, onde se padronizam comportamentos e se rotulam preferências. As pessoas, ditas “comuns” (ninguém é tão normal de perto), também se beneficiaram dessa tal liberdade: hoje é possível “ficar” com várias pessoas ao mesmo tempo, escolher com quem estabelecer laços, transar por diversão, dentre outras inúmeras maravilhas da modernidade. Mas, pare um pouquinho. Será que essa diversidade de relacionamentos tem deixado as pessoas mais felizes e realizadas? Para Gikovate, a resposta é não.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt; Analisando profundamente os diferentes fenômenos ligados à sexualidade humana, como a agressividade (sexo, por exemplo, é considerado um ato agressivo, lembrando-nos da nossa condição de animais), a vaidade e os jogos de poder envolvidos na prática da sedução, o autor escancara diversos mitos e meias-verdades, revelando, muitas vezes, de forma sincera, o que acontece nos relacionamentos atuais. Fala, por exemplo, que os mais mentirosos, egoístas e capazes de envolver o outro sem qualquer culpa são os que mais obtêm sucesso na conquista (aposto que alguém aí se identificou com essa teoria). Já aqueles mais generosos, preocupados em não ferir os parceiros, sentem-se inferiores por não ter coragem de agir de forma inescrupulosa. Invertem-se totalmente os valores! Como lidar com isso? Relativizando a importância do desejo e buscando parceiros com que tenhamos mais afinidades de sentimentos e idéias. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Também discute a idéia de que sexo e amor são dois impulsos autônomos e independentes (em outras palavras, se seu(sua) namorado(a) traiu você, não significa que ele(a) não gosta de você); e que desejo e excitação são sentimentos bem diferentes (o primeiro é elitista, baseados em elementos de uma sociedade de consumo; a segunda constitui um prazer democrático, alcançado por todos). Assim, Gikovate propõe que reconsideremos essa louvação atual do desejo, já que ele está a serviço da valorização do sexo casual (não acredito em mulheres que dizem gostar de sexo sem envolvimento emocional, nosso estímulo, infelizmente, vai muito além do visual), da preservação do egoísmo e da imaturidade emocional – tudo aquilo que as pessoas vêm tentando se livrar desde os tempos mais remotos. Este livro é uma conversa, dividido em capítulos por assunto, mas sempre em tom casual de como se estivéssemos frente a frente com o autor. Um livro que abre a cabeça para a aceitação de um novo ponto de vista, permitindo com que analisemos as nossas relações e o modo como lidamos com as pessoas. Muito bom! Resta a minha dúvida: Seriam esses aspectos biológicos ou circunstanciais? Bom, no final das contas, só queremos ser felizes mesmo. Cada um a seu modo, é claro.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;4) O Alquimista – Paulo Coelho, 1988 (***)&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-BU4c2qZCii8/TtfFdjA4qWI/AAAAAAAAAuE/pHqFH5sFZLs/s1600/o%2Balquimista2.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 238px; height: 319px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-BU4c2qZCii8/TtfFdjA4qWI/AAAAAAAAAuE/pHqFH5sFZLs/s400/o%2Balquimista2.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5681226566357002594" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Este livro fazia parte da montanha de livros que deixei para depois, como tantos outros títulos do Paulo Coelho que tenho em casa e ainda não li. Eu lembrava vagamente de dois livros dele, O demônio e a Srta. Prym e Veronika decide morrer, que li há muitos anos e os quais eu gostei, mas que não tive grandes reações ao terminá-los (tem livro que ficamos tristes porque acabam, né?). O Alquimista é um livro curioso, porque fala dos mistérios envolvendo a Alquimia, esse mundo tão obscuro e, portanto, muito interessante de se descobrir. A história é contada tendo como personagem principal um jovem pastor de ovelhas chamado Santiago que, após um sonho repetido, no qual havia um tesouro escondido nas Pirâmides do Egito, resolve largar tudo para seguir este caminho. Durante sua longa jornada, Santiago aprende com os detalhes vividos a cada dia, passando pelas agruras do deserto, vivendo num oásis e entrando em contato com um tipo de “linguagem universal” percebida por todos os seres vivos, chamada a “Alma do Mundo” (Talvez seja aquilo que consideramos ‘intuição’, que nos faz ponderar que tipo de atitudes tomar diante de situações após analisarmos o ambiente e as reações das pessoas, ou mesmo, a relação que temos com um cachorro – que não fala, mas que conseguimos conviver como se fosse uma criança, sabendo suas necessidades e até mesmo seu humor). &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Também descobre a sua “Lenda Pessoal”, aquilo que cada um nasceu para fazer e viver, mostrando o quanto é possível seguir (literalmente) um sonho e ter sucesso com isso, e que ninguém consegue ser de todo feliz, enquanto esse objetivo não estiver cumprido. Outros conceitos, como os sinais de Deus e a Grande Obra (conhecida pela lenda dos homens que transformavam metal em ouro), também são abordadas de forma bem fácil de entender. Com diversas pequenas lições entrelaçadas pela vida dos personagens, O Alquimista é um livro pra se ler embalando na rede. Não só por ser leve, de linguagem simples e direta, mas também pelos ensinamentos que nos fazem prestar atenção ao que se passa ao nosso redor, muito além do que vemos.      &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Bom, esses foram os que terminei. Ainda estou muito apaixonada pelo meu – acredite – Budismo para Leigos (ando numa busca espiritual constante, é muita religião pra restringir o que penso em uma só), mas também comecei Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley. Novas resenhas estarão por aqui, em breve. &lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-6852243719295414196?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/6852243719295414196/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=6852243719295414196' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/6852243719295414196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/6852243719295414196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2011/12/eu-e-meus-livros-parte-2.html' title='Eu e meus livros - Parte 2'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-zQzl3A4BSfw/TtfGFI1syCI/AAAAAAAAAuc/zjxDByOmyJY/s72-c/Sexo_Flavio%2BGikovate%255B2%255D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-439872171965683536</id><published>2011-11-28T13:37:00.000-08:00</published><updated>2011-12-05T10:22:57.588-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Eu e meus livros</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;“E agora que estou livre de todas as obrigações oficiais, sinto-me atraído pela idéia de usar meu tempo e humor para, num dia desses, escrever um livro – ou antes, um livrinho, uma coisinha para os amigos e aqueles que partilham do meu ponto de vista. O assunto não terá a menor importância. Será apenas um pretexto para que eu me isole a fim de gozar a felicidade de ter tempo de lazer. O importante mesmo será o tom, que deverá estar entre o solene e o íntimo, entre o sério e o brinquedo, um tom que não seja de instrução, mas de conversa amigável sobre as várias coisas que aprendi...”&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Quem escreveu essas palavras foi Magister Ludi, personagem central do livro de Hermann Hesse O jogo das contas de vidro. Este trecho me fez lembrar que, há muito, não escrevo um texto. Não por falta de idéias, muito pelo contrário. Às vezes, as idéias pululam na minha mente, inquietas, mas juntá-las ainda não havia se tornado objetivo principal em nenhum dos dias que se passaram. Procrastinação crônica, a mania de deixar as coisas para depois. Na verdade, havia um misto de falta de tempo com a necessidade de me manter mais reservada. Você sabe, nossos escritos não deixam de ser parte do nosso eu (apesar de muitas vezes me inspirar em relatos dos outros na construção de uma história). As pessoas tendem a relacioná-los com nossa vida íntima, o que constitui a parte chata do gostar de escrever. Mas faz parte. Nenhum prazer é de todo positivo. Sempre há um lado duvidoso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Pois bem, hoje, em virtude de um dedo batido, consegui uma manhã de folga em que me senti livre para fazer o que quiser. Eu havia pensado, numa dessas viagens que tenho feito à São Paulo, que talvez fosse uma boa idéia registrar os livros que leio, já que sou uma leitora um tanto caótica. Começo vários livros ao mesmo tempo. Tem o que gosto de ler de noite, antes de dormir, o que leio durante a viagem, aquele que leio numa tarde de domingo, e por aí vai. Mas é verdade que, quando o livro é muito prazeroso, acaba por monopolizar todo meu tempo livre. Livraria, então, é perdição. Vivo comprando livros que deixo pela metade e se amontoam na cabeceira da cama. Hei de terminá-los, após mais uma promessa de fim de ano de que irei terminá-los. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Até onde lembro, li quatro livros inteiros este ano, os quais irei descrevê-los a seguir, emitindo suas sinopses e opinião pessoal de mera leitora de livros sem status algum. A quantidade de asteriscos indicam, em uma escala de 1 a 5, o quanto gostei de ler estes livros. Espero que gostem. E se vocês leram, ou lerem em seguida, vamos discuti-los! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;1) A Pequena Abelha - Chris Cleave, 2010 (***)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-0w1xrapVwdg/TtP_3G9LSDI/AAAAAAAAAsw/DxdrhE_15rk/s1600/pequena%2Babelha.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="text-align: justify;display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; cursor: pointer; width: 400px; height: 206px; " src="http://1.bp.blogspot.com/-0w1xrapVwdg/TtP_3G9LSDI/AAAAAAAAAsw/DxdrhE_15rk/s400/pequena%2Babelha.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5680164877269420082" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Livro do inglês Chris Cleave que me chamou atenção pela falta de sinopse (curiosidade à mil, é claro). Na capa, apenas a figura de uma mulher e inúmeros elogios de jornais reconhecidos internacionalmente (A propósito, quero ressaltar que não tenho preconceito pelos livros populares. Acho que cada escritor é igualmente artista como qualquer outro). O livro é narrado em primeira pessoa pelas duas personagens principais, a jornalista britânica Sara, editora-chefe de uma revista feminina, viúva e mãe de Charlie, um garoto de quatro anos que só se veste de batman; e a adolescente nigeriana refugiada,  “Pequena Abelha”, que adota o codinome do inseto que fabrica o mais doce dos alimentos como forma de sobreviver a amargura da existência no limbo da civilização. Sem documentos e recém-saída de um centro de acolhimento para refugiados, a jovem oscila na fronteira entre dois mundos: a África, para onde não pode voltar, e a Europa, que não a quer. A história adquire forma dramática pelo mistério que une a vida das duas personagens durante todo o percurso do livro. &lt;/span&gt;Revelado aos poucos por flashbacks,uma fatalidade e uma decisão extrema tomada por uma delas nos faz refletir sobre até onde somos capazes de abrir mão de nosso próprio conforto em prol do outro. Na minha humilde opinião, é um livro fácil de ler, emocionante, que vale a pena ser lido. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;2) Precisamos falar sobre Kevin – Lionel Shriver, 2007 (*****)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-JoskCghKjVo/TtP_xHlJxDI/AAAAAAAAAsk/YZgVs_83CSA/s1600/kevin.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="text-align: justify;display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px; " src="http://3.bp.blogspot.com/-JoskCghKjVo/TtP_xHlJxDI/AAAAAAAAAsk/YZgVs_83CSA/s400/kevin.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5680164774357877810" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;Sabe quando você termina um livro, fecha e pensa: Li um livro do caralho? Pois é! Isso aconteceu quando fechei Precisamos falar sobre Kevin&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt; Adoro livros verídico-ficcionais, que mostram a verdade com personagens irreais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt; Ainda lembro-me da época em que o comprei: Wellington Menezes de Oliveira havia recentemente realizado o crime mais brutal já ocorrido numa escola do Brasil, abrindo fogo contra os alunos da 8ª série do Colégio M&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;unicipal Tasso da Silveira, no bairro de Realengo, no Rio de Janeiro,&lt;span style="background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt; em um episódio que resultou na morte de 12 crianças. Todos os noticiários e revistas,  chocados com a atrocidade de um crime feito por alguém sem antecedentes criminais, buscavam explicações sobre os porquês deste acontecimento. Estudiosos da mente traçavam o perfil do assassino na tentativa de justificar as mortes dessas crianças inocentes. Esquizofrenia? Bullying? Depressão? Psicopatia? Em vão. O assassino estava morto e só o que restou foram os pais desolados, sem os filhos, e uma sociedade doente, sem explicações. A história de Kevin é parecida. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;Kevin Katchadourian é um garoto de 16 anos autor de uma chacina que liquidou sete colegas, uma professora e um servente no ginásio de um bom colégio dos subúrbios de Nova York. A descrição dos acontecimentos, no entanto, não é dada sob a visão do assassino, e sim, da mãe, Eva, através de uma sucessão de cartas escritas a um pai ausente. Nelas, ao procurar os porquês, Eva constrói uma meditação sobre a maldade e discute um tabu: a ambivalência de certas mulheres diante da maternidade e sua influência e responsabilidade na criação de um pequeno monstro. Com uma descrição minuciosa de detalhes, a mãe do assassino relata lembranças de seu relacionamento com Franklin, o pai, um americano padrão (e que pais um dia saberiam que seu filho se tornaria um monstro?). Reexamina todos os seus passos: desde o medo de ter um filho ao parto do bebê indócil que assustava as baby-sitters. Mostra o garoto maquiavélico que dividia para conquistar. Exibe o adolescente que deixava provas de péssima índole e também a felicidade de ter, depois do primogênito, uma filha desejada e amável.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;Exilada em memórias ainda mais tenebrosas que textos de matérias e imagens de documentários, Eva Katchadourian dá vida a detalhes sórdidos da trajetória familiar com uma escrita magnética. Sacudindo o leitor entre a culpa e a empatia, retribuição e perdão, este livro discute casamento e carreira; maternidade e família; sinceridade e alienação. Denuncia o que há com culturas e sociedades contemporâneas que produzem assassinos mirins em série, como os EUA. É um thriller psicanalítico (adoro) onde não se pergunta quem matou. Revela quem e o que morreu, enquanto uma mãe moderna tenta encontrar respostas para o tradicional ‘Onde foi que eu errei?”. É quase impossível largar este livro. Sem dúvida, o melhor que li este ano. Atual, crítico, sincero, que nos faz pensar meses e meses depois de deixá-lo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Obs: Procurando imagens para ilustrar este post, descobri que o livro do Kevin foi adaptado para o cinema, com estréia prevista para Dezembro. Lembrando que, ao menos para mim, raramente filmes adaptados são tão bons quanto os livros...&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-439872171965683536?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/439872171965683536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=439872171965683536' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/439872171965683536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/439872171965683536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2011/11/eu-e-meus-livros_3379.html' title='Eu e meus livros'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-0w1xrapVwdg/TtP_3G9LSDI/AAAAAAAAAsw/DxdrhE_15rk/s72-c/pequena%2Babelha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-7927389083549542608</id><published>2011-01-31T11:08:00.001-08:00</published><updated>2011-01-31T19:31:21.527-08:00</updated><title type='text'>Nós na Pipa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;u&gt;&lt;br /&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/TUcaDtZpEwI/AAAAAAAAArE/CAVdfuXxq0U/s1600/10319_100666396621431_100000342136363_14722_2933562_n%255B1%255D.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 250px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/TUcaDtZpEwI/AAAAAAAAArE/CAVdfuXxq0U/s400/10319_100666396621431_100000342136363_14722_2933562_n%255B1%255D.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5568448115295982338" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;"Para um verme dentro de um rabanete, o mundo inteiro é um rabanete" &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;(ditado iídiche)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;Quando decidimos viajar para Pipa, meu cunhado alertou “Cuidado... Tem gente que vai pra lá e não volta mais”. Ah, balela, exagero de surfista fissurado. Mas foram necessários apenas alguns poucos minutos na madrugada daquela sexta, o tempo de conhecer a pousada escolhida pela internet, para gostarmos absolutamente do que vimos. A &lt;a href="http://www.pousadaxama.com.br/novo/"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Pousada Xamã&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; não tinha nada daquilo que eu imaginava, uma cética de transações internáuticas, pelo contrário. Era muito melhor. Com uma decoração rústica, verdes por todos os lados, meias luzes e inúmeros lugares para relaxar lendo um livro, essa pousada nos proporcionou o clima perfeito. Até porque, quem cuida dela é uma família, cujos anfitriões são Dona Neuza, que nos dava informações sinceras sobre o que fazer nos dias, sempre muito atenciosa, e Seu Antônio, que além de gerenciar a pousada, também é dono de um taxi (com desconto) para seus hóspedes. Após 5 horas de viagem, finalmente pudemos deitar em cama King Size (isso eu não sabia, juro), ligar o ar condicionado e constatar que, sim, era verdade, eles colocavam mesmo flores para enfeitar a privada.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/TUcaDRAyCUI/AAAAAAAAAq0/pZls5RWKgnA/s400/8827_102245366459657_100000225815879_66844_3790327_n%255B1%255D.jpg" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;Excluindo os nativos desse distrito pertencente ao Município de Tibau do Sul e os turistas que foram a passeio e resolveram ficar, todo o resto da população de Pipa é composta por pessoas de outros países. Essa mistura cultural influencia diretamente no comércio, na educação e no padrão de vida daquele povo que aprendeu, na marra, a ser mais hospitaleiro do que qualquer cidade grande evoluída. É a simplicidade andando junto com a abundância, lado a lado com os pecados da luxúria e da gula, aliás, preparem seus estômagos, porque nessa zona litorânea, não se almoça um peixinho frito qualquer: é um passeio, antes de mais nada, gastronômico. Restaurantes dos mais variados tipos espalham-se por todo o lugar, concentrando-se no famoso Centro de Pipa, uma rua chamada Baía dos golfinhos e suas transversais, onde também estão presentes as principais lojas, barzinhos e baladas. Para quem sempre teve vontade de abrir um restaurante, Pipa é o paraíso. Comer lá não é provar um prato de qualquer jeito, como Filé à Parmegiana de shopping, onde acabamos e empurramos o prato, sem avaliar a qualidade. Todos querem saber se você gostou, se quer alguma bebida específica para acompanhar, se está interessado na sobremesa que ganhou o último &lt;a href="http://www.festivalgastronomicodapipa.com/"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Festival Gastronômico&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Todos os garçons sabem indicar vinhos, as especialidades da casa, os pratos mais pedidos e, acreditem, a grande maioria deles sabe falar espanhol.&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/TUcZKr5c_fI/AAAAAAAAAqs/pYUlRKQfb0U/s400/2011-01-17_16-03-21_827.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;u&gt;&lt;br /&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;Aliás, metade das pessoas fala espanhol.&lt;span&gt; &lt;/span&gt;A outra metade fala inglês.&lt;span&gt; &lt;/span&gt;E se Florida é uma rua que possui mais estrangeiros do que argentinos, Pipa é uma colônia pertencente à Argentina e ninguém sabe. Isso porque a quantidade de &lt;i&gt;hermanos&lt;/i&gt; que encontramos por lá não foi brincadeira não. A primeira delas era uma hippie loira de lábia impressionante que nos fez comprar uma pintura feita à dedo numa lajota,&lt;span&gt; &lt;/span&gt;durante um almoço na beira da praia. A segunda, uma fotógrafa que me viu aprendendo a surfar numa aula de 1 hora na Praia do Madeiro e aproveitou a oportunidade. Me vendeu as fotos por 25 reais (cada um tentando arranjar seu ganha pão né, gente), o que acabou sendo ótimo, considerando que a minha máquina deu pau nos primeiros dias de viagem (ódio, muito ódio, ódio eterno). E os terceiros, um casal. Ana e Mariano estavam na pousada desde os primeiros dias da nossa chegada, mas só conseguimos estabelecer uma certa amizade no quarto dia de viagem, quando fizemos um passeio de veleiro, saindo de Lajão (Praia do Centro) e passando por parte do litoral (Baía dos Golfinhos, Praia do Madeiro, Praia de Cacimbinha, Lagoa das Guaraíras).&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/TUcaDcaS1JI/AAAAAAAAAq8/GWhUT9mfK88/s400/DSC09703.JPG" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;Ana falava quatro línguas, mas, para mim, ela tinha um português perfeito. Já Mariano era adepto da linguagem universal, a famigerada linguagem de sinais, olhares e sorrisos. Eu não entendia nada do que ele falava, mas meu namorado conseguiu uma empatia tão forte com ele que os dois se entendiam, enquanto eu e Ana falávamos pelos cotovelos. Acho que tudo começou com aquele pulo na Lagoa das Guaraíras em pleno Pôr-do-Sol, uma espécie de necessidade masculina, não sei, só sei que todos os homens daquele veleiro resolveram pular na lagoa, num momento em que, teoricamente, não poderia. Mas tudo bem, eu só tentava me controlar para não vomitar de novo os outros 3 outros goles que dei na caipirinha reforçada que serviram no almoço. Ana me contou que, nas empresas turísticas da Argentina, têm muitos pacotes que incluem Pipa, talvez por isso tantos deles tenham escolhido este local para passar férias. Ainda assim, italianos e espanhóis também se fazem presentes na comunidade. Conviver com essas várias culturas e tentar interagir com pessoas que nem sequer falavam nossa língua foi o grande desafio dessa viagem. Mas a melhor constatação de todas foi perceber que, vivendo em dupla, nós conseguimos lidar com todas as situações levando em consideração as vontades e necessidades um do outro. Todo mundo deveria viajar junto para conhecer alguém melhor (que me desculpem os independentes, mas eu não me imagino viajando sozinha).&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/TUcZKevpUjI/AAAAAAAAAqk/tV0o71gxGCA/s1600/10319_100666399954764_100000342136363_14723_1123030_n%255B1%255D.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/TUcZKevpUjI/AAAAAAAAAqk/tV0o71gxGCA/s1600/10319_100666399954764_100000342136363_14723_1123030_n%255B1%255D.jpg"&gt;&lt;img style="text-align: left;display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; cursor: pointer; width: 400px; height: 250px; " src="http://4.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/TUcZKevpUjI/AAAAAAAAAqk/tV0o71gxGCA/s400/10319_100666399954764_100000342136363_14723_1123030_n%255B1%255D.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5568447132109197874" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Então, como ia dizendo, comida, turistas, praia... surf. Pipa é um dos lugares preferidos dos surfistas. Para os ratos de praia, um aviso: quase todas as praias nos obrigam a descer escadarias ou escalarmos falésias. Ainda relutei em acreditar que os 167 degraus daquela escada eram o único acesso à Praia do Madeiro. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Ou que o precipício cheio de pedras eram o caminho para pisar na areia da Praia do Amor. Mas tendo que voltar lá mais algumas vezes, me conformei com a situação. Bastou-me alguns minutos para o sol quente queimar a minha pele, bebendo uma cervejinha e lendo um livro, enquanto o Ronan lutava no mar com a nativada que, a muito custo, divida as ondas que se formavam. Pelo que percebi, existe uma disputa territorial muito forte ali. Não tanto na Praia do Amor, mas na do Centro, de fundo de pedra e, portanto, com menos locais possíveis de surfar, turista não entra. Até que eu tentei pegar umas ondinhas para aprender, usando uma prancha gigante e sendo empurrada na onda, mas bastou presenciar alguns golfinhos pulando do nosso lado para desistir do surf e utilizar a prancha como apoio de queixo. “Onde tem golfinhos, não tem tubarão”, já diria a dona do albergue que ficamos em Natal. Ufa, menos pior, assim não fico imaginando meu namorado voltando sem um braço das nossas férias.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Hoje, eu tenho uma casa pra ficar em Buenos Aires e uma lembrança muito querida de Pipa com alguém super especial. Se eu pudesse dar um conselho seria: GO there. É um lugar que, se não conquista, com certeza encanta, por toda a beleza natural que possui. Também por sua hospitalidade que, sem dúvida, nos deixou desolados ao constatarmos que, na cidade grande, não teríamos o mesmo tratamento. Ou talvez por suas praias próximas umas às outras, pelas ruas de paralelepípedo que nos familiarizamos em cerca de 3 dias, pelas pessoas que lembravam dos nossos rostos e nos cumprimentavam pelos dias seguintes, enfim, por todo esse clima de familiaridade com o local e de sossego que nos proporcionou. É claro que isso está de acordo com os seus objetivos. A night de lá também é agitada. Mais do que de Natal, eu diria. O Império do Sol bomba com suas bandinhas variadas a cada noite. Oz e Tribos, dois barzinhos, um em frente ao outro, permitem o esquenta. Festas de reggae, de sambinha e de pop rock rolando ao mesmo tempo. E tudo acessível, perto e cheio de opções. Lá, você não precisará de carro (que vira um stress nas ruas estreitas). Indico também, para ajudar na formulação do cronograma, visitar o site &lt;a href="http://www.mochileiros.com/"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Mochileiros.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, que me ajudou a escolher passeios, hotéis e destino. Só posso dizer que, pra nós, valeu muito. Separe seu mapa, mochila nas costas, máquina fotográfica (!!) e meta a cara! Vale a pena. Afinal, não é qualquer lugar que você vê flores na privada e borboletas em vez de mosquitos.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Obs: Depois organizarei melhor as fotos, gente.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-7927389083549542608?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/7927389083549542608/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=7927389083549542608' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/7927389083549542608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/7927389083549542608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2011/01/nos-na-pipa.html' title='Nós na Pipa'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/TUcaDtZpEwI/AAAAAAAAArE/CAVdfuXxq0U/s72-c/10319_100666396621431_100000342136363_14722_2933562_n%255B1%255D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-6602080868321046960</id><published>2011-01-05T23:09:00.000-08:00</published><updated>2011-01-05T23:30:57.808-08:00</updated><title type='text'>Da mania de colecionar objetos.</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/uX0Dvtvev1E?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Informações sobre esse curta metragem MARAVILHOSO antes desse post, &lt;a href="http://www.cineplayers.com/comentario.php?id=26344"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Assistam&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Tudo o que você faz de positivo volta para você. De negativo, também. Por isso, é preciso procurar o equilíbrio. Mente, corpo e alma interligados, de forma a buscar sempre algo positivo para a nossa vida e para as pessoas ao redor. Elas sentem. Uma pessoa infeliz demonstrará isso na própria face, mesmo que em rugas escondidas. Tudo errado, energias negativas. Agir de forma negligente desrespeita as pessoas e as tornam hostis com relação à você. Isso, colhemos no futuro, se não controlarmos. Senti, há &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;algum tempo, que perdi esse equilíbrio. Em 2011, com algum custo, tenho tentado resgatá-lo. Foram seis dias apenas, eu sei. Mas é que, dessa vez, não comecei pelo começo. Comecei pelo final. Faltando pouco para o último dia do ano, iniciei a minha primeira modificação: arrumei o armário. Bobagem, apenas um armário? Não. A diferença foi perceptível. Começar pelas pequenas mudanças é o segredo para chegar onde se quer.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Sempre fui um tanto materialista, confesso. Falo no sentido de apego a objetos que relembrem algo importante ou àqueles que foram muito queridos por mim algum dia. Quando meu pai vendeu a casa da José Malcher, onde passei parte da minha infância, fiquei em estado de luto. Meu quarto não tem a conformação combinada dos apartamentos organizados. É uma bagunça generalizada de bugigangas, misturada com livros que li (e que ainda não li), caixas de cartas antigas, sapatos velhos esquecidos e calças número 34 – na esperança de voltar a entrar nelas algum dia. Na minha família, chamamos isso de “Síndrome de Beth”: A mania de guardar as coisas e não conseguir desfazer-se de objetos sem sentido. Isso porque minha avó (obviamente Beth) cultiva esta mania desde que me entendo por gente. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Antiga decoradora de festas, ela manteve os grandes isopores de princesas da Disney num quarto escuro do segundo andar muito tempo depois de já ter se aposentado no ramo. Naqueles armários, podemos encontrar vestidos da adolescência da minha mãe, Merthiolate vencido, até pratinhos usados para decorar mesas temáticas. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Por isso, me justifico dizendo que é algo que vem do berço. Não me envergonho de querer guardar memórias queridas ou de alimentar esperanças de, de repente, voltar a entrar no Jeans que amei. É bacana abrir os velhos diários e ler sobre uma “eu” mais imatura. Mas com o tempo, percebi que amontoar os objetos que já não têm mais uso acaba sendo – que ambíguo – desnecessário. Acúmulo de coisas para utilizar para nada. Assim, arregacei as mangas e fui jogando na sacola, um por um. Não sem fazer uma última tentativa, é claro, de entrar nos Jeans. A idade está chegando, minha gente, vestir 36 já está difícil, quiçá uma 34.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Aprendi que é necessário se desfazer de certas coisas para evoluir. Demorei três tardes e uma madrugada, comprei dois gaveteiros novos, 6 pares de cabides e, pronto, parece que tudo mudou. Até minha vontade de resolver as coisas está mais revigorada. Tenho uma agenda nova (que pretendo usar cada página), uma lista enorme de tarefas a cumprir e muitas idéias. Acho que tem uma espécie de energia envolvida nisso, minha mãe sempre falou. Se não nos organizarmos, a vida fica bagunçada. Retirando os excessos, reduzem-se também os pequenos estresses do dia-a-dia, quando nos descabelamos por esquecer um compromisso, não achar as chaves do carro ou perder a fatura do cartão. Faz toda a diferença! Agora eu me baseio no método Barrettão de organização, por isso, ainda pretendo comprar envelopes, pastas e clipes para mexer, na próxima vez, nas papeladas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A vida adulta está aí, apesar de eu aceitar esse fato com muita relutância. Ao pegar minha declaração de conclusão de curso hoje, senti o peso das responsabilidades sobre as minhas mãos. Não q&lt;span class="Apple-style-span" &gt;uero começar minha vida profissional me perdendo nos meus cálculos. Quero poder encontrar as possibilidades de crescimento e aproveitar as oportunidades que me surgirem. Para que isso aconteça, é preciso que eu esteja ciente do que se passa na minha vida, em todos os sentidos. &lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span&gt;Estar feliz e gostando de alguém permite que esses objetivos sejam conseguidos. Paz com o meio e o modo em que se vive. Já basta. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Agora só me restam as prateleiras, a escrivaninha, as maletas, os papéis amontoados... O que eu não contei é que a organização sempre fez parte dos meus planos. O difícil mesmo é... mantê-la.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-6602080868321046960?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/6602080868321046960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=6602080868321046960' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/6602080868321046960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/6602080868321046960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2011/01/da-mania-de-colecionar-objetos.html' title='Da mania de colecionar objetos.'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-2938445051986293607</id><published>2010-10-15T11:54:00.000-07:00</published><updated>2010-10-15T12:45:54.983-07:00</updated><title type='text'>Ama-me</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/TLisLmsl4gI/AAAAAAAAApw/syF6XWm-HBQ/s1600/DSC00258.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/TLisLmsl4gI/AAAAAAAAApw/syF6XWm-HBQ/s400/DSC00258.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5528357857963401730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;margin-bottom: 3px; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;"She don't love me like you&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;margin-bottom: 3px; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;She don't know what you do&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;margin-bottom: 3px; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;And it's so hard&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;margin-bottom: 3px; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;She don't care what you say&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;margin-bottom: 3px; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;So just say it, say it anyway&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;margin-bottom: 3px; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;It's so hard"&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;margin-bottom: 3px; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;margin-bottom: 3px; "&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Era uma rara tarde de nuvens baixas, quando Joaquim parou na esquina da principal avenida daquela cidade pequena. Nada fez que o notassem, mas ainda assim ocupava um espaço em frente à faixa de pedestres, que se digladiavam tentando alcançar espaços ou passos mais próximos de casa. Já havia tomado o café requentado da esposa, dado um beijo no filho e arrancado um pedaço do jornal do dia, que acompanhou-o até ali, amassado em suas mãos. Haviam sido anos estranhos, ele pensou. Era assustadora a mutabilidade das coisas. Depois pensou que talvez não tivesse a cama arrumada ou o sexo quinzenal, nem os sábados na casa da avó ou o cinema de quinta-feira, que talvez fosse um moribundo que bebe, bebe, bebe, e volta pra casa cheirando a mofo e naftalina. Mas havia se tornado tudo tão &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;vazio que talvez preferisse o apê bagunçado com restos de fast food e pornochanchadas espalhadas pelo banheiro, do que noites vãs de filmes na tevê e silêncios mortais de falta de sentimentos. Não era bem o sexo que ele queria. Aliás, Joaquim não era em absoluto um tipo guerreiro, que rasga a camisa e mostra o peito verde em momentos de insatisfação. Costumava aceitar com resignação os problemas que caíam sob sua cabeça, mais por costume do que por bundamolice, o que lhe rendiam cenas ridículas em que agia submisso e imaginava um ilusório Joaquim ateando fogo nos inimigos. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Alguma coisa pequena pisou-lhe o pé, uma senhorinha, resmungando em voz rabugenta que saísse do caminho. Foi quando notou que ainda estava parado na esquina, olhando para a janela recém-reformada, sem os adesivos antigos ou o vidro fosco que encobriam o passado. Teve a ligeira impressão de ver calcinhas fio-dental penduradas num cabide ao fundo – desde quando ela usa fio-dental? – mas a pele morena do outro homem escondeu o que, na verdade, (não) queria ver. Uma mão molenga deslizou pelas costas do Outro, o beijo era molhado e longo, dois corpos grudados de amor, ignorando a platéia de cidadãos comuns que poderiam observar pela janela. Os seios exposto ainda eram pequenos, mas pareciam mais firmes, duros, excitantes. Um desejo constrangido e, ao mesmo tempo, enciumado, tomou conta dele, vendo-os assim, tão... amantes. Foi quando, num estalo seco e súbito, a janela se fechou. Sem perceber, esmagou o papel nas mãos com tamanha força que doeu em sua palma. Não teve vontade de chorar, tampouco entrar correndo apartamento adentro. Apenas uma saudade contida da velha casa e do velho hábito, uma curiosidade deslocada de querer saber. Tanta coisa mudara e tanta coisa não encaixava mais. Tanta coisa desconhecida e tanta coisa nova. Mas nada importava, pois obviamente era um cara feliz, considerando que tinha uma esposa, um filho e uma casa. Tal qual deveria ser, depois dos 30. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Mas se era, o que fazia atrapalhando os pedestres, segurando a nota pública do casamento dela, observando o cotidiano do casal, engolindo mentalmente aquela calcinha fio-dental, queimando em praça pública o moreno, abandonando a esposa e o filho, morando em casinha de madeira na beira da praia com a outra mulher? Jogou na vala a bolinha de papel. Chegou em casa e arrancou o vestido da esposa. Transou como um louco, na cozinha mesmo. Um animal desvairado que constata que o que é seu está ali, o sangue do homem provedor correndo nas veias, fazendo-a gemer de prazer, sua posse, suas coisas, sua mulher, seu império de amor construído com tanto cuidado e dedicação. Hoje um beijo, depois nenhum, amanhã é sábado e domingo não se sabe. Mas estão juntos. E deveriam ser felizes. Deveriam estar suficientes. Deveriam ser apenas um ao outro e acreditando. E ele pensou que serão sim, porque ele quer. E nada, nem ninguém vai passar mais por cima dele. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;- &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Você é minha, meu amor? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E no ápice do prazer e do gozo, na fase em que não se pensa, nem se nega, com voz pastosa e há muito não emitida, ela disse:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;- Para sempre.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/2n2kcLas-c4?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/2n2kcLas-c4?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-2938445051986293607?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/2938445051986293607/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=2938445051986293607' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/2938445051986293607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/2938445051986293607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2010/10/ama-me.html' title='Ama-me'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/TLisLmsl4gI/AAAAAAAAApw/syF6XWm-HBQ/s72-c/DSC00258.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-6650306097991293265</id><published>2010-09-14T08:29:00.000-07:00</published><updated>2010-09-14T08:42:26.567-07:00</updated><title type='text'>Talvez</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/JJyIOScUNrY?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/JJyIOScUNrY?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu acho que sempre recusei a lógica, o equilibrio, a certeza.&lt;br /&gt;Há tanto que procuro, talvez inconscientemente, uma forma nova de gostar.&lt;br /&gt;E eu tinha tantas coisas nos dias normais que, sem você, talvez não fizessem sentido.&lt;br /&gt;"A emoção de hoje seria pele morta da emoção do passado", já diria Amélie Polain.&lt;br /&gt;É que talvez eu tenha permitido um apego maior por livre e espontânea vontade.&lt;br /&gt;Um medo do que pode ser depois, quem sabe?&lt;br /&gt;Mas como não tentar, se não há fugas ou controle para o que existe.&lt;br /&gt;Talvez esteja pensando em alguém quando pareço distante.&lt;br /&gt;Um garoto que cruzei pelo caminho e senti que somos parecidos.&lt;br /&gt;Parecidos? E se o melhor for justamente nao ser?&lt;br /&gt;Um modo alternativo de se manter preso nisso tudo.&lt;br /&gt;Feitos de dúvidas, talvez seja o sustento da gente. E até quando?&lt;br /&gt;É possível existir relação sem a entrega das fraquezas e o suicídio do jogo?&lt;br /&gt;É que eu acho que eu poderia viver sem você, mas eu não quero.&lt;br /&gt;É que talvez eu queira ficar com você.&lt;br /&gt;E só com você, e mais nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-6650306097991293265?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/6650306097991293265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=6650306097991293265' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/6650306097991293265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/6650306097991293265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2010/09/talvez.html' title='Talvez'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-8618604461250039799</id><published>2010-08-26T18:34:00.000-07:00</published><updated>2010-08-26T18:40:33.823-07:00</updated><title type='text'>Devaneios de um amor platônico.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/THcW_pI617I/AAAAAAAAAow/0JFePS8fI7Q/s1600/iana+borboleta"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5509897951741925298" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/THcW_pI617I/AAAAAAAAAow/0JFePS8fI7Q/s400/iana+borboleta" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;"É preciso ser paciente. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal entendidos. Mas cada dia te sentarás um pouco mais perto... " (O Pequeno Príncipe)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Não confunda o meu olhar. Eu só enxergo o que me interessa. Entre as tábuas de madeira, um copo de vidro. Um sorriso no céu. Um sapato verde caindo. A voz melodiosa cantando. O inimigo fingindo não ver, admirando, sem querer admirar. Um casal de meia idade se amando. A solidão dando tapas nas costas. O pensamento correndo solto, levando os dedos das mãos a agirem sem a razão que não lhes pertence. São dedos, afinal. Toca uma vez ou duas e você atende. A voz que não quero, não posso, não vejo. A boca que fala e não beijo, que me ocupa sem esforço de tentar. Um assunto qualquer e finjo não me importar. Me diz o segredo de todo o magnetismo que insiste em atrair os momentos não vividos. Todos os desejos que eram tão seus e, de repente, tornaram-se meus, dessa forma sutil, imperceptível de chegar. Essa noite, eu era sua. É, eu era."&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela ligou e disse nada com nada. O coração, desgastado pelo tempo, estava rígido, como uma pedra. Talvez uma forma clichê de dizer que havia se tornado muito difícil gostar de alguém. Já se passara um ano. Ocupando a mente com o passado, ele tornara-se cego. Mas quando viu pela segunda vez aquela mulher, aquela menina, aquela amiga, estava diferente. Não parecia tão madura, tão bonita. E possuía o sorriso mais doce que já conhecera. Sabia desde o início que algo ali o atraía. Os dois, de novo, no curioso encontro com o acaso. Ela costumava ser a imagem embaçada no vidro do carro, um olhar mais profundo vislumbrando a imensidão em cima da montanha. Assim, um pensamento de uma noite qualquer em um dia qualquer da semana naquele tempo. Efêmero, que foi embora de repente. Porque nada não passava daquilo mesmo, pensamentos. Até o dia em que abraçá-la tornou-se real. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Eu diria que mais uma vez, sem querer, mesmo sem a tua presença. A lua, as estrelas, os pudores tolhendo o sentimento, intensificou o que seria de todo o nosso momento. Tão tu, tão somente tu e o teu jeito, e o teu suspiro e o teu olhar perdido no infinito. A incógnita que intriga, que instala a pergunta do teu eu mistificado. És a pessoa mais misteriosa que conheço. Ainda que minhas exigências falhem na hora de tentar, que o meu caráter coloque uma bigorna sob a cabeça e a corda amarre o meu pescoço quando quero fugir, te dei as mãos nos ombros aquela noite. Eu te dei o meu corpo, o vácuo das minhas costas e os pêlos arrepiados dos meus braços. Deixei os teus lábios na nuca, os lentos movimentos do rosto e a nossa respiração acelerada. A gente fez amor sem fazer." &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;Já não sabia mais o que era amor. Mas quando ela sutilmente o abraçou, alguma coisa bateu forte no peito. A favor (e contra) a sua vontade, deslizou as mãos pelo seu braço. Ele. Ela. Sem perceber a mudança repentina de clima, de música, de sensações, as pernas já tremiam. Nunca houveram palavras. Encostou seu corpo contra o dela quando, no mínimo movimento das mãos, sentiu que chegara a hora. O proibido o corroía. E como tudo o que não é permitido, o estimulava. Com firmeza, segurou-a pela nuca, deixando que o pescoço dela ficasse muito próximo dos seus lábios, cheiro doce no nariz, pele fina em dedos grossos, não ousou beijá-lo, com medo de estragar tudo. O rosto lado a lado, tão próximos, permitiu que a barba malfeita encostasse propositalmente na face rubra e teve a impressão de que não respirava. Um suspiro mais forte o fez apagar todas as pessoas ao redor, estavam sós. De olhos fechados, aproveitavam cada segundo daquele minuto inesperado, os lábios talvez tenham se tocado, o tempo prolongado, aproximaram-se mais um pouco, mas ao tentar, ela virou. Um olhar diferente, um meio sorriso de canto. E acabou a relação. Não era a primeira vez que se aproximava. É que sempre havia, sempre havia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;"Talvez ninguém saiba daquela semana difícil de raciocinar. Tudo o que eu pensava remetia à você. E foram noites e mais noites devaneando sobre o futuro, ou, quem sabe, sobre o que seria de nós se eu tivesse cedido às tuas investidas. Eu falava contigo sem o charme da conquista. E te mostrava, de forma nua e crua, os meus defeitos, a minha realidade desnuda e a boca suja das brincadeiras. Pois foi com muito esforço que notei a tua forma de sedução. Que forma, se o mais sutil dos teus movimentos é capaz de fazer notar uma multidão? Não conheces os teus encantos. E, pensando bem é melhor que nem conheças mesmo, senão te tornarias tudo aquilo que me faz repudiar. Eu gosto do teu jeito diferente de viver. Eu gosto do teu jeito indiferente. Eu gosto de tudo isso que me faz questionar. Pensar. Ir atrás. Querer, como eu te quero. Te revelo tudo isso, porque sei que nunca vais saber que é pra ti. É que talvez não imagines. Mas eu queria... Sim, eu queria."&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eram opostos. Simetricamente diferentes, do jeito intrigante de induzir a relação. Talvez não percebessem, mas seus caminhos haviam se juntado e separado diversas vezes. Sozinhos, os dois, mais uma vez. Ninguém entenderia, ninguém saberia das semanas imaginando aquele beijo. E como as sensações retornavam com força toda vez que revivia. De novo, de novo, de novo. Às vezes se pegava olhando fixo para aqueles olhos sob algum pretexto, quando o que interessava era mesmo a dona deles. Mas ela nem queria. O tempo passou e as palavras não ditas amenizaram o que seria o clima normal deles dois. Voltara a ser ela, a menina dele (o outro), a desavença deles (os outros), o coração já com dono, o prato frio que só lhe pertencera em uns poucos minutos e que não pertencia à ninguém. Eram todos dela, os sonhos. Eram todos com ela, os sonhos. Eram todos para ela, os planos. Mas ela nem sabia... ela nem sabia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-8618604461250039799?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/8618604461250039799/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=8618604461250039799' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/8618604461250039799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/8618604461250039799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2010/08/e-preciso-ser-paciente.html' title='Devaneios de um amor platônico.'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/THcW_pI617I/AAAAAAAAAow/0JFePS8fI7Q/s72-c/iana+borboleta' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-2041094770197017170</id><published>2010-08-26T06:19:00.000-07:00</published><updated>2010-08-26T18:11:48.372-07:00</updated><title type='text'>Eu sei de você</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/TT7ocw9_zVY?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/TT7ocw9_zVY?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;"E o fim é belo e incerto,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;depende de como você vê o novo, o credo,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;a fé que você deposita em você e só"&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;(O anjo mais velho- Teatro Mágico)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu sei que você anda triste, deprimido, cabisbaixo. Eu vejo dentro dos teus olhos de cor indefinida o cansaço de viver. Está com o coração partido, eu sei. Está insatisfeito com a própria (des) organização, eu sei. Os cremes para pele de manhã, movimentos circulares no rosto, água fria, uma toalha úmida que enxuga as lágrimas que não caem em público. Porque eu sei que é na escuridão do quarto que escondes as tuas fraquezas. Mas és forte. Um ser humano massacrado pelas frustrações da vida. Por não ser quem queria, toca os acordes do violão em tons de melancolia, mesmo tendo em quem apostar para não acabar com os sonhos. Eu bem sei que não te vês bonito, esguio e atraente. É mentira. Também sei dos teus problemas, que percebo sem nem mesmo me contar. Veja, não é bem assim como tu vês. Não é nada assim. Paciência. Eu sempre olho por ti. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Trabalhador honesto, acorda cedo todo dia, paga as contas, enfrenta a rotina e na bebida busca esquecer. Sob a face do deboche, finge não sentir o baque que fecundam tuas rugas. Não são os cremes que te deixarão mais jovem, meu bem. Porque já és. A cegueira da insegurança que permeia teus mais ousados desejos te faz ficar assim, estagnado. Esqueça os anos e abra a cabeça, é tão fácil de se ver. Tanta gente por aí, tanto lugar para conhecer, novos horizontes, mais de um bi-lhão-de-pes-so-as no mundo. E ficas aí parado, achando que acabou a emoção, the end, c’est finit. É, eu sei da tua auto-sabotagem. Esse inacabável pessimismo que consome as esperanças. Tantas vezes adulto em pele de criança. E tantas vezes criança em pele de adulto. Agora eu já sei que não sabes de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Deitado no sofá, te pões a pensar, enquanto uma esquecida televisão brilha na parede. As coisas estão mudando, percebe-se. Não deixe que estraguem o teu brilho, desperdiçando-o em esquinas meia-boca e em pequenos prazeres já congelados pelo tempo. Eu sei dos teus planos mais profundos. Uma hora é preciso decidir se queremos que as coisas realmente mudem ou não. Ser vítima das circunstâncias não dá dinheiro, não chama amor, não traz felicidade e abala a saúde. Não seria essa a hora de agarrar as oportunidades? As coisas acontecem quando menos esperamos e procurar por elas só faz com que aumente a ansiedade, deixando a busca ainda mais angustiante. Deixe-se ser encontrado. Repense em possibilidades descartadas. Estude, pense mais em você. E seja tolerante com as pessoas, porque elas precisam mais do que nunca ser entendidas. Ainda é tempo de recomeçar. Por isso, seja a mudança que quer ver.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu sei, tu não sabes que é pra ti, mas sabes. Acorda diferente, dessa vez. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-2041094770197017170?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/2041094770197017170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=2041094770197017170' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/2041094770197017170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/2041094770197017170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2010/08/e-o-fim-e-belo-e-incerto-depende-de.html' title='Eu sei de você'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-428588241324738209</id><published>2010-08-22T14:32:00.001-07:00</published><updated>2010-10-15T08:26:36.976-07:00</updated><title type='text'>Expressões</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;u&gt;&lt;br /&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pode ser que não ande, que não dê, que não vá pra frente, mas a primeira barreira, já transpassou a gente, ou a gente que transpassou? Tudo que começa pequeno tende a tornar-se gigante, a semente e uma flor, um bebê-elefante, um costume, um amor, sentimentos. Se está grande, já não sei, mas que a nossa insistência começa a influenciar no coração, é verdade, porque não se escolhe, tampouco procura-se, quanto mais decide-se de quem gostar, e eu já gosto. Cara sinistro da zona longe, presença antiga em atmosfera diferente, meu garotinho de olhar desconfiado, barba suja e pele macia, me dá a mão, "vamos sair pra ver o mar" sem medo, tão difícil e tão simples, o que é amor senão a sintonia de dois, mesmo que nada parecidos, a menina do vestido laranja e o carinha de tênis batido, opostos, birrentos, mas juntos, cheios de coincidências..&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/EFgsE9IKpRE?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/EFgsE9IKpRE?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Música por Marcel Barretto e Bruna Cruz, que teve como uma das fontes de inspiração esse pequeno texto para alguem especial. Como diria Fernando, "esta é a canção mais brega e ridícula, justamente porque fala de amor". &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-428588241324738209?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/428588241324738209/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=428588241324738209' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/428588241324738209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/428588241324738209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2010/08/nuvem-branca.html' title='Expressões'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-9196292038751654911</id><published>2010-06-06T21:28:00.000-07:00</published><updated>2010-06-06T21:42:47.338-07:00</updated><title type='text'>Hema - toma .</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/TAx2yl2oOHI/AAAAAAAAAoQ/zjZ8Dt98cBw/s1600/DSC01730.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5479885458129827954" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/TAx2yl2oOHI/AAAAAAAAAoQ/zjZ8Dt98cBw/s400/DSC01730.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acordei um tanto sonolenta e coloquei a primeira roupa que vi pela frente, que – por coincidência, juro – era um traje esportivo, para participar da entrevista que mudaria meus planos naquele início de ano. Numa fase em que nada de interessante parecia acontecer e, se tratando da minha incrível sorte para pisar em bananas e receber caca de pombo na cabeça, ser escolhida para participar de um programa de caráter nacional com direito a viagem para o exterior foi, para mim, o ápice. Cheguei a cogitar a possibilidade de nunca mais apostar na mega sena ou, sei lá, parar de acreditar em sorteios de supermercado, já que a grande bocada aparecera, extinguindo qualquer esperança de receber, ainda nesta encarnação, um novo golpe de sorte que pudesse mudar drasticamente a minha vida. Mas, considerando que a proposta já estava ali, a decisão de enfrentar a humilhação pública e meter a cara naquilo que seria o mico mais colossal dos próximos anos, topei. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vale ressaltar que a notícia chegou uma semana antes de viajar, o que me fez, no máximo, aumentar de três para cinco os dias de musculação e também fazer uma tentativa de ter ao menos duas aulas de tecido antes de embarcar rumo à Buenos Aires (que não ajudaram muito, é verdade). Comprei um shortinho com cara de Globo, só para não ter que levar minhas já carcomidas calças de nylon, e levei o tênis do coração, aquele que fora usado na Cruz Vermelha do círio passado e nas micaretas da vida, sobrevivendo ainda hoje pela minha relutância em comprar um novo aparato para os pés, já que aqui sigo a mesma regra das saladas em restaurante: pra quê comprar um tênis se posso gastar esse dinheiro com um salto maravilhoso (pra quê gastar dinheiro com alface, se posso comprar um risoto divino com filé ao molho de vinho)? Coisas de taurina pão dura. Após convencer a mamãe de que não se tratava de tráfico de mulheres, e passando por cima de todos aqueles que desacreditavam da minha história, embarquei para o aeroporto do Rio de Janeiro com uma passagem recebida por email, cuja procedência dizia “Central Globo de Produções”, o que, sem dúvida, foi o objeto mais próximo da realidade dos artistas que eu já vi na vida. Perdendo, talvez, no quesito “momentos inesquecíveis”, para a frase que ouvi da produtora do Faustão quando me chamou para o programa: “A partir de agora, todas as despesas serão pagas pela Rede Globo”. Tá, agora me acordem e me coloquem de volta na realidade, porque acho que vou desmaiar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Confesso que sou cabuquinha mermo e cada detalhe dessa viagem eu reparava. Um motorista me aguardava na entrada do aeroporto com a plaquinha escrita meu nome, e diferente do que eu imaginava (carros chiques, homens uniformizados, seguranças enormes – tudo bem, eu sou Maria Ninguém), era tudo absolutamente normal, um Siena e um senhor muito simpático, vestindo a roupa do dia-a-dia, que foi conversando comigo de um lado à outro da Zona Sul, me falando dos artistas com intimidade (“O Fausto, a Grazi, a Dani , sabe? Suzuki? Que mora aqui na esquina do pskintofly?”). E eu tentando adquirir alguma informação sobre a minha companheira de quarto, além do fato dela chamar-se Marilda e ser do Rio Grande do Sul. Minha imaginação nada fértil tratou de fantasiar mil e uma Marildas, já que uma preocupação que tomou conta de mim foi o medo de não conseguir me enturmar. Não que eu seja lá muito introvertida, mas viajar para um lugar que você não conhece, com pessoas que você não sabe quem são, para fazer sabe-lá-o-quê (já que as provas só são mostradas na hora), era realmente assustador. Desconto pra mim, vocês que já viajaram o mundo todo. Foi a minha primeira viagem independente, gente. Bom, para alguém chamada Marilda, eu só conseguia associar o nome às poucas informações que eu recebia, além, claro, de sempre pensar na Andréa Beltrão toda vez que pronunciava. Como, então, ela poderia ser?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Marilda 1: Uma gostosona loiraça e intimidadora, que nada teria haver comigo e me deixaria inibida, já que meu irmão disse que em Porto Alegre só tinham divas fenomenais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Marilda 2: Uma senhora de 50 anos, dona-de-casa, com filhos, já que Marilda é um nome naturalmente com cara de melhor idade (como Vera e Izabel, por exemplo), que nada teria haver comigo e me deixaria inibida, já que, ao me ligarem, disseram: “Se até uma dona-de-casa de 50 anos participa, porque você não pode participar?”. Só poderia ser a Marilda, minha companheira de quarto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Marilda 3: Morena, bonita e modelo, que nada teria haver comigo e me deixaria inibida, já que o motorista não parou de dizer o quanto ela era alta, e que já tinha sido vencedora de competições de corrida, inclusive sendo selecionada uma vez para ser dançarina do Faustão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Diferente do que imaginei, a real Marilda me conquistou logo de cara, ou melhor, logo de bolsa, pois a primeira imagem que vi ao entrar no quarto do hotel foi uma bolsa de Schnauzer jogada em cima da mesa. E, bem, gostou de animais, gostei de você. Melhor ainda, gostou de Schnauzers, gostei MESMO de você. Como cheguei tarde demais, perdi o jantar maravilhoso que poderia ter feito naquele hotel que nem em sonhos pagaria a diária (pelo menos nos meus sonhos de estudante de odontologia) e ainda tentei dar uma olhadela pra reconhecê-la, mas só se viam os pés (o motorista tinha razão). O cansaço de viajar um dia inteiro, fazendo escalas de cidade em cidade, me fez desistir de qualquer mais especulações sobre como seriam os 4 dias dessa viagem inédita. Finalmente, separei minhas roupas, desliguei o abajur e dormi as duas horas mais felizes da minha vida, acordando desesperada, com uma Marilda simpaticíssima conversando comigo, realmente bonita, alta, com aspecto de dançarina do Faustão e, vejam só, veterinária. Esse povo do Rio Grande do Sul é dez, viu. A impressão que a gente tem é que eles estão sempre de bom humor, sempre pra cima, sempre felizes. Adorei. Mas de nada adiantou tanta expectativa. A Marilda nem pôde viajar comigo por alguns problemas na documentação solicitada. Foi muito triste ter que me despedir, justo agora que havia superado um dos meus medos. Entrei sozinha na sala de embarque, à procura das outras mulheres e quando as encontrei, pela primeira vez, eu me perguntei: What the hell am i doing here?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;(continua... )&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-9196292038751654911?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/9196292038751654911/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=9196292038751654911' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/9196292038751654911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/9196292038751654911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2010/06/acordei-um-tanto-sonolenta-e-coloquei.html' title='Hema - toma .'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/TAx2yl2oOHI/AAAAAAAAAoQ/zjZ8Dt98cBw/s72-c/DSC01730.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-7995918539400601793</id><published>2010-05-31T16:41:00.000-07:00</published><updated>2011-01-24T20:50:34.493-08:00</updated><title type='text'>BeLbilonia.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/TARK7f_1rUI/AAAAAAAAAoA/_gZEsRYFSn8/s1600/primo+it.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5477585432851361090" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 266px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/TARK7f_1rUI/AAAAAAAAAoA/_gZEsRYFSn8/s400/primo+it.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;"Um cego vê mais que um homem comum porque não precisa olhar para fora de si, porque o que ele deseja ver está completamente dentro" (Caio F.)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por aqui é assim: a gente anda pra cima e pra baixo e ainda assim freqüenta os mesmos lugares, encontra as mesmas pessoas, ri das mesmas piadas, veste as mesmas roupas e cai na boca do povo. Aqui, a gente não pode ser gente comum que pensa e que sente, que vai atrás das coisas, que pendura melancia no pescoço porque gosta, que vive a vida nas oscilações que ela proporciona, às vezes acertando, às vezes errando, e às vezes andando naquela corda bamba das incertezas, tropeçando pelas pedras, saindo fora uma noite inteira e terminando na rotina normal de um cidadão de bem que paga impostos e coloca gasolina no carro. Ou melhor dizendo, aqui, a gente TEM que ser gente comum. Nada de extravagâncias incômodas ou exageros momentâneos. Tem que ser sempre centrado, sempre racional, sorriso no rosto, andar ereto, politicamente correto, mulheres imaculadas pisando em saltos finos e homens abrindo a porta do carro para “meninas de família”. Entrar na produção em série: mechas loiras nos cabelos, correntinha no pescoço, roupa de grife, danças contidas (para não perder a classe) e um ar inacessível no olhar. Só pode ser bacana fazer parte do padrão, porque aqui é passaporte, área vip na balada, pulseirinha na entrada e champagne só para as menininhas, põe mais uma dose aí, garçom! Desce essa joça na mesa, porque tem gente olhando.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E sempre tem. Tentar algo novo, procurar o que fazer e dar uma volta com alguém é atestado de compromisso. Enfiar um All Star no pé, tatuar o corpo e beijar uma pessoa interessante são atitudes que vêm junto com moralismos. Divisão de tribos. Dizem que é porra louca, coitada. Essa não casa mais. Tanta vontade de falar e apontar, tanta mania de gostar da vida alheia, tantos costumes, tradições e modos bem definidos, uma província, enquanto no calar da noite lá estão eles, imitando quem condenam no conforto da escuridão. No fim, todos já maldisseram essa coisa pequena que engloba o nosso mundo. Tamanha beleza esculpida a ferro-e-fogo, ele sempre tão lindo de se ver e tão sozinho em casa. De que adianta? Uma lua estampada no céu como uma mancha branca na vasta imensidão azul, um olhar da sacada daquele prédio mediano, bebendo a latinha da única cerveja não-choca da geladeira, enquanto a televisão emite sons de programas de humor barato que não interessam. Mais e mais exigente, tentando entender aquela fase da vida, porque tem fases que nem a gente se entende. As pessoas andam pela rua da frente, cada uma com seus problemas, com suas crises, com seus interesses, com seus amores, um universo complexo dentro de cada pontinho que se move lá embaixo da gente. Se todos nós temos a mesma natureza animal capaz de tudo, de que vale, então, tanta tolice?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mudam-se os grupos, mudam-se as famílias, mudam-se os meios, mas os valores estão sempre ali, ainda que mascarados pela tentativa perdida de desapegar deles. Mesmo os que vivem inteiramente à margem do mundo convencional, aqueles indivíduos esquisitões que desprezam conscientemente a burguesia e têm orgulho de não pertencer a ela, conservam um grande número de idéias e noções burguesas. Teoricamente, por exemplo, nada teriam contra uma mulher bêbada que ficasse com vários carinhas numa noite. Mas na prática, não seriam capaz de levá-la a sério ou considerá-la realmente sua igual. Também tenderiam a pensar duas vezes antes de se envolver com uma pessoa que vestisse suspensório com blusa xadrez no dia-a-dia ou, no mínimo, fazer algum comentário ao vê-la adentrar no ambiente. O diferente, antes de ser admirado, é ridicularizado. E se por um lado, é preciso tentar ignorar o julgamento alheio para sobreviver na sociedade, por outro, viver intensamente só se consegue à custa do eu. Principalmente quando se trata de uma cidadezinha pequena como Belém, onde todo mundo vê, todo mundo ouve, todo mundo fala.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Conviver com pessoas às vezes é muito complexo, elas são estranhas. E a cada dia se torna tão mais difícil se adaptar ao que esperam da gente, como se tivéssemos que estar o tempo todo dentro dos eixos, comendo de garfo com a mão esquerda, limpando a boca com o canto do guardanapo, fingindo gostar de tudo e todos, e conceituando o mundo inteiro, sem tempo para conversar e conhecer mais sobre o cara da sacada que bebe cerveja solitário, sobre a mulher bêbada frustrada que pega todos na balada, sobre o indivíduo do suspensório que ama os Beatles, sobre as menininhas de boate que investem maciçamente na aparência para suprir uma necessidade muitas vezes sentimental. É muita prepotência da nossa parte achar que temos direitos de analisar quem quer que seja. É que aqui, no ovinho paroara, pensar que o outro também tem uma vida fica em segundo plano. Preocupados demais com aquilo que nos convém, vamos levando adiante essa padronização de elite, sendo o tempo todo bombardeados pelas expectativas dos outros, pelo materialismo cada vez mais imperante, pelos pré-conceitos de quem não nos conhece e pelo olhar arrogante de quem acha que dinheiro é símbolo de riqueza. Aqui, nos instigam a ser iguais. O que você acha disso? Bom, eu que não quero construir a vida mais desinteressante do planeta. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-7995918539400601793?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/7995918539400601793/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=7995918539400601793' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/7995918539400601793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/7995918539400601793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2010/05/belbilonia.html' title='BeLbilonia.'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/TARK7f_1rUI/AAAAAAAAAoA/_gZEsRYFSn8/s72-c/primo+it.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-6925685611408616618</id><published>2010-05-23T18:09:00.000-07:00</published><updated>2010-05-23T20:15:01.085-07:00</updated><title type='text'>E se acontecer de dar certo..</title><content type='html'>&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/0t3MG2vmY_Q&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/0t3MG2vmY_Q&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  line-height: 16px; font-family:'Trebuchet MS', Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:13px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p   style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border- margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 20px; padding-left: 0px; font-size:13px;color:initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p   style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border- margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 20px; padding-left: 0px; font-size:13px;color:initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;"E se acontecer de dar certo&lt;br /&gt;E nossos dedos se encaixarem bem&lt;br /&gt;E nossos pés dispensarem os traços&lt;br /&gt;Que ensinam a dança&lt;br /&gt;E rodarem tontos por todo o lugar&lt;br /&gt;Onde a gente, de repente,&lt;br /&gt;pode se encontrar&lt;br /&gt;Por sorte, destino ou engano&lt;br /&gt;Vai que, de repente, eu te amo&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p   style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border- margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 20px; padding-left: 0px; font-size:13px;color:initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;Vai que acontece de eu chegar&lt;br /&gt;E aparar seu corpo antes do chão&lt;br /&gt;Ou, ao me ver, ainda no ar,&lt;br /&gt;Você criar asas&lt;br /&gt;Passar rasante assustando a platéia&lt;br /&gt;E pela manhã de repente,&lt;br /&gt;por descuido ou surpresa&lt;br /&gt;Você carregar pra qualquer canto&lt;br /&gt;Vai que, de repente, eu te amo&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p   style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border- margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 20px; padding-left: 0px; font-size:13px;color:initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;Pode ser do acaso&lt;br /&gt;brincar com a gente&lt;br /&gt;E empurrar as paralelas&lt;br /&gt;das nossas vidas&lt;br /&gt;Criando um ponto em comum&lt;br /&gt;Vai que, perdido,&lt;br /&gt;eu embaralhe as frases&lt;br /&gt;E embaralhado em alguma delas&lt;br /&gt;você ache&lt;br /&gt;E transforme essa vida&lt;br /&gt;engasgada em um canto&lt;br /&gt;Vai que, de repente, eu te amo"&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;Você me ligou ontem e, sem querer, desencadeou uma avalanche de pensamentos que não pude controlar. Desliguei o telefone, fechei a janela, dei o clique no abajur e aquele teto branco nunca me pareceu tão interessante de se olhar. Já teve um tempo em que eu lutava para encontrar meu lugar ao sol, dois passinhos na areia, mãos dadas, o beijinho carinhoso no ombro, você sempre agüentando o meu falatório interminável, me encarando com aquele ar deslumbrado da transparência em carne e osso, tão diferente de ti. O jeito espalhafatoso e impulsivo que contrapunha os teus gestos tão bem calculados, as palavras que nunca passavam da garganta e os dias solitários em que evitava me ligar para não dar um passo em falso. Você, que não conhecia o meu mundo e quis tanto entrar nele; você, que tentou tantas vezes e tropeçou nos próprios pés; você, que achou que tudo era culpa sua, quando desde o início era eu. Como eu gosto de você. Nunca deixei de te dizer isso, eu não meço as palavras. Não sei o que é ser racional, apesar de sempre tentar e inverter a ordem das coisas, agir, depois pensar. Talvez por isso tenha sido assim, tão diferente. É que, com você, eu pensei demais, pensei antes. E acabei com tudo, sem dar chance de começar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;O que você não sabe é que sempre fui uma guerreira de causas perdidas. Tenho um pessimismo nato com relação a tudo o que acontece comigo: não crio expectativas, não acho que o olhar é pra mim, não luto por ninguém que me pareça distante, não tento mudar o que passou. E sou direta. Às vezes me aperto um pouquinho entre as peças para entrar no quebra-cabeça, nesse joguinho de gato e rato, de dá e não dá, de vem e não vem, mas a morfologia sempre é teimosa, é preciso entortar um pouco as arestas para ver se me encaixo, e até entro, mas quando vejo, mudei. Então, eu fico engolindo as palavras, as vontades, finjo que não percebo, saio à francesa, tento me adaptar às circunstâncias e só falto pirar de tanto pensar. E mais, não entender patavinas. Eu não sei como não ando com uma nuvenzinha de fumaça por aí, fedendo a neurônios queimados. Pra piorar, quando começo a achar que não está saindo como eu queria, fujo. Reação de auto-proteção. Seria tudo tão mais simples se as pessoas tivessem uma luzinha indicando “amigo”, “caso passageiro”, “amor da sua vida”. Daí a gente chegaria, daria dois tapinhas na costa do cara e diria “Oi? Eu sou a tampa da sua panela, agora vamo lá em casa assistir um filme e ser feliz para sempre?”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;Tá, eu sei, talvez perdesse a graça da coisa. É a lei da natureza. Pavões mostram a cauda. Cachorros exalam um cheiro. Seres humanos têm que instigar o outro a pensar. Tá, e talvez eu não acredite no feliz para sempre também. Eu, que sempre tive amores avassaladores, gosto mesmo é de me envolver, encontrar a metade sintonizada, o outro que se alinha no mesmo grau de interesse, de curiosidade, de vontade de pertencer a alguém e querer que esse alguém ocupe todo aquele espaço vazio, assim, de mansinho, quase sem querer. Eu só queria de ti a paciência, o deixar fluir, e mais paradoxal ainda, queria mesmo é que me fizesse ficar assim, agoniada, apesar de odiar não conseguir me concentrar nem no pão com manteiga do jantar. O tempo é muito precioso. A sutileza dos indícios, o peito aberto para que se aproximem e, principalmente, o interesse mútuo são essenciais. Acredito mesmo que quando tem que ser, vai ser e ponto final. Não tem quem mude isso. Sou bestona, manteiga derretida mesmo, daquelas que acredita em destino, e te dizer que isso é o que me faz pensar que “tudo bem, tudo legal, bola pra frente, ainda não é hora”. Mas é tão difícil começar qualquer coisa, quiçá saber de quem vamos gostar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;É muito fácil a gente se fechar na bolha do eu-mesmo para não se ferir. É que nós vamos endurecendo com o passar dos anos. Mas a verdade é que o amor é simples. É uma questão de sincronia, quase um estado de espírito. E, para mim, é tudo ou nada. Ou bate, ou não bate. Não luto para que me olhem com outros olhos quando o interesse não é imediato. Eu não gosto de competir. Uma vez me falaram que sou radical demais e que, às vezes, é preciso tentar. Eu nunca "tentei" me apaixonar. Não acredito nisso, cara. É como "aprender a fazer poesia". Ou a pessoa nasce com o dom, ou não dá, não é algo que se aprende, se força. Mas também nunca tentei tentar. Soa estranho? Quando se está baqueado, é difícil encarar as coisas do mesmo jeito, parece que tudo é tão ameaçador que é preferível ficar aqui, quietinha no meu canto, sem arriscar muito, sem ousar demais, sem dar brechas para que me machuquem. Em outras, palavras é preferível ficar na temperatura morna, em vez de esquentar a vida com as tentativas. Como, então, amar sem arriscar? Não sou muito fã das coisas paradas. Talvez seja interessante... tentar.  Eu gosto de experimentar idéias novas.  Vai que acontece de dar certo. Vai que acontece de eu aprender a fazer poesia.Vai que de repente é você. Vai que de repente...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-6925685611408616618?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/6925685611408616618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=6925685611408616618' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/6925685611408616618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/6925685611408616618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2010/05/e-se-acontecer-de-dar-certo.html' title='E se acontecer de dar certo..'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-4891667625405080542</id><published>2010-05-16T17:23:00.000-07:00</published><updated>2010-05-16T22:34:00.873-07:00</updated><title type='text'>Carta n° 30</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/S_CPDHV1t1I/AAAAAAAAAno/Vglpihhrr6E/s1600/DSC07890.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5472030830928181074" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/S_CPDHV1t1I/AAAAAAAAAno/Vglpihhrr6E/s400/DSC07890.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas se queres saber, eu sou como tu és, como ela é, como eles são, como todo mundo é e ainda assim têm dedo grande. E queres saber porquê? Eu vagava pelo cinza daquelas tardes, enquanto os teus olhos tristes me fixavam de canto, não uma ou duas, mas inúmeras vezes, o que se tornara impossível me ver sem eu notar, mesmo que tentasses. Naquele dia em que permanecíamos perto fisicamente, mas que, dentro da gente, alguma coisa fedia forte, um cheiro ocre de rato morto, de peixe morto, de qualquer coisa morta e em decomposição que contaminava todo o ambiente, numa dessas situações que são impossíveis de ignorar. Mas a gente fingia e ignorava, e tentava de novo, e mais uma vez, empurrando aquele defunto com pá sem cabo, jogando um lençol branco em cima dele e apoiando uma vela para ver se ainda dava para montarmos a mesa e jantarmos franguinho com vinho barato como nos velhos tempos. Os dias de beleza simplória, em que as besteiras do cotidiano me arrancavam as risadas mais gostosas e tu te apaixonavas pelos meus defeitos, aceitando cada um deles. Quando na cama, eu observava teus detalhes e beijava todos, um no corpo do outro, dois em um, como se o mundo se resumisse naquilo, naquele pequeno universo que criamos com as nossas manias, vocabulários, lembranças e idéias. Acontece que não dava para ignorar o fedor que entrava pelas narinas e impregnava a comida, o vinho, o clima, aquela mesa que não era nossa, era o morto do nosso relacionamento coberto por lençol branco e platinado em sorrisos amarelos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se o amor quando vem parece sempre eterno, na nossa eternidade eu não via os sinais vermelhos das feridas abertas que deixamos. Te fazer feliz era um objetivo natural, pois me fazendo feliz, eu te fazia também, praticamente sem pensar, sem precisar calcular, imaginar, pesar antes de agir ou fingir antes de chegar. O momento em que isso deixou de existir eu não sei, mas deixou. E as portas se fecharam, a cortina caiu e tudo aquilo que idealizamos passou a fazer parte do real, o real não-imaginado por nós. Acabar com a idealização do amor é matá-lo. Porque ele é feito justamente disso, da idealização de alguém, idealização de uma idéia, das circunstâncias, tudo, tudo no amor se baseia no modo como os elementos do quadro sincronizam para montar um cenário perfeito. Mas eu já não entendia por onde andavam os meus valores. Eu já não sabia por que aquela sala que tanto nos abrigou já não me dava o impulso necessário para sair de casa. Eu via, no teu silêncio contido, o quanto estávamos nos perdendo. E até imaginava que um dia olharia para trás e me arrependeria. Não do nosso amor, mas do modo como ele desembocou nesse mar de ressentimentos, orgulhos feridos e lágrimas. Ou risos, sei lá. Só sei que tudo ficou muito feio, muito amplificado e muito cheio de encenações desenfreadas de sentimentos. Eu errei, tu sabes. Mas digo que errei inocente, porque estava infeliz. As coisas acontecem assim mesmo ou “simplesmente” acontecem, como tu cansaste de (me) repetir. Serias agora alguém mais forte, mais sábio, mais homem, mais experiente? Espero que, no mínimo, mais feliz. A gente aprende com os outros. A gente aprenDEU. E vieste para me ensinar, pelo que vejo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas, do que não sabes , eu lembro. Lembro de quando, sozinha, agarrei o travesseiro em casa, me sentindo o pior dos seres por não sentir tudo aquilo. E também por sentir tudo aquilo, entende? O que não sabes, antes do egoísmo petrificado, foi o quanto matutei noites adentro, e sofri, e chorei, e disquei teu número decidida, e quis muito bater na tua porta para falar tudo aquilo que nunca tive coragem. Não agora, naquela época. Mas não, não é nisso que queres acreditar, então pra que dizer verdades a surdos quando se tem tudo nas mãos? Suponho que viver é saber encarar os fatos com sabedoria. Seguir em frente, mesmo que tenhamos que nos arrastar pelos dias, fazendo um &lt;a href="http://semmaiscaminhos.blogspot.com/2010/03/cachorro-tati-bernardi.html"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;“esforço pra caber nos lugares, ter um canto no mundo, uma missão na terra, um pedaço de sofá de festa de amigo, uma rebarba de coração alheio, um resto de cama”&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt; Eu sou só mais um desses seres que só querem ser felizes, oscilando entre mocinhos e bandidos, sempre tentando o politicamente correto com migalhas de corrupção sentimental de vez em quando. Sabe, costumamos ser muito convenientes com as nossas verdades. Julgamos os culpados, falamos dos absurdos, tentamos inventar desculpas de acordo com o que vivemos. Hoje banco a gostosona, amanhã os papéis se invertem, e olha só que coisa, a gente não controla os sentimentos, né não? Eu rio de mim mesma, às vezes. De como as generalizações são tão mais fáceis de encarar, quando o que existe é tão relativo. Daí a gente sofre, sofre, sofre,pensa que nunca mais vai amar de novo, que agora a vida está sem sentido, sem rumo e, oh meu deus, me ajude a sair desse poço, por favor! E de repente, nada mais que de repente, estamos bem outra vez. É que tudo passa. Já diria Cazuza, o tempo não pára. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então, agora que a nossa história já está guardada num passado longínquo, e agora que imagino o teu sorriso de canto de boca substituindo os olhares de canto, posso dizer que já não me martirizo te vendo em outra realidade. A minha realidade é diferente. Tens razão, nossas vidas já estavam distantes mesmo. Eu fico feliz com a tua felicidade e estou por aqui né, levando a vida muito mais leve. Não quero mais ter que agüentar olhares tortos de pessoas que parecem que me comeram de quatro bêbada na noite anterior. O importante disso tudo é me sentir bem, mesmo quando as coisas não pareçam tão bem, pois tudo tende sempre a mudar para melhor, sempre falei isso para as pessoas. Li em algum blog de coração partido que temos mesmo é que levantar as mãos pro céu e agradecer, porque tudo na vida é aprendizado constante. Tenho feito isso todos os dias e tenho tido ótimas recompensas. O meu conselho fica : quem faz qualquer coisa para qualquer pessoa, paga um certo preço. Eu paguei o meu! Mas agora que já estou com as contas pagas, minha consciência é limpa e rancor, não existe. Espero mesmo que todo mundo centre as suas cabeças e ponham as coisas em ordem, senão tudo vira um ciclo... E as mudanças são boas! Ah, e só um detalhe, porque cautela sempre é bom, cuidado com as pessoas. São todas iguais a mim, a você, a ela, a eles, a nós... e todas têm dedo grande.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-4891667625405080542?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/4891667625405080542/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=4891667625405080542' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/4891667625405080542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/4891667625405080542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2010/05/carta-n-30.html' title='Carta n° 30'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/S_CPDHV1t1I/AAAAAAAAAno/Vglpihhrr6E/s72-c/DSC07890.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-7095894949945590148</id><published>2010-04-18T23:00:00.000-07:00</published><updated>2010-04-18T23:49:23.789-07:00</updated><title type='text'>Das coisas que eu não falo.</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/S8v1MA1-fjI/AAAAAAAAAnY/pFVmBVURau4/s1600/DSC07204.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5461728559850487346" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/S8v1MA1-fjI/AAAAAAAAAnY/pFVmBVURau4/s400/DSC07204.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/S8vy_dw0pII/AAAAAAAAAnQ/H5DnwX3Naac/s1600/salinaszi+116.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu não tento mais apontar as pétalas no chão da sala para sensibilizar as pessoas que não percebem os tons de cinza. Uma rosa com muitos espinhos, de toda beleza e tamanha ela, se julga forte o bastante para defender-se do mundo. Enquanto isso, a maldade guardada no peito, o medo em transformação de uma criança acuada no escuro à um adulto indiferente ao sangue derramado, encara os espinhos como defeitos da natureza, que grande erro Dele ao colocar espinhos em tão belas flores. Mas, o que seriam dos animais se não tivessem os ferrões, o mau cheiro, a metamorfose, o salto, a resposta, o senso de proteção? Então, o menino deslumbrado com o jardim, mete a mão no canteiro e arranca duas rosas, quando planejava um ramalhete inteiro. Corta-lhes o caule brutalmente, levando consigo sua essência vital, o brilho na água de um copo, e escurecem suas pétalas, transformando o vigor de vermelhos tons em algo parecido com marrom, vermelho-vinho, preto, o tal do tom de cinza invadindo o ambiente, ainda que o perfume permaneça exalando no ar, diferenciado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-7095894949945590148?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/7095894949945590148/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=7095894949945590148' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/7095894949945590148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/7095894949945590148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2010/04/eu-nao-tento-mais-apontar-as-petalas-no.html' title='Das coisas que eu não falo.'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/S8v1MA1-fjI/AAAAAAAAAnY/pFVmBVURau4/s72-c/DSC07204.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-7196703655011949435</id><published>2010-04-07T23:57:00.000-07:00</published><updated>2010-04-08T00:09:06.295-07:00</updated><title type='text'>Estômago forte.</title><content type='html'>&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/FimMphR-rEE&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/FimMphR-rEE&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;NONATO: É gorgonzola! Esse queijo tem esse nome por causa do nome da cidade onde ele foi inventado, na Itália, ali bem pertinho dos Estados Unido...&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;- BUJIÚ: Ô Alecrim, esse gorgonzola pode ser o queijo do caralho que for, meu irmão, tu pode fazê o que quiser com ele, mas esse negócio não vai ficar aqui dentro nem fudendo!”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;(Diálogo do filme &lt;a href="http://www.estomagoofilme.com.br/"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;“Estômago&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;”&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; )&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um alimento à base de fungos jamais pode ser gostoso quando em sabor fortemente acentuado e odor levemente amoniacal. Mesmo que seja um queijo. AMONIACAL. Uma palavra que poderia estar presente nas minhas apostilas de fisiologia do aparelho excretor, não na embalagem do Camembert que, há 2 meses, tenho saboreado todas as semanas devido à um surto repentino da mamãe de querer incluir esses caprichos nos supermercados do dia-a-dia. Na mesma linha de raciocínio da coalhada – que nada mais é do que leite estragado – não sei quem um dia inventou que seria muito gostoso comer queijo mofado. O Camembert, após ser produzido através da inserção de pequenos volumes de leite em cuidados artesanais , é pulverizado externamente com o fungo Penicillium Candidum, para que depois de, em média, 12 dias comece a formar uma fina camada de mofo branco. E, bom, por si só essa palavra já me remete à população de fungos que tive que criar no primeiro ano de faculdade (foi extremamente chocante, bastava deixar o meio de cultura aberto em cima de um armário e, puf, o negócio proliferava que nem coelho, fiquei, tipo, olhando com outros olhos para a poeira dos ursos nas prateleiras). Sem contar que Candidum, me lembra cândida, que me lembra Candidíase, que me remete à imagens, digamos, desagradáveis na hora de olhar para a crosta branca do queijo. Tem coisas que, definitivamente, é melhor não saber como são feitas. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Isso me lembrou do filme brasileiro “Estômago”, do diretor Marcos Jorge, que conta a história de Raimundo Nonato, um pobre cozinheiro que descobre seus dotes culinários em um bar fundo de quintal preparando coxinhas, ascendendo a chef em um restaurante movimentado da região, crescendo através da observação e da própria facilidade de percepção dos ingredientes. Entretanto, a percepção de Nonato vai além dos limites da gastronomia, fazendo de Estômago um filme perturbador envolvendo a natureza humana, abordando temas como poder, sexo e culinária, utilizando, mais especificamente, a comida como meio de chegar ao poder. Em uma das cenas marcantes do filme, Nonato consegue importar para dentro do presídio uma pequena quantidade de queijo gorgonzola para fazer o famoso Romeu e Julieta, queijo com goiabada. Só que Bujiú, aquele que dita as regras, não permite pelo simples fato do queijo ser mofado. Também pudera viu, se o Camembert que é até bonito com essa película branca por fora já dá um certo nojinho, imagina o gorgonzola, com aquele aspecto esmigalhado em verde, azul, branco e preto. Vocês sabiam que ele faz parte dos queijos azuis? Característica dos queijos que possuem as “veias verde-azuladas”, segundo o nosso amigo gógle. E o pior disso tudo é que eu não sou muito fã de queijos, mas, olha, como eu amo esse queijo azul. Pastas, cremes, molhos, me dá até sorvete de gorgonzola, tô topando.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Fica, então, a dica. Para um Camembert mais gostoso e menos, eca, AMONIACAL, prefira comprar o queijo com 15 a 30 dias a partir da data de fabricação, quando ele estiver com sabor marcante, mas não com gosto de urina; textura cremosa, mas não quase pasta; e crosta branca com poucos pontos de outra coloração, e não com cara de estragado. E ainda aconselha-se a retirá-lo com uma hora de antecedência da geladeira para adquirir temperatura ambiente e cortá-lo sempre do centro para a extremidade, para manter equilíbrio entre a crosta e a massa em cada fatia. Mas sabe-se que gosto é gosto, e, afinal, quem sou eu para opinar sobre queijos? Apenas alguém que nunca havia reparado na diferença de gosto em cada época e que detonou a fineza da coisa colocando-o em uma bolacha cream cracker e bebendo Toddynho. Juro que não faço isso sempre. Juro. Mas uma coisa é certa: prefiro mil vezes meu Camembert com Cream Cracker do que &lt;a href="http://www.estomagoofilme.com.br/download/livro_receitas.pdf"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;Farofa de formiga&lt;/span&gt; &lt;/a&gt;no jantar.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-7196703655011949435?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/7196703655011949435/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=7196703655011949435' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/7196703655011949435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/7196703655011949435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2010/04/estomago-forte.html' title='Estômago forte.'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-4202515748045336048</id><published>2010-03-14T23:35:00.000-07:00</published><updated>2010-03-15T00:38:48.793-07:00</updated><title type='text'>Subcelebridades.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/S53glS1WLrI/AAAAAAAAAnA/1oORqQXwY3w/s1600-h/havana.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/S53glS1WLrI/AAAAAAAAAnA/1oORqQXwY3w/s400/havana.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448758055503539890" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#0000EE;"&gt;&lt;u&gt;&lt;br /&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; "&gt;&lt;div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;"À margem de toda candura, não habita, se habitua, um homem de pedra, de pó, de pé no chão”.&lt;a href="http://oteatromagico.mus.br/wordpress/blog/2010/02/20/clipe-cidadao-de-papelao-o-teatro-magico/"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFF99;"&gt;(Cidadão de Papelão – Teatro mágico)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFF99;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;Parecia um comum dia de semana, a última vez que andei pela Rua Florida. Nos arredores, lojas com produtos para todo o tipo de público disputavam espaço com as construções antigas, as bancas de revistas vendendo souvenirs e os inúmeros artistas mostrando seus dons em troca de mixarias jogadas em caixas de papelão. No chão, uma quantidade imensurável de cangas coloridas, nas quais eram expostas as mais variadas mercadorias para atrair turistas ávidos por bugigangas, desde hippies e seus artigos em couro à “amélias” com echarpes feitas à mão (que, por sinal, comprei três só para dizer que já fui em lugar que faz frio). No meio de tantas novidades para olhar, turistas esbarravam-se em uns menos numerosos argentinos, enquanto permaneciam agarrados às bolsas para evitar possíveis furtos provocados por trombadinhas, famosos pelas mãos que mais parecem plumas. Não por acaso os pesos trocados espalhavam-se pelo corpo, bolsos e malas. Mas a verdade é que foi preciso alguém falar que tinha certeza de ter colocado 50 pesos no menor bolso da mochila – que permanecera pregada ao corpo durante todo o passeio – e que milagrosamente haviam se transformado em apenas moedas, para realmente andar com olhos de águia para os esbarrões supostamente despropositais toda vez que parávamos para assistir um Michael Jackson dançante ou um personagem do Village People cantando música latina.&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/S53gRrEBRxI/AAAAAAAAAmw/F2GuwuFZa3Y/s1600-h/cangas.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/S53gRrEBRxI/AAAAAAAAAmw/F2GuwuFZa3Y/s400/cangas.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448757718410151698" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;Talvez as pessoas não reparem muito, mas, para mim, é tragicômico ver músicos, dançarinos, poetas, enfim, artistas em geral, trocando seus sonhos por moedas baratas. Às vezes, eu parava para assistir um ou outro espetáculo desses – até porque se formos parar em todos, ficamos pobres antes mesmo de voltarmos ao hotel – e imaginava como o cara foi parar ali. Até porque a maioria dessas pessoas era estrangeira. Nômades em busca de reconhecimento e sucesso que conseguiram apenas um show particular de minutos de duração em praças públicas onde todos são obrigados a ver e ouvir, mas não prestigiar. Não sei se é mais frustrante seguir um caminho diferente do que realmente se gosta e tentar levar a paixão como hobby ou investir no sonho e exibir-se para platéias que raramente notam a origem do som de fundo ou os passos de coreografias cuidadosamente ensaiadas. E foi num desses momentos de distração em que eu escolhia echarpes com a Marcela – minha companheira de quarto – que, entre um pitaco e outro, notamos que John Lennon fazia-se presente, cantando entre tantas nacionalidades, o quanto seria maravilhoso se todas as pessoas vivessem em paz.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/S53gRYwBNuI/AAAAAAAAAmo/UU_--DBHe18/s1600-h/michael.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/S53gRYwBNuI/AAAAAAAAAmo/UU_--DBHe18/s1600-h/michael.jpg"&gt;&lt;img style="text-align: left;display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px; " src="http://2.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/S53gRYwBNuI/AAAAAAAAAmo/UU_--DBHe18/s400/michael.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448757713494423266" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;A noite caía e as lojas começavam a fechar suas portas, aproximava-se das 19 horas. Um senhor de meia-idade, cabeça branca e calva, cego, chileno, roupas notavelmente desgastadas pelo tempo, cantarolava &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=okd3hLlvvLw"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFF99;"&gt;“Imagine”&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; em uma doce melodia, usando como harmonia o dedilhar nas cordas de um violão, voz e violão, uma canção em que literalmente às cegas era pronunciada, esperando pela solidariedade das pessoas que andavam a passos rápidos, pisando em papéis de Sex Shops, esquivando-se de divulgadores de tango e esbarrando sacolas de compras no microfone mixuruca do velho. Absorvidas pela beleza da música, cantamos em voz alta até o fim, chamando atenção daqueles que perambulavam pelo local, e o que seria o início de uma roda de espectadores multiplicou-se por 20 quando – em uma atitude possível se tratando dela, mas não esperada – Marcela dividiu a voz com ele em uma canção. Dessa vez, &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=G6Kspj3OO0s&amp;amp;feature=fvst"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFF99;"&gt;Linger, do Cranberries&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, numa improvisação que rendeu muita grana à caixinha vazia daquele músico de rua. Mas o mais emocionante não foi vê-la cantando em uma situação improvável, com direito à apresentação das brasileñas e um rápido passar de notas. Foi a reação dele com toda aquela atenção.&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/S53gRIEWzgI/AAAAAAAAAmg/42IXnkBkH2Q/s1600-h/musico.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/S53gRIEWzgI/AAAAAAAAAmg/42IXnkBkH2Q/s400/musico.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448757709016321538" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;Abraçou-a com um carinho que poucas vezes observei em desconhecidos, pediu para tocar-lhe o rosto, enxergar com as mãos quem era aquela garota que dedicou-lhe alguns minutos de seu tempo, para tantos, tão preciosos minutos. Elogiou-a, agradeceu da forma mais profunda que alguém poderia agradecer, pediu-lhe mais algumas músicas, segurou forte em suas mãos e beijou-lhe a face. Não eram gracejos de um idoso aproveitando-se da situação. Era a surpresa de alguém ter valorizado o seu trabalho e mais, ter dado a oportunidade de finalmente ter ao redor uma platéia interessada. Era a incrível surpresa de ter recebido atenção, de ser tratado com dignidade e respeito, mostrando em expressões e gestos o quanto esse mundo carece de gentilezas. As pessoas que pararam ali tiraram uma foto e outra, riram um pouco, acharam muito bonito e tal, depois voltaram para suas casas, países, acenderam um cigarro, deram uma festa, queimaram o feijão, arrancaram dentes, assinaram um cheque, viram televisão, dormiram... e esqueceram. Daí, o tempo vai passar, e talvez nem eu pense mais nisso ou , sei lá, nem mesmo a Marcela. E talvez ele recorde durante muito tempo em dias difíceis ou conte essa história para os amigos, a mulher, o cara do bar. Ou talvez ele encontre alguém mais gentil que possa proporcionar-lhe felicidade igual ou maior. Mas certamente, para aquele músico, não foi um episódio qualquer.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/S53gQ-RP6CI/AAAAAAAAAmY/X-rdGK6IhgM/s1600-h/eu+e+marcela+florida.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/S53gQ-RP6CI/AAAAAAAAAmY/X-rdGK6IhgM/s400/eu+e+marcela+florida.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448757706386040866" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;Eu chorei naquele dia. Ninguém entendeu nada, pra falar a verdade, nem eu entendi porque me deu aquela vontade absurda de chorar naquele momento. Achei bonito, achei louvável. Talvez tenha pensado nos músicos que conheço, meu irmão, minha mãe, meus amigos, em todos aqueles que têm sonhos e investem neles. Essas pessoas são raras. Então, imaginei como seria viver daquele jeito, à margem da sociedade, invisível aos olhos, lutando diariamente pela sobrevivência através da solidariedade das pessoas. Deve ser horrível depender dos outros, nesse sentido de depender da empatia alheia para descolar a grana do jantar, depender da identificação do outro com a sua obra, sua arte, seu projeto, seu dom, quando não se tem recursos para lutar pela melhoria . É que depender dos outros, nos dias de hoje é barca furada. O mundo é egoísta e estúpido. É preconceituoso e excludente. Está carente de valores. Está doente. E olha que ser gentil não custa absolutamente nada.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;div&gt;&lt;div&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-4202515748045336048?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/4202515748045336048/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=4202515748045336048' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/4202515748045336048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/4202515748045336048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2010/03/margem-de-toda-candura-nao-habita-se.html' title='Subcelebridades.'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/S53glS1WLrI/AAAAAAAAAnA/1oORqQXwY3w/s72-c/havana.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-1310251170578270280</id><published>2010-02-19T10:28:00.000-08:00</published><updated>2010-02-19T11:02:40.549-08:00</updated><title type='text'>Paraenses Carnavais</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;u&gt;&lt;br /&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/S37aC966CuI/AAAAAAAAAj4/SqwXuv0AKXM/s1600-h/elka.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 266px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/S37aC966CuI/AAAAAAAAAj4/SqwXuv0AKXM/s400/elka.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5440025144426367714" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; Carnaval é definitivamente uma época que eu não gosto. Isso porque, se tratando de Belém, ele acontece nos finais de semanas antes do feriado propriamente dito. Aí curtimos sábados e domingos de folia pelas ruas da Cidade Velha, alternando momentos de sol e chuva, cerveja, suor, e - como tudo que é legal tem seu podre - serpentinas, confetes e espumas. Eu curto muito o clima dos carnavais de rua, até porque as pessoas tendem a desapegar das frescuras habituais do dia-a-dia, mas malditos sejam aqueles que inventaram os confetes e as espumas. Mancada, viu. Tudo bem que ir para um carnaval na terra das chuvas que surgem de repente e param do nada tem que, no mínimo, estar preparado para se molhar, mas a sensação que eu tenho depois de cinco horas andando, completamente encharcada e ao mesmo tempo com calor, bolinhas de espuma espalhados pelo corpo e confetes até na calcinha é desesperadora. E olha que sou uma pessoa que gosta de aglomerações sociais. Então o problema não é nem com o habitual empurra-empurra da galera que, aos poucos, deixa-se embreagar (até porque faço parte dessa trupe), mas o clima maluco que vem junto com ele, e, mais do que isso, a debandada geral da cidade nos dias em que deveríamos estar nas ruas, pulando de alegria.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Esse ano foi diferente para mim. Começando com o domingo do Elka, bloco de rua iniciado em 2007 por um grupo de amigos e que hoje atrai uma grande quantidade de pessoas, passando pelo sábado do ainda recente bloco Amigos do Urubu, que reúne, para a minha felicidade, amigos do saudoso Colégio Marista, e terminando em Salinas, num feriado que geralmente não curto, o período momesco no balneário me surpreendeu. O que seriam dias de tédio sem fim, enfurnada em casa vendo filmes e lutando para terminar os livros inacabados, se transformaram em momentos de sol, praia e mar, em temperaturas balzaquianas que variavam entre trinta e cinquentinha. Até as tradicionais chuvas deram uma trégua e nos deram a oportunidade de curtir um sol no qual passar bronzeador era o mesmo que pedir para ter câncer de pele. Obviamente, eu fui uma dessas bestas quadradas que voltou torrada e agora morre derretendo por ter que passar hidratante e rezar para não despelar. Mas ainda assim, valeu a pena. &lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Uma distração agradável, ainda que os meus amigos habituais não se fizessem presente e eu não estivesse no auge da minha forma física e do pique para exposições sociais. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Na praia, as mesmas pessoas de sempre. Na verdade, ainda não sei se havia aumentado o número de pessoas que optaram pelo Carnaval em Salinas ou se a quantidade de conhecidos estava concentrada, porque não se podia mudar de grupo, ou de carro, ou de barracas, que parecíamos fazer parte do mesmo ambiente. Não que eu goste, particularmente, dessa mania do paraense de se juntar, mesmo que para isso seja necessária a ajuda sutil da maré que sobe e aglomera, com discreto prazer, todos aqueles que podem até não se falar, mas gostam de se deixar notar. Mas decerto é interessante observar os acontecimentos. Havia desacostumado a determinados lugares. E notar intimidades com desconhecidos após algumas bebidas ou convivências inevitáveis me colocou de volta às origens. A diferença é que isso já não me passa mais batido. Nada como umas cervejas e um rosto amigo para mascarar as inconveniências. Dessa vez eu fui sem expectativas. Não fazia questão de ver e ser vista e tanto fazia permanecer em casa na piscina ou enfrentar o público em baladinhas que, se tratando de um feriado isolado, se resumia à antiga barraca dos velhos tempos, o Marujo’s. Sendo, então, sem expectativas, dancei, conversei e curti ao máximo. Mas legal mesmo foi descobrir, no dia seguinte que, lá estava ele novamente, ele, o desapego dos problemas, dos personagens e até dos amores, o esquecimentos de quem somos, fomos e de quem está ao lado, vivendo a felicidade daquela horinha bêbada, o nosso querido bloco carnaval de rua.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Como diria &lt;/span&gt;&lt;a href="http://hisbrasil.blogspot.com/2009/02/nossa-tarefa.html"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFF99;"&gt;Luiz Antônio Simas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFF99;"&gt;,&lt;/span&gt; &lt;i&gt;“&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;O legítimo folião não programa o carnaval, não gasta seus caraminguás em abadás caríssimos e não se isola dentro de cordas. Sabe apenas que vai para a rua imolar-se nos blocos e cordões, receber a extrema-unção com cerveja benta e morrer até a quarta feira de cinzas, quando ressuscitará como burocrata, professor ou operário, para o longo e medíocre intervalo entre um carnaval e outro”. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Cerveja benta foi a melhor colocação para descrever aquele que seria o primeiro bloco de rua que participei em Salinas, mudando completamente a visão monótona do feriado. Homens vestidos de mulher- na maior manifestação do lado feminino de “machos” com M maiúsculo – e mulheres como quiser foi uma boa opção para um bloco em que, já se sabe, as meninas nunca vão fantasiadas. Nem eu. Mas iria, se rolassem as fantasias, como em Vigia (sempre gostei dessas macacagens). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;É questão de tempo o negócio tomar forma e aumentarem os adeptos com o passar dos anos. Assim, quem sabe, nos anos seguintes eu deixe de imaginar a minha presença em Carnavais micaretados de Salvador ou escolados do Rio de janeiro e me sinta mais feliz em curtir meu Carnaval de rua nas transversais da Cidade Velha e na Orla do Maçarico. Com esse clima mudando, os blocos se multiplicando e as pessoas cada vez mais aderindo à essa forma tão genuinamente paraense de curtir o início do ano, a tendência é aceitar que serpentinas, confetes e espumas fazem parte da magia da coisa e cair no desbunde, porque brincar é preciso, esquecer é necessário, e se divertir é nossa obrigação. Além de ser melhor do que cometer suicídio mental virando a noite assistindo foliões sambando à milhas de distância enquanto você padece na solidão do quarto numa cidade vazia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); font-style: normal; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-1310251170578270280?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/1310251170578270280/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=1310251170578270280' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/1310251170578270280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/1310251170578270280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2010/02/paraenses-carnavais.html' title='Paraenses Carnavais'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/S37aC966CuI/AAAAAAAAAj4/SqwXuv0AKXM/s72-c/elka.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-1651004584218873179</id><published>2010-02-08T21:50:00.000-08:00</published><updated>2010-03-15T00:35:46.288-07:00</updated><title type='text'>Sempre, ainda que não veja.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/S53jPSuYW7I/AAAAAAAAAnI/cnlcggXcqXc/s1600-h/graffiti.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/S53jPSuYW7I/AAAAAAAAAnI/cnlcggXcqXc/s400/graffiti.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448760976052083634" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;u&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#0000EE;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esse final de semana reencontrei amigas que não se juntavam em um mesmo ambiente há muito tempo. O período das faculdades está terminando, cada uma tomando um rumo diferente, sonhando alto, noivando e mudando-se para outros estados. A adolescência de um passado colegial fica cada vez mais distante e a vida adulta entra com força total em transformações ainda desconhecidas para aquelas que, agora em corpos de mulher, têm brincadeiras que lembram a inocência dos velhos tempos. Ainda me é um tanto estranho imaginar uma vida em que já não temos mais o colo amigo a alguns quarteirões de casa ou a segurança de telefonemas que não precisam de mais dígitos do que os comuns oito números da cidade que nos uniu. As pessoas costumam dizer que as amizades do colégio são as que ficam e, bem, com algumas exceções, a afirmação tende a ser verdadeira. Convivendo com os sentimentos das primeiras experiências, com a vida em sociedade, as ainda confusas disputas de ego, de poder e de amor, ate mesmo lidando com problemas que nos parecem complexos ao mundo da juventude, mas que se tornam cada vez mais presentes, como a paranóia do corpo e da beleza, fincamos as raízes daqueles que, assim, como nós, aprenderam a lidar com as descobertas. Acredito que essas são as pessoas que conhecem as nossas origens e entendem os motivos de grande parte das atitudes que tomamos, sejam elas certas ou erradas. Encontrar as amizades de infância é como voltar para o berço da inocência. É sentir-se seguro, ainda que meses de distância separem as almas... Ou ainda que já não estejam mais aqui, neste mundo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Éramos um grupo de oito meninas ao todo, com os comuns subgrupos de amigas mais próximas. Uma delas, eu convivia desde que me entendo por gente. Mas não era o que eu poderia chamar de “minha melhor amiga” (mulher tem dessas coisas). Pelo contrário. Totalmente diferentes, sempre tivemos inúmeros desentendimentos durante essa vida. E mesmo que tornássemos a nos bicar de tempos em tempos, fazíamos parte do mesmo grupo e, portanto, convivíamos pacificamente. Não sei dizer ao certo o que fez com que nos afastássemos por definitivo, mas depois que o colégio terminou, nunca mais cheguei a conversar com ela. Em uma tarde chuvosa de julho, ela faleceu, levando consigo todos os assuntos inacabados que vieram a me desolar ao tomar conhecimento do acontecido. Uma das situações mais difíceis que já lidei, sem dúvida. Passei muito tempo chorando sozinha e rezando por ela, pedindo em pensamento que me perdoasse por nunca ter entendido os seus motivos. Mas, mais do que isso, por nunca tê-la chamado para conversar, por pendências em pauta, por não ter escutado ou pelo menos tentado ouvir o coração de alguém que tinha, debaixo do sorriso inabalável, carências e inseguranças que fui incapaz de decifrar por ter deixado o tempo passar. Culpa. A morte é capaz de resgatar os mais difíceis sentimentos, como o arrependimento e o perdão. Porque lidando com o que não podemos controlar, o inesperado, nos redimimos à nossa insignificância. E à também insignificante pobreza dos atos feitos em vida. No final, tudo se vai mesmo. E quem sofre são os que ficam.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O tempo passou sem que eu sequer sonhasse com ela. Justo eu, que sonho praticamente todos os dias e que penso mais do que o normal nos acontecimentos. Viajei para outro estado com pessoas totalmente à parte do grupo que me introduziu as amizades. Em uma noite qualquer de julho, sem o menor resquício de lembranças que me levassem à ela, eu a reencontrei. Aproximou-se de mim toda alegre, toda ela, andando em uma estradinha de pedra que parecia a parte externa da Estação das Docas. Espantada, perguntei se aquilo era mesmo verdade, disse que achava que ela não estava mais aqui, que tinha partido. Sorrindo, disse-me que não, que estava viva, que estava bem. Então, falei o que há muito permanecia engatado, que já fazia um tempo que esperava encontrá-la para pedir desculpas por nunca ter conversado e entendido os seus motivos, que ela se fora e as coisas permaneceram assim, inacabadas, e que isso me entristecia muito. Sem muitos rodeios, disse-me que estava tudo bem agora, que tudo era passado, para esquecer tudo isso. E assim como viera, se foi, em um sonho rápido que me foi cortado com o susto da minha irmã me acordando de madrugada. Então, quando lembrei de manhã, estranhei ter sonhado assim, tanto tempo depois e sem motivos. Só fui me dar conta de que o sonho havia sido exatamente no dia em que fez um ano de sua morte quando, meses depois, contei para as meninas. Impressionei-me. Foi algo que me fez acreditar ainda mais na existência de um mundo além do nosso. Um universo imperceptível a olhos mortais e que ainda assim existe, confortando-me inteiramente ao saber que, depois da Terra, existe mais vida. O que acaba aqui... é matéria. O que dá vida a essa matéria é imortal. Ela estava bem e era o que importava. Não à toa o assunto veio à tona quando todas nós estávamos juntas novamente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em meio a serpentinas, vestidos verdes e cervejas na formatura, sentadas naquele ambiente nostálgico que fez parte das lembranças mais fortes dos nossos 15 anos, conversamos sobre o futuro. Uma está noiva, a outra será nutricionista em Brasília, outra quer ir pra Sampa tentar futuro melhor em Direito, uma é viajante de Portugal, outra pensa em morar no Rio, e eu... Bom, eu sou a incógnita que, tal qual elas, também está prestes a dispersar. Mas que, apesar de tudo, das diferenças existentes, dos rumos diferentes, da distância geográfica e das intempéries que possam vir a ocorrer, nós somos a segurança de que o passado em bloco está vivo e que, apoiando-nos umas às outras, sobrevivemos a tudo neste mundo. As amizades antigas eternizam para sempre porque saem do colégio já dispersando para outros ambientes sociais. E como, na maioria das vezes, não continuam no mesmo rumo, é comum rarear os encontros, voltando à tona em longos telefonemas ou em aniversários, de ano em ano, mas que sempre voltam como se fossem companheiros de rotina, “não importando o tempo, as ausências, os adiamentos”. Sobre Ela, acredito que todas nós aprendemos em muitos sentidos. Talvez seja esse mesmo um dos objetivos. Acredito também que isso tenha me espiritualizado bastante, me feito pensar nas conseqüências dos meus atos, no tempo que voa e não volta mais, nos erros que cometemos e não pedimos perdão, nos desafetos que acumulamos e ignoramos os seus motivos. É como abrir a mente para entender que todas as pessoas possuem carências, necessidades, frustrações, mágoas e um passado - que sempre influencia em todas as decisões. Às vezes, é preciso parar de ver o outro como agressor e passar a enxergá-lo com um ser que também necessita de amor. É bom sentir que mudamos com a dor. É bom sentir que a dor é a principal porta de entrada para as transformações, quando queremos recebê-las. Eu agradeço ao anjo que me surgiu e se foi, mas que soube me dar, ainda que em morte, a paz da reconciliação, além dos questionamentos necessários para influenciar positivamente no aspecto mais importante desta vida terrena... a elevação espiritual. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/A0YCsaPGb0Y&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/A0YCsaPGb0Y&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-1651004584218873179?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/1651004584218873179/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=1651004584218873179' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/1651004584218873179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/1651004584218873179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2010/02/sempre-ainda-que-nao-veja.html' title='Sempre, ainda que não veja.'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/S53jPSuYW7I/AAAAAAAAAnI/cnlcggXcqXc/s72-c/graffiti.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-1463608376813892171</id><published>2010-01-29T09:24:00.001-08:00</published><updated>2010-01-29T09:57:55.508-08:00</updated><title type='text'>Perdendo Dentes</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/S2Mddx6wzVI/AAAAAAAAAjQ/BkJYeou5bDA/s1600-h/dormindo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5432217972992167250" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 195px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/S2Mddx6wzVI/AAAAAAAAAjQ/BkJYeou5bDA/s400/dormindo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje eu sonhei que os meus dentes caíram todos, um por um. Lembro-me que a cena se passava em um ambiente muito humilde, uma rua com terra batida e várias casas sem porta, cujo o único cômodo era protegido por um pano colorido jogado na frente. Eu tinha muitos vizinhos e a movimentação era de comércio, mesmo sem quinquilharias para vender, na verdade, só tinham bancas de doces de esquina, como cocadas e tapioquinhas. Na minha casa nada vendia, só o que se passava era uma menina acordando e saindo debaixo do mosqueteiro. Então, eu sentia um gosto estranho na boca, e passava a língua nos dentes, sentindo-os moles, levantei-me apressada e olhei-me no espelho rachado da parede. Era fácil, muito fácil, assustadoramente fácil de arrancar. Como dentes de leite, eu puxava com os dedos, e saíam, saíam todos, enquanto chorava, chorava, chorava muito. Não de dor, porque não doía, mas de desfalque, sentindo minha vaidade escorrendo pelo ralo da pia em forma de água vermelha. Surgiam figuras conhecidas ao redor, tentando me consolar ou dizendo que tudo se resolveria com a descoberta de um novo tratamento para crianças. E me mostravam modelos de arcadas infantis, todos com o mesmo problema que o meu, mas eu não ouvia, eu só pensava em sair correndo pela rua de terra batida, mesmo mutilada, mesmo sangrando, mesmo sem dentes.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não lembro o momento que dividiu um sonho de outro, mas lembro que antes de acordar, ainda dormindo, pensei nas horas mais cedo, em que tive outro sonho, dessa vez com o cara De Azul. Encontrávamos-nos na minha própria casa, mas era diferente, porque a minha casa não era bem familiar. Havia sempre uma meia luz, como se tivesse faltado energia em parte do prédio, exceto na cozinha e no quarto, neste último, ainda funcionava um abajur de luz amarela. Então, a gente deitava junto, se abraçava, encostava o corpo no outro como velhos conhecidos, e era mesmo alguém próximo e conhecido e íntimo e amado, mas não lhe pertenciam aquele corpo e aquele rosto. O engraçado era que eu sabia que era Ele, mesmo no corpo de outro, fazendo da nossa intimidade recapitulações de um passado, com uma pequena diferença, era possível se aproximar e deitar junto e se abraçar, mas a gente não se beijava. Era impossível, não podia, tinha ali um quê de heresia que eu não entedia, ou melhor, entendia e cumpria, e mais, era como se isso instigasse ainda mais a vontade de permanecermos juntos, percebendo que mesmo em sonhos o difícil e proibido é encantador, inebriando corações à procura de desafios.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas como eu ia dizendo, antes de acordar, associei a relação herege com a perda dos dentes, achando que um era ligado ao outro, parecendo punição, ação e reação, sei lá, só sei que pareciam tão ligados e absolutamente tão reais que me desesperei e acordei chorando, tocando os dedos nos dentes que permaneciam na boca. Já não é de hoje que tenho sonhos assim, tão reais. Eles me encantam e me apavoram com a mesma intensidade, porque, se faz parte do inconsciente, vêm em mim os motivos de tais sonhos, questionando os porquês, as fraquezas, as ânsias e as frustrações, porque, você sabe, parte do nosso aprendizado vem justamente das frustrações, daquilo que criamos e aumentamos nas fantasias, aliás, todas as expectativas se baseiam nas ilusões que fazemos das pessoas e daquilo que queremos para nós, o amor é construído pela fantasia que criamos a cerca dele, a decepção acontece pela idealização de alguém que consideramos perfeito para a convivência conosco e etecétera. Os sonhos seriam então a realização de desejos, disfarçados ou não, satisfeitos em pleno campo psíquico. Seria eu, então, querendo o quê, afinal?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A verdade é que se enlouquece pensando nos seus significados, porque as possiblidades são infinitas, e se Freud diria que eram desejos internos, a sabedoria popular diz que sonhar com dentes caindo é sinal de morte. Ou então, pode ser considerada a perda de alguma capacidade de defesa ou tem haver com a auto-estima, já que os dentes influenciam esteticamente na aparência, enfim. Prefiro parar de pensar. Eu sonho demais sempre, sonho com pessoas desconhecidas, com conhecidos que mal vejo, lugares que nunca estive e que depois conheci, inclusive, já passei anos sonhando com a mesma coisa, uma mão, sozinha, aparecendo no meio dos sonhos. Era assustador. Faz muito tempo que isso não acontece e nunca procurei saber o significado, mas lembro bem que rezava muito para que parasse. Ultimamente, os sonhos têm sido constantes e muito reais pro meu gosto. Não sei se é pior a insônia acordada ou os pesadelos dormindo. Preciso cuidar da alma. Preciso cuidar do meu espírito e da mente, rezar mais do jeito que a minha avó me ensinou: “Meu Deus, dê uma boa noite de sono pro meu pai, pra minha mãe, pros meus irmãos, a mim mesma e a toda a minha família e amigos, dai-nos uma boa noite, sem pesadelos”. Eu sinto as mãos de unhas bem cuidadas segurando a minha mão de criança e falando em voz alta essa frase na casa da José Malcher quando acordei de madrugada. É engraçado como lembranças podem ser claras, como sonhos podem ser reais e como o presente é influenciado por tudo isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;EU HEIN. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-1463608376813892171?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/1463608376813892171/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=1463608376813892171' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/1463608376813892171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/1463608376813892171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2010/01/perdendo-dentes.html' title='Perdendo Dentes'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/S2Mddx6wzVI/AAAAAAAAAjQ/BkJYeou5bDA/s72-c/dormindo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-1168299753300807209</id><published>2010-01-25T20:20:00.001-08:00</published><updated>2010-01-25T21:34:00.054-08:00</updated><title type='text'>Desatando nós.</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;object height="340" width="560"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/I7HahVwYpwo&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/I7HahVwYpwo&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Às vezes, eu complico tanto.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- É, você faz isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Tudo é mais complicado do que você pensa. Você só vê um décimo da verdade. Há um milhão de possibilidades a cada escolha que você faz. Você pode destruir sua vida a cada escolha, mas talvez não saiba por 20 anos, talvez nunca vá descobrir a origem, e só tem uma chance de fazê-lo. Procure entender seu próprio divórcio. Dizem que destino não existe, mas existe. É o que você cria. E mesmo que o mundo continue por muitas eras, você só está aqui por uma fração de segundo. A maior parte do tempo você está morto ou ainda não nasceu. Mas, enquanto está vivo, espera, em vão, desperdiçando anos por um telefonema, uma carta, um olhar de alguém ou algo que deixe tudo bem. Mas nunca chega. Ou parece que chega, mas não chega. Então vive seu tempo em vago arrependimento ou na vaga esperança de que algo de bom aconteça, algo que o faça sentir conectado, que o faça sentir-se inteiro, algo que o faça sentir-se amado. E a verdade é que se sente tão zangado. E a verdade é que se sente tão triste. E a verdade é que se sente tão magoado por tanto tempo, e por tanto tempo tem fingido estar bem, só para seguir em frente. Só para... Eu não sei porquê. Talvez porque ninguém queira ouvir sobre a nossa desgraça, porque todos têm suas próprias. Bom... danem-se. Danem-se todos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Sinédoque NY)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-1168299753300807209?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/1168299753300807209/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=1168299753300807209' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/1168299753300807209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/1168299753300807209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2010/01/e.html' title='Desatando nós.'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-7614218086943720789</id><published>2009-12-29T06:34:00.000-08:00</published><updated>2010-01-04T15:00:11.969-08:00</updated><title type='text'>Dois mil e nove.</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SzoVD_UEyjI/AAAAAAAAAh0/3Bs5U3vuDkY/s1600-h/solitaria.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5420668259773237810" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 266px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SzoVD_UEyjI/AAAAAAAAAh0/3Bs5U3vuDkY/s400/solitaria.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Esse é um texto mela-cueca que escrevi só para fechar o ano. Não deu pra melhorar nada, tô indo pro Rio - Irrull - então vai isso aqui mesmo. Obrigada a todos os que acompanham o blog. Ano que vem a gente se encontra!)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bateu a vontade de comer algo doce e fui na esquina comprar sorvete. Ainda não tinha me dado conta do clima de fim de ano até cair aquela chuvinha chata que começa do nada e termina de repente típica da cidade das mangueiras. Um mendigo deitado na porta da padaria fechada (até hoje desconheço o horário do local) comemorava o Natal com uma garrafa de pinga embrulhada em papel duro, um pastor de igreja caminhava fechando em si o próprio casaco e uma gorda senhora pagava aos pequenos o saboroso sorvete de seus pecados. Pedindo o de sempre, observei os trabalhadores dos feriados abrindo mão da família para receber a miséria daquelas horas, mais ou menos o que pensei quando topei bancar a dançarina na vitrine de uma loja. Dos ignorantes da Província aos intelectuais arrogantes, aprendi a ouvir todas as opiniões. Pensei nisso, enquanto colecionava comentários de falsos moralistas diante das mudanças proporcionadas pelo tempo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Saí de um mundo e entrei em outro. Já dissertei sobre eles em dias de ensino médio, quando nada tinha haver com o lado oposto das coisas. Mas com a curiosidade que me é peculiar, aprendi a ver em (e com) outros olhos a beleza que me era transparente. Galgando em passos trôpegos por entre a multidão de tênis que me rodeavam, aproximei pessoas que combinavam com o mais íntimo dos meus desejos. Ou mesmo aqueles que todos sabiam, mas adormecido no ambiente das gravatas, tornara-se sonho de infância, como astronautas, jogadores de futebol e atrizes. E sofri com isso, nossa, como sofri. Porque vendo a realidade onde me identificava, agredia aquela na qual fui criada. Assim como os artistas que vivem a vida intensamente, oscilando entre felicidades explosivas e tristezas devastadoras, me permiti sentir tudo o que podia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Começando com a descoberta da música, daquilo que entorpece os mais fracos, do ambiente pré-julgado, do diferente tão atraente, e terminando em noites longas de controle remoto e palavras soltas, posso dizer que esse foi um ano de sentimentos. Um ano de mais de 500 dias, sem dúvida, com aquela sensação de suspiro cansado por estar chegando ao fim. Engraçado como a gente tende a achar que tudo vai mudar só porque um ciclo se fecha no calendário, quando, na verdade, a rotina continua, as pessoas ainda passam fome, os cegos ainda são cegos e a dor de amor ainda existe. De qualquer forma, é sempre bom acreditarmos naquilo que renova as esperanças. Daí a existência das promessas, das orações e das crenças. Tenho motivos para tudo que faço. E acredito que nada acontece por acaso. Por isso, busquei forças na maior escuridão que me veio para ressurgir das cinzas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Viajei. Tive experiências que talvez nunca tivesse se as mudanças não ocorressem. E por mais dolorido que tenha sido, gostei de tudo o que vivi. Aprendi a ficar sozinha, me conheci, percebi que sou muito capaz de fazer o que gosto. Não me contento mais com pouco. Nem com a formalidade do politicamente correto. Estou mais seletiva. Prefiro o bom humor dos Zé ruelas do que abobrinhas aprofundadas que não me impressionam. Talvez esse seja o motivo para esse Natal tão sem clima natalino. Perdi o equilíbrio no vai-e-vem das emoções e nessa de querer tudo ao mesmo tempo o tempo inteiro, sofri as conseqüências do livre arbítrio. E se no meu corpo restam marcas do passado, no meu coração só permaneceu um. O cheiro de perfume barato que mais entranhou na minha pele do que tantos outros que dissiparam em pequena distância (ainda que tenha entregado a alma como pude).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Jogando fora tudo o que não me acrescenta, entro o novo ano com essa mesma magia colorida que contagia todo mundo, mas com grandes planos. Praticamente todos de longo prazo, pois não tenho pressa. Sabendo agora claramente aqueles que me prezam, já não faço questão de conquistar ninguém, tampouco de vestir personagens para proteger-me daqueles que falam, mas invejam a liberdade de ser. Na boca de quem não presta, quem é bom não tem valor, por isso, não procuro mais agradar a gregos e troianos. Estou cansada de me privar das coisas para não desencantar as pessoas. Caminhando a passos lentos de volta para casa e sentindo o sol que voltou a aparecer, não me importo de pegar uma gripe. Bons ventos estão chegando. E o responsável por eles não é Pedro. Sou eu. Que venha, então, 2010. Um ano que começará tranquilo, como os milagrosos últimos dias dessa confusão absoluta que foi 2009.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;*suspiro*&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-7614218086943720789?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/7614218086943720789/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=7614218086943720789' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/7614218086943720789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/7614218086943720789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2009/12/dois-mil-e-nove.html' title='Dois mil e nove.'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SzoVD_UEyjI/AAAAAAAAAh0/3Bs5U3vuDkY/s72-c/solitaria.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-3589115277104639098</id><published>2009-12-14T21:17:00.000-08:00</published><updated>2010-01-26T08:40:15.656-08:00</updated><title type='text'>Espetáculo de cegos</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/S18ZPmHfSKI/AAAAAAAAAi8/jtyt_C9en18/s1600-h/17-12-09_2015.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5431087431352797346" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/S18ZPmHfSKI/AAAAAAAAAi8/jtyt_C9en18/s400/17-12-09_2015.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por entre os dedos, a água escorre suja, fedida e podre, pingando nos pés de quem não enxerga. O tempo cinza, as flores murchas e os dentes brancos contrastam entre si, mas tanto faz. Nos personagens, encontra-se a encenação do petrificado sorriso e olhar lateral, pintados com boca vermelha de tinta e duas perninhas puxadas para cima nos cantos dos lábios. Chove uma tarde inteira e molha todos os pertences antigos, permitindo que derretam as cores do papel desenhado, virando lixo embrulhado em bolinhas amontoadas no canto. Um chute de fingido descaso e aumenta dentro de si a confiança, espalhando pelo quarto, num resultado contrário, todas as cenas criadas por outros autores. As pontas não agüentam quando se permite transparecer, por isso é preferível mesmo que escorra, que feda, que apodreça que pingue, assim, sem se ver. O pano não cai para quem reinventa realidades. Mas realidades se reinventam quando o espetáculo acaba e os panos são obrigados a cair. Enquanto o mundo é multicor, justifica-se por entre polarizados as falhas do ensaio pré-montado que, com indicadores compridos, apontam o pé direito na dança dos pés esquerdos como o jeito certo de se dançar sincronizado. Os tecidos envolvidos permitem, então, o acréscimo de um número, enrolando-os nas mãos e nos tornozelos, dando coragem para saltar lá do alto. Os dedos doem, a força é pequena. O medo é grande e a respiração ofegante. Em pouco tempo transforma-se suor em beleza, obrigando até os mais desconcentrados a voltar o olhar. Muitos são os que sentem, poucos os que distraem e nenhum os que são indiferentes. Porque mesmo longe dos olhos, ainda sente-se as gotas geladas nos pés. E mesmo em outras roupagens, carrega-se na alma o que pesa e o que finge-se não ter. Em terra de surdo-mudo, o olhar é melodia. Mas assim como um olhar sem aprofundamento é vazio interior, a cegueira exacerbada é contaminação de sentidos. E se beleza superficial não dura mais do que cinco segundos, a destruição da essência faz anular o conceito de belo. Anulam-se idéias, anulam-se jeitos, anulam-se vontades, anulam-se personagens, anula-se tudo! Anula-se, inclusive, o roteiro. Terminando , assim, em papel molhado, embrulhado em bolinhas, jogado no canto, derretido pela chuva, levado pelo acaso, ocasionado pelo tempo e proporcionado pelos cegos que tem olhos e fingem não ver. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-3589115277104639098?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/3589115277104639098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=3589115277104639098' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/3589115277104639098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/3589115277104639098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2009/12/espetaculo-de-cegos.html' title='Espetáculo de cegos'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/S18ZPmHfSKI/AAAAAAAAAi8/jtyt_C9en18/s72-c/17-12-09_2015.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-915726451830349031</id><published>2009-12-02T22:14:00.000-08:00</published><updated>2009-12-02T22:18:32.943-08:00</updated><title type='text'>Cabelos Chanel.</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SxdYCpnHRpI/AAAAAAAAAhk/hKZEASqpewY/s1600-h/folha+3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5410890279861831314" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 266px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SxdYCpnHRpI/AAAAAAAAAhk/hKZEASqpewY/s400/folha+3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Cortei meu cabelo curto e causei a sensação que esperava. Lembro que pensei muito em Bárbara quando fiz isso. Certa vez, me contou que raspara a cabeça em tempos passados. O que me chocou, já que, quando a conheci, tinha cabelos lindos, compridos e cacheados. Percebi nela um ar diferente do resto das pessoas desde o primeiro contato que tive. Talvez pelo ambiente em si já ter sido à parte do convívio social comum, mas acredito que tenha sido mais pelo seu jeito lento e sonhador de lidar com as coisas. Era como se, em tudo que fizesse, procurasse uma explicação a fundo. Como eu. Não que eu também tivesse a calmaria que parecia habitar a alma dela. Pelo contrário. O que tínhamos em comum, e logo notamos, era o modo de sempre matutar sobre tudo o que pudesse ser questionado por nós. Seus olhos jamais pareciam notar a superficialidade das coisas. Não era do tipo que olhava ao falar. Isso, inclusive, era algo que me incomodava bastante, já que para mim contato visual é essencial. Bastou algumas hesitações da minha parte pela dúvida sobre a atenção dela depositada em mim (e voltada para o outro lado) enquanto dissertava sobre algum assunto transcendental e complexo dos mistérios do mundo, que tratou logo de avisar que era assim mesmo o seu jeito de ouvir. Foi quando comecei a me identificar com ela. Mas eu falava do cabelo curto, não é?&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, perguntei para ela os motivos que a fizeram cortar daquele jeito. É raro uma mulher ter coragem de fazer isso, até mesmo pelo símbolo que os cabelos representam: a feminilidade. E desfazer-se do estandarte de beleza da mulher era abdicar de toda e qualquer vaidade que pudesse existir. Aqui? Num mundo como o nosso? Onde os padrões estéticos alcançaram um nível quase inatingível para pessoas normais? Não era um cabelo curto ou um cabelo pouco comprido. Era cabeça raspada. E, se imaginar aquilo era no mínimo perturbador, mais pensativa eu me tornei depois que veio a resposta. “Eu achava que agredia as pessoas”, ela me disse. Conversando sobre isso, descobri que ela estudou em colégio público, onde a maioria dos alunos não compartilhava com ela as mesmas regalias que seu próprio berço pôde lhe dar. Não era rica, nem pobre. Era uma aluna encaixada na classe mediana da sociedade misturada com pessoas cujos destinos não foram favorecidos financeiramente. Logo, o modo de ver as coisas, os padrões de beleza, o jeito de lidar com as situações e a vida cotidiana eram absolutamente diferentes. Exceto nos momentos em que estavam ali, no âmbito escolar, sentados em carteiras iguais, vestindo uniformes iguais, aprendendo a ler, escrever, somar, subtrair, jogar, brincar, sem distinção de gêneros ou classes. O único lugar onde tudo parecia absolutamente justo e todos pareciam gozar da mesma realidade.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Eu que vivi a vida inteira em bons lençóis e poucas necessidades (reais necessidades), estudando em colégios elitizados e fazendo amigos praticamente do mesmo círculo social, me pego pensando em muitas dessas desigualdades. Talvez, em parte, por nunca ter me sentido realmente dentro daquele círculo social. Umas e outras pessoas sim, encaixavam-se na minha realidade, e até surpreenderam-me por me fazer ver que, naquele ambiente, existiam pessoas como eu. Assim, nem ricas, nem pobres, apenas medianas e suas pequenas dificuldades. A classe média das eternas dívidas pendentes, sobrevivente das comidas comuns e de um luxo ou outro a cada mês; aquela que demora para reformar a casa, que bebe em copos descombinados, compra roupas com dinheiro contado e que cata moedas para pegar o busão por ter um carro compartilhado em casa. Mas a verdade é que eu não me sentia mesmo totalmente incluída ali, ainda que meu falatório tenha me rendido boas amizades. Era restrito. O grande problema era que aquele ambiente era restrito e fechado. Como grupos pequenos formados pelos mais favorecidos. E olha que engraçado, provavelmente eu fazia parte de um desses grupos. Porque, querendo ou não, aquilo era elite, se compararmos com o resto da população. Seria eu, então, a burguesia ou a plebe? A plebéia convivendo com a burguesia? Ou uma burguesa com pensamentos deslocados de plebe? Não sei. Talvez nem um, nem outro. Apenas uma hipócrita ingrata por questionar todas as regalias que sempre teve.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Daí, então, cortei o cabelo. Não por motivos transgressores do tipo revolucionário, afinal, ainda sou uma pessoa influenciada pelo meio em que cresci, como todos. Não digo nunca, porque metamorfoseamos a cada dia, mas a probabilidade de raspar minha cabeça por livre e espontânea vontade é próxima de zero. E tampouco foi por motivos unicamente estéticos, já que, se fosse depender disso (e baseando-se na reação das pessoas que me conhecem frente ao que nunca tinham visto), deixaria os cabelos grandes eternamente, como sempre gostei. Existe aí também a questão psicológica da coisa. Cortar os cabelos como uma indicação de mudança. Estar certa de cortá-los curtos sabendo que seria chocante o suficiente para mostrar essa mudança para os outros. E, expondo aos outros, reforçar por tabela a crença interior de que tais mudanças estão realmente acontecendo. É uma espécie de consolo (ou esperança, talvez) para algo que se quer acreditar. Como tatuagens feitas em picos de felicidade ou tristeza, ou mesmo cortes nos pulsos em momentos desesperados. É engraçado observar como o invisível, às vezes, nos salta aos olhos. Escrevo parágrafos inteiros sobre o simples e (aparentemente) fútil ato de cortar os cabelos e mostro que, na verdade, poder-se-iam tirar livros das pequenas atitudes. Cada uma delas simboliza algo, seja uma opção, seja uma frustração, uma vaidade, uma fraqueza ou um capricho. Mas sempre existe, por trás, alguém que pensa e sente fazendo algo motivado por alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Então, com meu mais novo cabelo, desfilo por aí analisando as reações das pessoas frente ao diferente. Parte delas, identificam-se com as mudanças. Gostam, até. Outra parte, a mais conservadora e menos ousada, choca-se. Era desejo antigo, eu defendo o corte. Não, não pedi pra cortarem dois dedinhos e tiraram tudo isso, esclareço. Foi isso que me fez lembrar da Bárbara. Se num ambiente mais humilde, ela sentiu-se melhor ao raspar a cabeça para não agredir os outros estudantes, qual seria a reação, então, se ela o fizesse em pleno colégio de beldades muito bem esculpidas? Aliás, teria o feito? É o que me faz pensar na sociedade e em como ela está distorcida. É o que me faz querer colocar silicone nos peitos e modelar minha cintura. É justamente a pressão que aumenta a cada dia, feita pelos novos padrões estéticos de beleza, que nos permite olhar para o espelho e odiar todos aqueles buracos novos de celulite ou querer retardar o processo de velhice, a lei natural da vida, preenchendo as dobras com toxinas plastificadoras.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Deveria eu criticar o que muitas vezes me atraiu? Seja por influencia do meio ou por insatisfação, não. Esse é apenas um desabafo sobre aquela que é uma das piores formas de agressão: A maldade de fazer com que queiramos, a todo custo, mudar o que nos foi dado por dádiva. A agressão psicológica de querer ser o que não é, fazer dobras onde não se tem e atingir perfeições muitas vezes inatingíveis para encaixar-se na sociedade na qual vivemos, procurando entrar nos padrões dos outros, não mais nos nossos (afinal, do que adianta gostarmos de ser gordinhos se ninguém mais se interessar por nós?). A atitude de raspar a cabeça foi nobre. Mais nobre seria se todos conseguíssemos coragem suficiente para pensarmos assim, colocando em cheque a vaidade e pensando, antes de mais nada, no outro, naqueles que realmente precisam de ajuda, sem mais porquês, deixar cair no chão as futilidades da nossa alma desgastada pela sociedade. Seja através de um corte de cabelo ou de um gesto gentil, que saibamos controlar nossas inseguranças, tentando encontrar nas pequenas atitudes um jeito melhor de valorizarmos as reais qualidades dos seres humanos: o coração (E que eu agüente, meu Deus, os meus “defeitos”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/epOg1nWJ4T8&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/epOg1nWJ4T8&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;Campanha pela Real Beleza - Dove.&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-915726451830349031?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/915726451830349031/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=915726451830349031' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/915726451830349031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/915726451830349031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2009/12/cabelos-chanel.html' title='Cabelos Chanel.'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SxdYCpnHRpI/AAAAAAAAAhk/hKZEASqpewY/s72-c/folha+3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-4377163922988793593</id><published>2009-10-26T22:59:00.001-07:00</published><updated>2009-10-26T23:11:50.897-07:00</updated><title type='text'>Relevâncias</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/GSBIEMonruE&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/GSBIEMonruE&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então, eu brindo com taças de vinho barato à liberdade adquirida, à emancipação das questões, à decoração diferente desse salão. Eu brindo às mudanças que acontecem no meio, à tudo o que eu quis e não tive, mas principalmente à tudo que ganhei em troca por ter optado pela nova canção. Eu brindo aos conhecimentos adquiridos, às viagens que fiz, às pessoas que pude conhecer, às provas de amor que recebi. Brindo também ao aprendizado que tive, à tudo que vi e acreditei, aos acasos mais bonitos que vivi, à todos os que passaram pela estrada abarrotada de bugigangas que é a minha vida. É como se fosse uma rua de algum subúrbio latino-americano, cheio de cores, barulhos e pessoas; muitos pés e poucos carros; ambulantes vendendo quinquilharias e cartomantes jogando tarô; camelôs vendendo souvenirs em forma de flores, pedras, desenhos, quadros, esculturas e sonhos. E no meio da bagunça generalizada, encontram-se pedaços de beleza camuflada, como a alegria das pequenas conquistas, as lágrimas sinceras de emoção, a luta pela sobrevivência no meio de tantos animais da mesma espécie. Selvagens animais que comem uns aos outros. É sobrevivência, lei do mais forte, cada um por si, todos em busca do mesmo objetivo. Todo mundo quer ser feliz, cara. Todo mundo quer amar e ser amado, quer ser cuidado, ser de alguém, ter alguém, ser, ter, estar, sentir, ser, ter, ser, ser.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A gente vive em função das nossas necessidades biológicas, fisiológicas, instintivas, emocionais. Não se faz nada porque QUER ser maldoso ou QUER magoar. Sempre há por trás de tudo uma questão emocional a fundo. Seja o assassino que matou o pai (porque batia na mãe e tal); seja aquele amor que foi embora sem muitas explicações (porque estava infeliz). Essa é a vida como ela é. Às vezes agimos mal e somos felizes, às vezes agimos bem e somos infelizes, e vice-versa. Assim como às vezes estamos bem, e às vezes estamos sofrendo. Todo mundo, sem exceção, hei de passar pelas alegrias e frustrações. Mas apesar de difícil, como deixar de encantar-se pelas entrelinhas que nos fazem pensar nos acontecimentos vividos? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu penso que cada pessoa possui um conjunto de outras pessoas do círculo social que, quer o tempo passe e essas pessoas se afastem, de alguma forma vão acabar se interligando. Não sei se me faço entender, mas é como se todos os acontecimentos da vida tivessem personagens certos para acontecer, como se Deus brincasse de bonecos com a gente, sempre inventando histórias, polemizando situações, jogando os seres humanos ao vento em circunstâncias estranhas só para ver como vamos nos virar para resolver. E é nessa onda que a gente acaba sendo testado, evoluindo espiritualmente para chegarmos, depois da morte, nesse lugar que chamamos de céu, inferno, purgatório, sei lá. Tudo é uma questão de escolha. Posso escolher tentar ser feliz e arriscar tudo para isso; ou ficar remoendo os meus rancores, aquilo que me faz triste. Se eu optar por tentar ser feliz e esquecer, já será o primeiro passo para uma sucessão de portas começarem a se abrir. Mas se continuar me entregando ao sofrimento das eternas dúvidas de como poderia ter sido e não foi, continuarei sofrendo cada vez mais, num ciclo vicioso de sempre achar que o mundo conspira contra mim, fechando pouco a pouco todas as minhas janelas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A tristeza, assim como veio, se vai. A gente não sente, na verdade, é algo que se percebe. De repente, tudo parece diferente. Quando os pequenos problemas não caem mais sobre nós como vendavais, mas caem como o que são, afinal: pequenos problemas. Até mesmo os grandes podem ser superados se tivermos paciência para dar tempo ao tempo. A cura está nas nossas próprias decisões, no modo como encaramos as coisas, nas oportunidades que damos a nós mesmos de sermos felizes. Isso não significa ter que engolir tudo o que nos incomoda, longe disso. Não devemos nos acomodar com o que incomoda. Devemos mudar. Aceitar fatos concretizados e desapegar deles. Procurar outros meios de encontrar o que nos agrada, não virar as costas pra quem nos enxerga e permitir-se viver. Por isso, um brinde à tudo o que acontece pelo modo com que acontece. Porque assim como acredito em destinos traçados, também acredito que absolutamente TUDO tem um lado positivo. De uma forma ou de outra, seremos beneficiados. E para as pessoas imediatistas como eu, calma. Só saberemos os benefícios num futuro qualquer, ao olharmos para trás com indiferença frente ao que muito nos parecia relevante. Agora eu sei que meus dias estão diferentes. Ainda não do modo como eu quero... mas eu chego lá. Já estou caminhando para isso (ao som contagiante de Goldfish).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-4377163922988793593?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/4377163922988793593/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=4377163922988793593' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/4377163922988793593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/4377163922988793593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2009/10/relevancias.html' title='Relevâncias'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-810246632044011312</id><published>2009-10-13T21:16:00.000-07:00</published><updated>2009-10-13T21:53:54.372-07:00</updated><title type='text'>Esse Círio tá diferente, tá, tá diferente.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/StVRLykW9-I/AAAAAAAAAg4/oQObShIWOlg/s1600-h/fitas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392305391840720866" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 316px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/StVRLykW9-I/AAAAAAAAAg4/oQObShIWOlg/s400/fitas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;“O Círio de Nazaré... &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Que maravilha a procissão... &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;E como é linda a Santa em sua berlinda... &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;E o romeiro a implorar pedindo a Dona em oração... &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Para lhe ajudar...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Oh! Virgem Santa... &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Rogai por nós... &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Olhai por nós oh! Virgem Santa... &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Pois precisamos de paz!”&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por entre as fitas coloridas desse Círio de todos os povos, pulei mais do que uni as mãos na beleza paradoxal da tradição que une o profano e o religioso numa coisa só. Começando pelo Auto, juntando todos os que estavam presentes num Carnaval fatídico no mesmíssimo bairro da Cidade Velha, um festival imenso de risos e música transformou o que seria uma simples caminhada na multidão em lembrança marcante de uma noite feliz em meio à tantas outras assoladas pela solidão. De vestido estampado e cabelo preso, deixei de lado os pequenos valores materiais, me concentrando em como sou abençoada por ter a família que tenho e os amigos que me rodeiam. Minha mãe como minha companheira. Meu irmão como meu amigo. Meus amigos como meus parentes. Meu ambiente como minha proteção. Pensando nisso, foi que sorri verdadeiro por ter na simplicidade da diversão barata o alicerce para tudo o que preciso: amor e saúde. E nada mais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Bem que poderia ter acompanhado o Círio fluvial, como pretendia. Mas como o sono não me permitiu acordar antes do meio dia, valeu a pena, pelo menos, ter chegado a tempo para o Arraial do Pavulagem. Era o primeiro bairro de Belém sustentando a boemia paraense no ritmo já conhecido de carimbó, xote marajoara e músicas de cortejo populares, eternizando a tradição naquele que seria cenário de muitas lembranças, a Praça do Carmo, com toda a beleza antiga das casas tombadas, da Igreja com seus imobilizados tons de sonho, do Bar do Salomão e seu público artista, e das transversais de tantos blocos carnavalescos. E se os personagens pareciam modificados, posso dizer daqueles que me acompanharam que me foram suficientes. Suficientes o bastante para beber umas poucas cervejas – afinal, a noite ainda estava por vir – e rir muito naquele programa exalando Pará. Ô cultura linda de se ver! Podem falar o que quiser, mas até mesmo o tal profano completa o Círio, como todo oposto é necessário para se valorizar o que é bom.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Voltando para casa com novos amigos, me arrumei na correria de todo entardecer do sábado da Trasladação, correndo feito uma louca para dar tempo de passar na casa da família e encontrar a Berlinda antes dos Estivadores. Eu poderia citar agora que o tempo estava escasso, já que a procissão praticamente voou, mas prefiro guardar esse comentário pra quando falar do Círio propriamente dito (favor sentir a indignação nestas palavras). Por fim, consegui chegar na praça da República, esperando ao som de Agnaldo Timóteo a Santa passar. Segurando nas mãos de quem me vê, resgatei minhas profundas orações olhando para a imagem que, seja ela apenas tradição ou não, é capaz de emocionar céticos e tocar o coração de quem crê no poder da fé. Eu, que tantas vezes questionei mundos e fundos para me encaixar numa religião; eu, que cresci numa família cuja origem é muito católica; eu, que por curiosidade freqüentei outras crenças; Eu, que desapeguei dos rótulos e resolvi que a minha crença é personalizada... Chorei como nunca imaginei.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu acredito e confio em Maria. No espírito de Maria. Não na imagem dela (barro, pedrarias, matéria). E as demonstrações de sacrifícios, em minha opinião, são conseqüências da esperança do povo de acreditar que existe algo realmente maior do que nós. E existe. E é lindo. Por isso, chorei. E chorei muito, pensando em todas as minhas escolhas, nas coisas que ainda quero viver, nos planos que me parecem tão irreais. Rezei com todas as forças pelos que caminham comigo. Pedi saúde, agradeci pela minha. Agradeci pela minha irmã, por continuar neste plano sendo a outra metade de mim. Pela existência dos meus pais, do meu irmão, dos meus amigos, da minha família, da minha cadela. E rezei pela paz do meu coração, ainda que muitas vezes tenha brigado com meu próprio Deus. É que a gente nunca sabe a razão. E se tantas vezes nos parece injusto, acreditar que há um motivo maior torna-se conforto para sofrimentos aparentemente intermináveis. Sob o céu de luzes brilhantes, por entre a multidão em transe olhando para o mesmo ponto, as lágrimas rolando simultaneamente e as mãos ao alto, fiz, então, minha primeira promessa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Às 10 horas em ponto do Domingo, o despertador tocou. O objetivo era simples, a Santa ainda estaria no Banco do Brasil, eu me arrumaria tranquilamente, caminharia ainda sem empurrões para chegar na casa do papai e veria a Santa passar mais ou menos lá pelas 2 da tarde, depois de ter comido todos os salgadinhos e docinhos possíveis, e ter um almoço, à lá tradição de Círio, umas 3 horas. Esse ano foi diferente. Mais rápido que o ano passado, a Santa praticamente saiu correndo nos minutos que se passaram desde o momento em que pulei da cama e pisei na rua. Com a câmera na bolsa, pilhas carregadas, tudo pronto para registrar a passagem, o máximo que consegui foi me espremer na multidão que se amontoava próximo à Rui Barbosa. Como assim? A Santa já está aqui? Não mais fotos, não mais concentração, não mais ar. Desvencilhando-me da confusão repentina, mal vi a Berlinda e só pude sentir o tumulto da corda. Nunca chegar em casa foi tão agradável numa procissão em que o que mais queria era ter alguém perto de mim. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Foi diferente também o ambiente. Lembrei de um tempo muito distante, em que minha avó ainda estava viva, quando assistíamos o Círio da casa da Dona Zizi. Eu gostava mesmo é de brincar naquele quintal de tantas fantasias, me pendurar na grade para comprar as fitas coloridas ou brinquedos de miriti e levar minhas bonecas a tiracolo para assistir junto comigo. Lembrei-me da sacada, das uvinhas tão gostosas, de uma família animada, das brincadeiras e seus brindes cobiçados, da maniçoba e de um arroz singular, da rotina estabelecida de todos os Círios quando tudo mudou. Lembrei da bandeira na minha cara, de ficar em pé uma manhã inteira na Praça Santuário, do descanso na Basílica de Nazaré, dos acontecimentos que sucederam este fatídico Círio. Então, lembrei da Cruz vermelha, do ano em que decidi sentir na pele o sofrimento do povo, quando me senti realmente envolvida. Em dias que já se foram, saboreei com freqüência esse tipo de felicidade, mas também ela se distanciara com o passar do tempo; entre o então e o agora, muitos anos emurchecidos se interpunham.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Das lembranças que guardo em mim, as mais belas vem à tona justamente nessa época. Eu sabia que seria diferente. Eu sabia que seria mais saudoso. Eu sabia que os meus velhos medos ressurgiriam novamente. Talvez pela energia forte que a procissão nos traz. Talvez por ver, em cada pessoa, durante a passagem da Santa, em todo o trajeto, lágrimas de esperança (e desabafo). Lágrimas verdadeiras de quem está, assim como eu, concentrado por minutos dentro de si, falando para um suposto ser misericordioso os seus embates mais profundos. É quando imploramos perdão a quem não temos coragem de falar; quando pedimos ajuda para seguir em frente, sem máscaras de segurança; é quando admitimos os nossos erros, fazemos as pazes com nós mesmos e pedimos para que, no final das contas, tudo se resolva. É quando oramos pela felicidade dos entes queridos e pelo bem dos que estão sem rumo. Quando esquecemos desavenças e pedimos serenidade para enfrentar os desafios, paciência para aguentar e tempo para perdoar. É quando se agradece por estar vivo. O Círio é isso mesmo. Ele tem o poder de nos fazer repensar nossos atos e entender a conseqüência deles. Mas , mais do que isso, tem o poder de renovar a nosso espírito e nos fazer acreditar que tudo é possível quando se tem fé. E tudo o que eu quero é paz. Só isso. Paz. Em todos os sentidos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É a promessa que quero pagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-810246632044011312?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/810246632044011312/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=810246632044011312' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/810246632044011312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/810246632044011312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2009/10/esse-cirio-ta-diferente-ta-ta-diferente.html' title='Esse Círio tá diferente, tá, tá diferente.'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/StVRLykW9-I/AAAAAAAAAg4/oQObShIWOlg/s72-c/fitas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-3697902026911726407</id><published>2009-10-02T22:18:00.000-07:00</published><updated>2009-10-13T10:38:08.960-07:00</updated><title type='text'>Aos que não enxergam.</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/Ssbi-22XQGI/AAAAAAAAAgw/BRQWoA7gLqs/s1600-h/DSC06357.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5388243573698674786" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/Ssbi-22XQGI/AAAAAAAAAgw/BRQWoA7gLqs/s400/DSC06357.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;"Não, você não sabe. Você não sabe como eu tentei me interessar pelo desinteressantíssimo." (Caio F.)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sou alma e coração, energia em movimento, o extremo dos sentidos, a explosão dos sentimentos. Sou o que condenam e o que admiram intimamente, a experiência dos que só imaginam e não fazem, a reviravolta do normal frente ao diferente apaixonante. Eu fujo dos instintos competitivos, sou a paz de uma vida sem concorrências, onde viver feliz depende daqueles que nos rodeiam e da simplicidade de um mundo à parte do consumismo desenfreado. E quando falo em consumismo, falo em todas as suas variações, consumo de coisas, de notícias, de pessoas, as últimas principalmente, consumir pessoas assim como se consome cigarros, “a gente fuma, esmaga a ponta no cinzeiro, depois vira na privada, puxa a descarga, pronto, acabou”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Odeio a superficialidade dos encontros forjados e das conversas sem profundidade, gosto mesmo é de envolvimento, conhecer o outro, entrar na realidade de um estranho, permitir que se aproximem de mim e me acrescentem. Não vejo nexo em beijos sem sentimentos e amor sem... amor. Eu sou o tipo de pessoa que mergulha de cabeça nas coisas, independente das circunstâncias. Gosto mesmo é dos pequenos prazeres, um pôr-do-sol num domingo, uma cerveja na praia ou uma noite quietinha em casa com alguém especial. Não tenho paciência para buxixos, tampouco para olhares tortos em um ambiente de aparências. Por isso, prefiro me ausentar dos que me parecem pequenos a ter que sustentar sorrisos forçados. Não consigo mentir o que sinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tenho gênio forte, uma rebeldia que me cega e uma transparência que às vezes me trai. E apesar de levar a vida nas extremidades – o que me faz gritar de felicidade e morrer de tristeza em curtos períodos de tempo – sinto que, se não fosse assim, morreria mesmo é entediada. Melhor viver sentindo do que a apatia de apenas existir. Mas, além de tudo, sou alguém que ainda acredita nas pessoas. Ou pelo menos no que há de melhor delas. E ainda que, dia após dia, passe por provações que poderiam me fazer desistir, eu não me abalo. Desistir não é nobre. Acreditar sempre foi o primeiro passo dos visionários. Basta enxergar além do que se vê. Afinal, o plano é apenas ser feliz. Não é?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-3697902026911726407?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/3697902026911726407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=3697902026911726407' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/3697902026911726407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/3697902026911726407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2009/10/aos-que-nao-enxergam.html' title='Aos que não enxergam.'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/Ssbi-22XQGI/AAAAAAAAAgw/BRQWoA7gLqs/s72-c/DSC06357.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-6764449258874451490</id><published>2009-10-01T00:13:00.001-07:00</published><updated>2009-10-01T16:22:32.226-07:00</updated><title type='text'>Es muss sein.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SsU46wbTRRI/AAAAAAAAAgk/lF1n1FS1hAI/s1600-h/DSC07165.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387775111301645586" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SsU46wbTRRI/AAAAAAAAAgk/lF1n1FS1hAI/s400/DSC07165.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;“E assim, quando mais tarde me procure&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Quem sabe a morte, angústia de quem vive&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Quem sabe a solidão, fim de quem ama&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Eu possa me dizer do amor ( que tive ) :&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Que não seja imortal, posto que é chama&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Mas que seja infinito enquanto dure.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;(Vinícius de Moraes)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não, meu amor, eu não me importo com a tua arrogância improvisada. Eu te prometi, faço jus à minha palavra. Continuo no lugar de sempre, fazendo as mesmas atividades e comendo as mesmas porcarias. Sem você. Afinal, só tenho atraído mesmo essas coisas pequenas, sem muito valor e cheirando a lixo. Poderia até incluir aquela noite inesperada na coleção de momentos descartáveis, considerando a dificuldade que foi arrancar de ti todas as verdades. Mas a ressalva que te fez permanecer no hall dos ainda relevantes foi, em parte, graças à mania de tentar identificar nos trejeitos alheios o que se esconde por trás de uma aparência cuidadosamente esculpida, seja ela proposital ou involuntária. Pensando que nem ao menos imaginei que pudesses chegar tão próximo de mim pelos próximos não sei quantos anos, sentir os dedos entrelaçados foi intenso o suficiente para permanecer nítido em mim até o momento da nossa chegada. Ainda não é tempo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Poderia ter perdido o encanto naquele minuto, como temi que acontecesse. Mas não perdeu e persiste. Sentindo tudo o que os outros não conseguem captar, a linha tênue que liga teu corpo no meu – aquela que não se vê, mas sabe-se existente – permanece enrolada na minha cintura e nos teus pés, unindo duas vidas sem mais porquês, já que os acontecimentos interligados não possuem explicações racionais. Ainda que a roda-viva do tempo tenha se movimentado por zonas desconhecidas, fazendo com que os nossos atalhos se transformassem em uma longa estrada de vivências necessárias, os planos ainda permanecem intocados, esperando os mesmos personagens para torná-los reais. Afinal, o plano inicial era unicamente sermos felizes, correto? Daquele jeito certo de fazermos as coisas ou, como há de ser, de um jeito diferente que será recriado em outros cenários.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por ver agora de fora, longe do meu ambiente (e mais perto do que se imagina), era mesmo para ter tomado aquela decisão, expondo as fraquezas à sua disposição e louvor. Isso porque me deste a liberdade que precisava para estabelecer as minhas atitudes - presentes e futuras. E a explicação necessária para que eu parasse de aumentar todas as fantasias e focasse no racional friamente calculado de esperar pelo vento que, temporariamente, se vai. Talvez esse seja o grande motivo pelo qual nunca mais tenha sofrido do modo como te mostrei naquele dia. Era a última vez, você sabe. E foi. E continuará sendo. Pelo menos por enquanto. Pelo menos enquanto ainda correr sangue de barata em minhas veias, afastando cada vez mais o meu amor do teu. Já que por mais que eu, ironicamente, queira manter a beleza dos sentimentos, a visão imaculada do teu ser quebra-se de pedaço em pedaço, a cada ato revelado. É quando percebo a fragilidade da distância permitida. Ao menos a ausência do desfecho permanece como uma pendência não esclarecida em meio à tantas outras cuspidas na cara.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não quero mais meses de setembro esperando outubro, se bem me lembro, era outubro. Mas das marcas que deixamos em uníssono, já não fujo, nem pretendo. Aceito, então, que as cicatrizes do teu braço esquerdo marquem o tempo em que a vi formarem-se, enquanto cuido do ser vivo em comum que vimos crescer, no qual foste responsável por existir. E vou andando, assim, ainda atenciosa, sabendo que logo mais os eixos retornarão e tudo se transformará, dentro de mim, em indiferença descuidada, aquela que se estabelece pela comodidade da rotina e pelo acaso de um desconhecido interessado. É exatamente neste ponto que balançarão os sentidos, sobrevivendo quem resiste e matando quem fraqueja, pondo em cheque o coração, deixando transparecer, mesmo contra a vontade, o sentimento terrível de querer o que se perdeu, independente da procedência do mesmo ou da apatia aparentemente sustentada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Portanto, amor, a esperança permanece viva durante todo o tempo em que eu ainda permitir que ela exista. E se nas tuas palavras apoio os meus atos, posso dizer que sobrevivo dos meus devaneios, acreditando sempre no que há de mais bonito, mesmo que não haja nada mais feio do que fazer o outro sentir ao contrário. Recuperando o orgulho próprio, não por humilhação, mas por achar não mais necessário resguardá-lo, cá estou eu, deixando-te livre de assombrações que outrora poderiam ter sido. Porque pensando em você, eu realizo um ato inocente. O de querer a tua felicidade, mesmo sem mim; o teu progresso, mesmo que eu não ajude; a tua saúde, mesmo que eu não cuide; a tua absolvição, mesmo quando penso que vou morrer de amor por não conseguir te esquecer. E falo com toda a sinceridade, ainda que você não leia, que eu acreditava mesmo em tudo aquilo. Acreditava. Agora menos. Mas ainda acredito. Resta saber até quando. Se ainda estarei aqui. Se terá que ser assim. Ou se foi apenas uma dessas longas histórias de amor que permanecem para sempre incompletas, para sempre eternizadas na memória poética dos amantes. E se for para ser assim, que seja, estou preparada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-6764449258874451490?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/6764449258874451490/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=6764449258874451490' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/6764449258874451490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/6764449258874451490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2009/10/es-muss-sein.html' title='Es muss sein.'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SsU46wbTRRI/AAAAAAAAAgk/lF1n1FS1hAI/s72-c/DSC07165.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-4933393622825413356</id><published>2009-09-28T19:08:00.000-07:00</published><updated>2009-09-28T19:18:00.719-07:00</updated><title type='text'>Quando bate o cansaço..</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SsFtA_01baI/AAAAAAAAAgc/LUrv8pgweZM/s1600-h/pulando+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5386706493212290466" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 266px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SsFtA_01baI/AAAAAAAAAgc/LUrv8pgweZM/s400/pulando+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Até que tentava se ligar nessa história de começar de novo, mas quando tocavam as 12 badaladas das seis horas da tarde na Basílica e olhava o sol baixar lentamente pela janela da cozinha, suspirava profundo, deixando o cansaço sair em forma de gás carbônico. Era final de setembro. O período de chuvas de fim-de-ano belenense estava prestes à começar, já sentia a movimentação do Círio que se aproximava, trazendo-lhe à memória o que fizera nos últimos anos nesta mesma época. Sentia um certo frio na barriga de lembrar que o horário de verão logo se instalaria, o que tornaria os dias ainda mais longos – pelo menos para ela, que era uma insone convicta adepta dos seriados noturnos do SBT, reservados para quem não possui o luxo de ter uma TV por assinatura em casa, o que fazia com que perdesse horas de madrugadas acesas alimentando uma futura olheira matutina.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Junto com a já conhecida amiga televisiva, a noites eram acompanhadas também de uma certa nostalgia interna de solteira crônica, aquela que já não agüenta mais saídas homéricas e encontros aventureiros em busca de novidades. O coração estava parado e a vontade de deixar o conforto de casa, gradativamente, se reduzia à quase zero, fazendo com que a vida social se transformasse em meros chopps de quinta-feira à noite para ouvir uma música boa num lugar de poucas caras novas. As tardes de domingo em algum lugar ao ar livre que tanto gostava praticamente não existiram no último mês, o barzinho das sextas não tinha mais as mesmas risadas e os sábados, putz, os sábados viraram quase uma terapia em grupo, considerando que a cada semana encontrava com uma amiga diferente que, olha só que coisa, desabafava sobre a vida amorosa estagnada ou a frustração de alguma relação quase perfeita com algum bonitinho que encontrou na última balada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Faltava pique para dedicar-se a qualquer início de relação, talvez por isso tenha preferido os personagens antigos com laços pré-estabelecidos do que o dispêndio extra de energia a gastar para laçar um novo amor. Sabe como é, aquele papo de ter que manter sempre a beleza impecável no início, os ganchos certos para a conversa nunca morrer, brincadeiras infames para tiradas flertantes em momentos de descontração e coisas desse gênero. Não era a atual desilusão que sofrera que a fizera desencantar desse jeito, ou melhor, talvez fosse uma associação de desilusão amorosa com a constante mania de se interessar pelo que obviamente não presta. O resultado catastrófico foi, sem dúvida, a transformação cada vez maior da massa viva que chamamos de coração em algo parecido com concreto ou pedra, gelo também vale. Nunca fora de jogar as esperanças para o ar, mas os constantes vai-e-vens ocasionados, em grande parte, por ela própria, a fizera querer, não a abstinência eterna, e sim um tempo longe da confusão costumeira que fazia dentro do mundo das possibilidades.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma vida desregrada fatiga a gente. Até o mais boêmio dos seres deseja, em um último gole de cerveja dentro de um boteco morto, sossego. Faltava a ela, portanto, a aquietação interna. O jeito certo de conhecer a si própria para, posteriormente, pensar em relacionar-se com alguém. Precisaria de mais noites solitárias de chuva, com pães de queijo feitos em casa e seriados na TV para distrair-se da procura insana por alguém que suprisse suas necessidades. Precisaria de muitos outros sábados andando o dia inteiro de camisolão do frajola e calcinha de babado, agilizando a leitura de um dos livros amontoados na cabeceira da cama. Precisaria aprender a conviver com as lembranças doídas de outros tempos e desapegar delas, afinal, sempre existirão outros domingos de Círio e muitos outros Natais. E precisaria parar de sempre esperar das pessoas o que já se teve, como se fôssemos feitos da mesma fôrma de bolo. Para isso, ela ainda precisaria acordar em muitas outras manhãs com olheiras enormes, cabelos desgrenhados e cara amassada, agarrada no bicho de pelúcia de tantas lágrimas presenciadas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Afinal, viver é assim mesmo. A oscilação de momentos felizes, intercalados por tristezas devastadoras. Ao menos era possível sentir. Como diria Herman Hesse, “Nada pior do que os dias suportáveis e submissos, nos quais nem o sofrimento e nem o prazer se manifestam, em que tudo apenas murmura e parece andar nas pontas dos pés”. Que venham, então, as horas frias do fim de setembro, o desfalecer das feridas que latejam em dias de chuva, o badalar das seis horas, as fitas coloridas da mais bela das épocas, o contínuo programa de quinta-feira, o aproveitar das madrugadas, as auto-curtições do dia-a-dia e as pequenas felicidades dos progressos. Sem a necessidade de derramar em alguém a responsabilidade sobre nós, mas filtrando ao máximo o que vale a pena manter por perto para fazer da nossa vida um lugar melhor para morar, ainda que sozinha (mas não infeliz).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-4933393622825413356?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/4933393622825413356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=4933393622825413356' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/4933393622825413356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/4933393622825413356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2009/09/quando-se-esta-cansado.html' title='Quando bate o cansaço..'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SsFtA_01baI/AAAAAAAAAgc/LUrv8pgweZM/s72-c/pulando+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-1870555491308004229</id><published>2009-09-17T02:53:00.001-07:00</published><updated>2010-01-25T19:40:53.635-08:00</updated><title type='text'>Um livro dourado para você.</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SrIL3VSRa7I/AAAAAAAAAgU/Drj-JGWC6RI/s1600-h/janela.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5382377549895658418" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 256px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SrIL3VSRa7I/AAAAAAAAAgU/Drj-JGWC6RI/s400/janela.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SrIIi2eILJI/AAAAAAAAAgM/RSRlitXmQrY/s1600-h/eu+2.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu vou te escrever 1001 cartas de amor para que não esqueças o tamanho do espaço ocupado por você no meu coração. Eu vou te escrever todas as vezes que pensar em você, por isso, vou te escrever todos os dias, contando fatos, besteiras, contando o que me fez lembrar o teu jeito e a intensidade dessa lembrança. Eu vou te escrever até que não existam mais sentimentos; vou te escrever mesmo quando já tiver chorado todas as lágrimas possíveis por você; vou te escrever, inclusive, quando conhecer alguém, quando o lugar ocupado por ti já não tiver mais a magnitude que tem agora; vou te escrever quando, finalmente, criar coragem para tirar a nossa última foto exposta na minha parede. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Você pode até não ver, porque amor puro não se expõe, mas vou escrever pra você. E depois, vou publicar um livro só com essas cartas falando de amor, praticamente uma biografia de nós dois, uma descrição de você, uma lavagem de alma para mim. Vou escrever em cada tarde cinzenta de chuva e nas madrugadas insones, relembrando o tempo em que éramos perfeitos um para o outro, o tempo em que uma casa qualquer e nós era o suficiente para acomodar os nossos planos, desejos, risos. Vou escrever quando eu te ver em sonhos, acordando sem saber se vivi ou se sonhei, sem saber se aquele abraço apertado exalando teu cheiro era mesmo real ou se a imagem dos teus olhos doces fixos nos meus não passou de miragem no deserto onde me encontro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ilusão-por-ilusão, o mundo das fantasias está cheio, portanto, me dou o direito de querer pensar assim tanto em ti, e querer continuar acreditando em tudo aquilo que sonhamos juntos, em tudo o que achávamos infinito, a gente, o nosso amor, as nossas vidas eternas. E vou te escrever quando tiver recaídas, mesmo no colo substituto do teu, enquanto ainda houver resquícios de ti, sem ninguém saber, mas secretamente, para te mostrar num futuro qualquer o quanto eu te queria e não pude (mais) te ter. Vou te mostrar, através das palavras, a minha redenção, o grito mais sofrido de saudade, o choro compulsivo da ausência ocasionada por mim, e vou te dar de bom grado o teu gostinho subconsciente de vitória, sabendo-me culpada pelo desfecho triste da nossa história.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu vou te escrever sem pedir nada, sem esperar respostas, sem saber se ainda pensas em mim, vou te escrever simplesmente por escrever, pra deixar registrado o tempo em que eu era sua e você não era meu, numa conjuntura estranha onde a adaptação foi quase desumana. E vou te mostrar todas as minhas inseguranças, expor todos os meus medos, todos os sentimentos ligados à dor que experimentei. Vou te ensinar os meus aprendizados, compartilhar as novidades, te inserir em todos os meus passos, como sempre foi, só para continuarmos crescendo juntos. Vou te mostrar o meu orgulho (que não existe), a solidão que senti, a paciência que tive, a esperança que nunca morreu. E vou espirrar perfumes baratos em todas as folhas do nosso livro, só para relembrar a simplicidade da nossa relação, como nos bastávamos sem muitos luxos e o quanto a gente se gostava, gostando muito, precisando de verdade um do outro, vivendo um para o outro, incondicionalmente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então, deixarei na tua casa anonimamente com a certeza de que sempre saberás quem foi, mesmo que não constem desenhos ou assinaturas. E depois que isso acontecer, deixarei que morram em mim todas as esperanças. Como um último suspiro dado pelo bandido, como o último sacrifício dedicado à ti, como a última tentativa de resgatar o nosso mundo, o nosso ninho, os nossos carinhos, a nossa vida, o nosso canto, as nossas manias, o nosso amor. E deixarei que sigas em paz, sem mim, mas certa de que tentei tudo o que estava ao meu alcance para ter de volta o teu coração. E andarei errante pelos caminhos, esperando não mais te encontrar em todos os que me aparecerem, mas levando adiante, seguindo em frente, deixando pra trás um amor incrivelmente lindo que tive a oportunidade de viver. Aquele cuja fonte de inspiração foi capaz de escrever um livro. Incompleto, mas ainda assim um livro. Agrupando 1001 cartas erradas, por ora, inacabadas, de um coração leviano cansado de amar errado, reconhecendo na efemeridade dos encontros, o teu reinado absoluto durante todo o tempo aparentemente morto dentro de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-1870555491308004229?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/1870555491308004229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=1870555491308004229' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/1870555491308004229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/1870555491308004229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2009/09/livro-dourado.html' title='Um livro dourado para você.'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SrIL3VSRa7I/AAAAAAAAAgU/Drj-JGWC6RI/s72-c/janela.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-1361759501302457927</id><published>2009-09-16T03:31:00.001-07:00</published><updated>2009-10-26T20:07:18.245-07:00</updated><title type='text'>Um pouco de verdade</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SrEWY7vRvSI/AAAAAAAAAgE/tEn2TtR0GCQ/s1600-h/corrente-amizade.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5382107647293111586" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 297px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SrEWY7vRvSI/AAAAAAAAAgE/tEn2TtR0GCQ/s400/corrente-amizade.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Deus sabe o que faz. Ele nunca fecha uma porta, sem abrir uma janela.” &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Foi então que, em apenas uma frase, conseguiste me confortar como ninguém. Muito além da mediocridade dos falsos cegos, a verdade dita nua e crua sobre aquilo que eu já havia pensado (e magoado) poderia em muito me dilacerar em pedaços o coração, como o fez, mas paradoxalmente remontou os seus pedaços com a descoberta daquela cuja minha dor é também a sua dor, literalmente chorando comigo, um escudo protetor longe dos olhos, mas fundido na alma, na mais bela relação de amor que eu poderia ter. Tamanho gigante acumulado num concentrado de energia contagiante, onde uma noite é o suficiente para saber que a distância é relativa e os queridos são poucos, quase ninguém, o mínimo possível para se expor, o máximo possível para confiar, quão verdadeira é a minha prece frente ao que te fez do sangue meu. Mas não só isso, da tua fórmula preparada criou também uma parte de mim, já que meus pensamentos divididos sempre são incompletos, pois se complementam com as tuas conclusões. Nesse espetáculo de pedras caídas, a entrada é para raros, tendo uma única fileira de expectadores, selecionados à lágrimas, sangue e dor, passando muito além das risadas de felicidade, afinal, na alegria todo mundo é cúmplice, todo mundo se ama, todo mundo sorri. A beleza da tua ira alimenta a reviravolta do meu ser, vira do avesso as circunstâncias, me dá a força necessária que procuro e não encontrei ali. É que, às vezes, a gente se dá e, infelizmente, não recebe, afinal, pela lei natural dos encontros, sacrifícios sempre serão necessários. Como a outra metade de ti, do jeito que sempre foi, eu te encaixo no pedestal mais alto dessa temporada, mostrando quem singulariza no mundo dos duvidáveis, uma visão segura dos que já não acreditam em qualquer promessa e nem se chocam com a indiferença alheia. Os caminhos estão traçados. E eu só acompanho os que enxergam. Por isso, faço da tua fortaleza a minha segurança, ouvindo quieta as palavras que ninguém ousou dizer, mas disseste; gestos que ninguém ousou fazer, mas fizeste; deixando sutis marcas de pureza frente aos mais sujos dos problemas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-1361759501302457927?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/1361759501302457927/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=1361759501302457927' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/1361759501302457927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/1361759501302457927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2009/09/um-pouco-de-verdade.html' title='Um pouco de verdade'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SrEWY7vRvSI/AAAAAAAAAgE/tEn2TtR0GCQ/s72-c/corrente-amizade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-982267335014337175</id><published>2009-09-09T21:40:00.000-07:00</published><updated>2009-09-09T21:59:08.814-07:00</updated><title type='text'>Oh, amor banalizado.</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/qVOa4-JwdV8&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/qVOa4-JwdV8&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;E diante dessa minha incapacidade de euforia quando não me dão tempo suficiente para sentir, ou melhor, para crescer mediante aos que me parecem do lado de cá, me sinto um tanto perdida e à parte. Na verdade, já não considero uma forma de repressão, mas um modo de preservar aquilo que tem se tornado banal e leviano, meio cuspido, eu diria, na mais reles das situações, mesmo que pareça a mais propícia. É bem verdade que os momentos bonitos nos induzem a romantização das coisas, como na presença de uma lua cheia e um céu estrelado, ou uma praia paradisíaca e uma canga estendida, ou quem sabe um local insalubre e feio, mas enfeitado com uma conversa profunda e cheia de sintonia, sim, dá uma vontade enorme de abraçar o estranho do lado, jogar-se fundo no desconhecido e dizer com todas as letras o mais bem elaborado dos poemas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vale a pena, então, depois que a lua se vai e sol renasce no horizonte, olhar para o lado e dar um oi meio torto, quem sabe um oi eufórico, como um antigo amigo de muitos anos, quando é nada mais que um novo conhecido? Seria, portanto, comparável a declaração de amor para um estranho com a declaração de amor para aquele que há muito permanece ao lado teu? É engraçada e bem intrigante essa entrega repentina, mesmo que não passe de uma junção de palavras, letras, pequeníssimas letras que, quando unidas, formam um som capaz de influenciar em todo o mecanismo orgânico de alguém. Já dizia Cazuza, “não responda nunca meu amor para qualquer um na rua”, pois bem, não tenho, não consigo, não sai ‘meu amor’ para quem realmente não entra aqui, aqui dentro, mais precisamente nessa área esquerda um pouco abaixo do meu pescoço, vulgo coração, aquele que acelera quando realmente mexe com os sentidos, e o mesmo que permanece irredutível quando não fixamos a ligação com o outro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Movida pelos sentimentos, permaneço assim nessa minha falta de euforia emocional enquanto não me chacoalharem, dando um tapa na minha cara, dizendo ACORDA GAROTA, ESTOU AQUI DO TEU LADO, de forma que se instale em mim a real vontade de entregar de corpo e alma tudo o que tenho para oferecer, na rotina ou fora dela, tanto faz, mas que derrubem esse vaso bem arrumado em cima da mesa de jantar, baguncem a minha cama e tirem de mim essa apatia acostumada, a constante insatisfação com tudo o que me parece comum, o amor comum banalizado, é disso que eu falo, a banalização, a desvalorização, a falta de intensidade nas três palavras mais belas de serem ouvidas (e pronunciadas). Quer saber, quem eu amo sabe muito bem o quanto amo; quem me conquista, sabe-se muito bem protegido; quem me inclui no seu mundo particular, entra por automático no meu, e me faço presente, ainda que as minhas palavras sejam mais valiosas que as atitudes concretizadas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Posso não ser o mais sensato dos seres, mas por amor sou esculpida; por sentimentos, escandalizada; por um olhar, petrificada; pelo querer, bem resolvida. Digo, sem rodeios, e por cima de orgulho passo, só pra dizer quando realmente sinto, quando a paixão me invade os poros e me faz morrer de saudade a cada instante separados, quando o outro se torna não apenas um, mas dois, ou quando os dois se tornam um, porque nada melhor para a saúde do que um amor correspondido. E digo mais, eu amo quando não pretendo amar, amo quando desligo o interruptor do coração, quando desisto de esperar alguém, quando mato sentimentos por outrem e, nossa, como odeio matar sentimentos. É tão ruim e tão difícil recomeçar, prefiro então me preservar para o momento em que as palavras saiam como pluma em ventania, profundamente leves, quase sem querer, como um peso tirado das costas, como um encontro muito esperado, como uma flor nascida do cacto ou uma miragem bonita no meio do deserto. Só assim eu poderei gritar bem alto: Eu te amo, eu te amo pra sempre, eu te amo com todas as minhas forças, te amo até o último fio de cabelo, te amo para a vida toda, só amo a ti e só a ti quero amar!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quer coisa melhor do que o amor construído tijolo por tijolo, a passos lentos alimentado, sentindo ansiosamente cada degrau deixado para trás? Eu prefiro um Te amo demorado à um gesto efusivo que morre na menor das barreiras e no mais rápido dos tempos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-982267335014337175?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/982267335014337175/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=982267335014337175' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/982267335014337175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/982267335014337175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2009/09/oh-amor-banalizado.html' title='Oh, amor banalizado.'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-8622222876025578478</id><published>2009-09-02T07:51:00.000-07:00</published><updated>2009-09-02T08:02:14.548-07:00</updated><title type='text'>Lágrimas de aprendizado</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/Sp6HsWawWBI/AAAAAAAAAf8/t8pFy6P8bB4/s1600-h/claustrophobia_by_gabsalvador.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376884201128744978" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 266px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/Sp6HsWawWBI/AAAAAAAAAf8/t8pFy6P8bB4/s400/claustrophobia_by_gabsalvador.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;"Muitas vezes a alma é um campo de batalha, no qual a razão e o discernimento travam uma guerra contra a paixão e os apetites" &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Khalil Gibran&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É que só quando é com a gente começamos a pesar as atitudes. Já dizia o velho filósofo “Pimenta nos olhos dos outros é refresco” e, bem, é mesmo, inclusive, é também extremamente fácil condenar o próximo sem inverter a situação. Com o tempo a gente aprende que tudo o que fazemos influencia na movimentação ao nosso redor. Aprende que somos todos interligados uns aos outros e que passamos por constantes transformações. Portanto, quando você muda, o outro muda, a pessoa ao lado do outro muda, todos mudamos simultaneamente, adaptando-nos às circunstâncias.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O ser humano é um animal perfeitamente adaptável. Jogue-o num ambiente hostil, ele dará um jeito de reverter as coisas usando, unicamente, a cabeça. A mente é a arma mais poderosa que existe, podendo tornar-se destrutiva ou construtiva na medida em que traçamos os nossos caminhos. Todos nascem, acredito eu, com 50% de chances de fazer o bem e 50% de fazer o mal. Até porque bem e mal é relativo, o que pode ser aceitável pra você – segundo suas crenças e princípios – pode ser absolutamente condenável para os outros. Esse tipo de discussão é complexa e envolve não apenas o contexto familiar em que a pessoa foi criada, mas também os traumas que já passou, o círculo social do qual é inserido, as atividades que participa e, claro, da carga genética que carrega dentro de si.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por sermos absolutamente únicos e diferentes uns dos outros, as questões sobre ética e moral devem ser analisadas de forma detalhada visando obter a solução mais neutra o possível. Quando digo neutra, quero dizer que respeito as crenças dos outros e a liberdade de fazerem o que querem, contanto que não sejam intolerantes com aqueles que se opõem às suas idéias. Afinal, causar danos aos outros não é bom. E isso é absoluto. Fazer o bem aos outros é bom. E isso também é absoluto. Preferir causar bem aos outros e a nós mesmos cabe a nós decidir. Isso sim é relativo. Bom, o fato é que, não importa o que façamos, tudo impreterivelmente terá uma conseqüência. Aquela parada de Lei da ação e reação, pererê, parará, tudo isso é real e se aplica não só à Terceira Lei de Newton da Física. Está visível no dia-a-dia, nas decisões tomadas, no modo como lidamos com as coisas. Por isso é tão importante pesarmos as conseqüências dos nossos atos, porque, de uma forma ou de outra, elas voltarão pra você. Pode não ser agora, pode não ser do mesmo jeito (geralmente, não é), pode não ser com a mesma pessoa... Mas elas sempre voltam.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por esse motivo, posso dizer que sou uma pessoa conformada com certas coisas que acontecem na minha vida. Porque, por pensar assim, aceito que o sofrimento aconteça como uma forma de aprendizado. “Ahh, sacaneou o coleguinha? Então, toma, desgraçado”. É só assim que a gente cresce mesmo. É quando começamos a pensar no “E se..”. E se fosse com a gente? E se ele me tratasse mal, como o trato? E se me ignorasse, como o ignoro? E se fosse comigo a situação? Como disse, é sempre muito fácil entender quando não somos a parte afetada. Mas depois que levamos a porrada na cara, aprendemos a respeitar o próximo. Pensar nas conseqüências dos atos é importante e os fins nunca são independentes dos meios usados para obtê-los. A verdade é que não tem como explicar o certo, quem define isso somos nós, seguindo nossa própria intuição moral e nossos princípios éticos fundamentais, formando uma certeza personalizada, a nossa. Às vezes, podemos optar por fazer a coisa certa pelas razões erradas, ou fazer a coisa errada pelas razões certas. Mas no final, teremos de assumir a nossa própria postura.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enfim, hoje acordei meio filosófica a cerca dessas questões da vida, o fato é que acredito piamente que tudo o que acontece é porque deve acontecer. Sou radical o suficiente para acreditar que não existem acasos e coincidências, tudo está absolutamente predestinado. Sendo assim, por alguma grande razão, temos que passar pelos altos e baixos da caminhada, ainda que às vezes a gente se sinta perdido, temos que dar tempo ao tempo. Porque ele sim, cura tudo. O tempo é o maior aliado para as respostas, sejam elas de qualquer procedência. Além disso, a dor e o sofrimento nem sempre são ruins. Se soubermos aproveitá-los e encará-los de uma forma positiva, não precisaremos mais remoer nossos problemas. Temos que acreditar que a vida não é um poço sem fundo interminável (ainda que os momentos mais obscuros dela nos pareçam uma solidão sem fim). Esse poço termina, acredite, e no fundo dele não se encontra limo e água barrenta como imaginamos, pelo contrário. Quando estivermos preparados, desconcentrados o suficiente, desligados das expectativas e, assim, sem pressa, encontraremos no fundo um belo jardim. Renovando o nosso espírito, curando as feridas e fazendo-nos esquecer um passado muito distante que, por pouco tempo, nos fez derramar lágrimas de aprendizado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-8622222876025578478?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/8622222876025578478/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=8622222876025578478' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/8622222876025578478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/8622222876025578478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2009/09/lagrimas-de-aprendizado.html' title='Lágrimas de aprendizado'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/Sp6HsWawWBI/AAAAAAAAAf8/t8pFy6P8bB4/s72-c/claustrophobia_by_gabsalvador.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-9039628191267068931</id><published>2009-08-31T20:14:00.000-07:00</published><updated>2009-08-31T20:56:24.626-07:00</updated><title type='text'>Que seja doce.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SpyXRcbZ1uI/AAAAAAAAAf0/L52C3Gk-qCk/s1600-h/salinaszi+171.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376338381118232290" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 266px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SpyXRcbZ1uI/AAAAAAAAAf0/L52C3Gk-qCk/s400/salinaszi+171.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                 .      A Beleza pode estar presente na mais despretensiosa das conversas     .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oi, Boa Noite.&lt;br /&gt;Estou a procurar uma pequena.&lt;br /&gt;Simpática, diria eu, com olhos bonitos e vibrantes. Também diria curiosa e inquieta.&lt;br /&gt;E que adora me deixar saudoso...&lt;br /&gt;Você, por obséquio, teria visto tal pessoa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Olha, ela me parece um pouco familiar.&lt;br /&gt;Acho que passou correndo por aqui com uns sapatos vermelhos.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Correndo? E para onde ia tal par de sapatos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Para longe de Belém, mais precisamente rumando um apê localizado em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Ahm, que venha.&lt;br /&gt;Que venha aquecer essa cidade fria,&lt;br /&gt;E colorir com aqueles olhos o céu cinza que entristece meu acordar.&lt;br /&gt;Mas duvido que isso ocorra, a não ser em meus sonhos mais agitados...&lt;br /&gt;Tais sapatinhos vermelhos teimam em fugir de meus abraços e carinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Foge pelas circunstâncias que nunca lhes foram favoráveis.&lt;br /&gt;Pela distância que vos separa.&lt;br /&gt;Pela beleza do amor não-realizado que insiste em se tornar romântico.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Amor realizado ou não, por si só, já é romântico. A própria palavra romântico, se repararmos bem, é construída com um anagrama da palavra amor...&lt;br /&gt;Podem as circunstâncias não serem favoráveis e a distância real ser enorme...&lt;br /&gt;Mas tem alguma coisa na dona desse doce par de sapatilhas vermelhas que me faz perder noites de sono e planejar sumiços escandalosos...&lt;br /&gt;Bem, preciso ir.&lt;br /&gt;Caso veja a tal pequena por essas bandas,&lt;br /&gt;Diga que hoje fui dela mais uma vez,&lt;br /&gt;Que com ela dormirei sozinho,&lt;br /&gt;E que por aqui sempre estarei.&lt;br /&gt;Até logo.&lt;br /&gt;Tenha uma boa noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E mais uma vez ela retorna para o seu lar solitário, suspirando colorido, inspirando flores, imaginando paraísos, e por fim dormindo só,  para se perder nas noites de sono junto com Ele e tentar encontrá-lo, então, nesses sumiços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa noite (para nós).&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-9039628191267068931?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/9039628191267068931/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=9039628191267068931' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/9039628191267068931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/9039628191267068931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2009/08/que-seja-doce.html' title='Que seja doce.'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SpyXRcbZ1uI/AAAAAAAAAf0/L52C3Gk-qCk/s72-c/salinaszi+171.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-6707411749837349882</id><published>2009-08-18T18:28:00.000-07:00</published><updated>2009-08-19T05:49:15.434-07:00</updated><title type='text'>Como poderia ter sido (mas não era pra ser).</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SotWLgkyCKI/AAAAAAAAAeA/7fXSf4ZYjhw/s1600-h/my+eye.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5371481736292206754" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SotWLgkyCKI/AAAAAAAAAeA/7fXSf4ZYjhw/s400/my+eye.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Engraçado constatar que, depois de todo esse tempo, eu ainda penso em você. É bem verdade que isso vai contra a minha vontade de permanecer indiferente toda vez que te vejo, mas é um sentimento estranho que nem eu saberia definir, uma coisa meio incontrolável de sempre te querer por perto, mesmo distante de mim. Os cumprimentos socialmente exigidos e os assuntos muito rapidamente criados durante uns poucos minutos de conversa atropelada são o suficiente para me manter ligada à você a noite inteira. Como se, só pelo fato de estares ali, dentro do meu campo de visão, te tornasses um pouco meu. Um pouco dentro do meu mundo, da minha rotina, da minha vida, como um dia quis que fosse. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Normalmente, quer dizer, digo isso na relação atual que recriamos, não falaria nada além do básico tratamento de quem finge não estar aí pros acontecimentos. Até porque te fechaste pra mim de tal forma que senti, de longe, a tua repulsa. Era mesmo repulsa, afinal? Era uma incógnita que muito me invadia os pensamentos. Aprendi a te reconhecer com o tempo. Vi em muitas das tuas atitudes uma certa auto-proteção. Comecei a perceber, assim, bem aqui dentro e sem compartilhar com ninguém, que o que fazia te afastares era justamente o medo diante de mim. Como se de alguma forma eu te assustasse ao se deparar com alguém que, sim, confiava em ti, sim, acreditava em ti, e, sim, gostava de ti.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vi que tentavas me mostrar, a todo custo, que eras uma pessoa complicada. E quando em algum momento te falei, de coração praticamente inteiro nas tuas mãos, que eu estava contigo porque me passavas segurança, a indignação contida naquela tua resposta - que não passou despercebida aos meus olhos - me mostrou que o problema estava além dos pequenos vai-e-vem causados pela inconstância de nós dois. Estava todo ali, em você. Não que eu fosse a dona da verdade. Mas o fato é que aquela atitude transpareceu de forma clara toda uma insegurança fruto de relacionamentos passados. E quer jeito pior de se confundir do que comparar os amores que tivemos com o que vamos ter? Inevitável, eu diria. Só que, às vezes, perdemos oportunidades por não termos a coragem de encarar, jogar-se de cabeça, entregar-se por completo e amar. Mas amar muito. Então, tudo se vai sem nenhum pingo de emoção. Perde-se o tempero da vida. E eu bem sei como é difícil ultrapassar essas barreiras.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu muito quis ficar do teu lado, tu sabes. E acho mesmo que seríamos bem felizes, se tivesses ao menos dado uma chance para reparar os meus erros. Ou melhor, se ao menos tivesses dado uma chance para você mesmo. Porque sentimento era o que não faltava. O que realmente desfalcava era a sua eterna luta contra o próprio eu . Como se não fosse digno de ser amado. Ou pior, como se não fosse digno de ser amado por mim. E, mais ainda, de amar em reciprocidade. Esqueça a idéia de que ser complicado é apaixonável. O fato de ter visto em ti o meu porto seguro já era motivo suficiente para querer estar do teu lado uma vida inteira. E aquele nosso jeito tão cúmplice nos fazia completos. Um para o outro. Mas não enxergaste tudo isso. Aliás, até enxergou sim. Só não te permitiste viver esse amor por puro susto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E agora que tudo voltou ao normal e a nossa relação não passa de uma simples cordialidade do dia-a-dia, eu penso se as coisas eram mesmo pra ter acontecido desse jeito. Entristece-me saber os momentos lindos que perdemos naquele ambiente dos nossos planos sem ao menos dar-nos um beijo. Entristece-me imaginar como seria se, ao menos uma vez, tivesses sentado ao meu lado para me dizer coisas bonitas. E como seria se, após uma conversa arrastada, soltássemos verdades engatadas, culminando com o mais sincero dos abraços. Entristece-me imaginar porque seria mágico. Tudo seria muito perfeito. Perfeito o suficiente para me reapaixonar por ti. Para querer montar novamente o nosso ninho, ter de volta os nossos carinhos, renascer no nosso mundo que há tempos já morreu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É o que eu sinto quando te vejo. Sobrevivendo das tuas migalhas, os meus pensamentos procuram involuntariamente uma resposta. Aquela que eu já conheço, mas que reluto em aceitar. Não era pra terem acontecido os encontros. Não era pra ter rolado o beijo. Não era pra teres sentado do meu lado. Não era pra termos conversado. E nem pra rolar um último abraço. Simplesmente, não eram. Porque tu és mesmo aquela pessoa complicada que querias que eu visse. E perdes mesmo as oportunidades que te aparecem. Agora que meu coração já consegue te olhar distante da loucura, eu digo que mereces mesmo alguém melhor do que eu. Juntando o teu ceticismo com a minha credibilidade, constato: éramos muito mais do que isso. Ainda que meu ego insista em querer te fazer sentir, aqui dentro, eu não sinto mais. Apenas matuto, como uma eterna aproveitadora dos pequenos momentos, o como seria. E.. ah... como seria perfeito. Ou melhor.. como poderia ter sido (e não era pra ser).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-6707411749837349882?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/6707411749837349882/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=6707411749837349882' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/6707411749837349882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/6707411749837349882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2009/08/como-seria-mas-nao-era-pra-ser.html' title='Como poderia ter sido (mas não era pra ser).'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SotWLgkyCKI/AAAAAAAAAeA/7fXSf4ZYjhw/s72-c/my+eye.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-3908743296743054628</id><published>2009-08-11T09:13:00.001-07:00</published><updated>2009-08-11T09:48:53.158-07:00</updated><title type='text'>“II y a toujours quelque choe d’abient qui me tourmente”</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SoGZeZyZfhI/AAAAAAAAAdM/PI-bLHc2rs4/s1600-h/salinaszi+116.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368740978399739410" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 266px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SoGZeZyZfhI/AAAAAAAAAdM/PI-bLHc2rs4/s400/salinaszi+116.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ainda que o incômodo percorra o meu corpo, ainda que invente inúmeras desculpas para encarar como natural, ainda que meus olhos desviem para um lado alternativo, procurando avidamente algo que me chame atenção para fugir desse ciúme contido, a rigidez adquirida pelo tempo passado não me permite sequer dar uma palavra sobre a irritante mania de acariciar outros cabelos. Meu coração já cansado de amar errado me consome como um grão de areia dentro de uma ostra, adquirindo camadas e mais camadas protetoras, deixando-o cada vez mais forte, cada vez mais escondido, fazendo com que os passos mais simples se tornem caminhadas extremamente longas rumo ao desconhecido. Como me parece distante um vínculo arrebatador frente ao medo que me tolhe as investidas...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Levando a vida como um embate eterno (e interno), eu me fecho nessa minha bolha gigante que nada se parece com o que sempre costumei ser, aquela pessoa inteiramente paixão, desmedida e muitas vezes irracional, movida à empurrões emocionais que, por mais sofridos que tenham sido, em muito contribuíram para construir o que sou hoje. Pode parecer meio masoquismo, mas não gosto do amor diluído, daquele que se prepara cuidadosamente, como um xarope de guaraná, colocando doses graduais para formar um líquido que poderá ser bebido por muito tempo, ainda que seu gosto fique sem graça e enjoativo. Eu gosto do amor concentrado. Aquele que é forte o suficiente para você beber completamente em questão de segundos, mas que deixará lembranças por uma vida toda. Sentindo o gostinho da completa paixão, do arfar das respirações aceleradas, da quentura de beijos saudosos, do suor de corpos desesperados de querer. Eu gosto é de sentir.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não me entenda mal. Me refiro em muito ao sentimento, não à duração de tais amores. Uma relação duradoura pode, sim, entrar nos padrões do amor concentrado (bem como as efêmeras). E uma paixão curtinha pode, sim, ser considerada diluída (ainda que as paixões curtas geralmente se encaixem nas avassaladoras). Estou passando em frente pequenos amores sem um pingo de sentimentos. E me desvencilho com a mesma rapidez com que me interesso. Eis a minha incoerência auto-flagelável. É a constante ausência de alguma coisa que me atormenta. A ausência de não se saber o quê, mesmo quando tudo está exatamente nos seus devidos lugares. Quem dirá a ausência indecifrada quando tudo encontra-se revirado do outro lado da bolha.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Alguém uma vez me disse que ostras felizes não fazem pérolas. E é realmente uma verdade metafórica bem elaborada. Só as ostras machucadas pelo grão de areia dentro delas, conseguem produzir tais camadas protetoras. E só através delas que se formam as belas pérolas que tanto admiramos. Talvez seja mesmo necessário ter, dentro da gente, um pouquinho de areia para que nos tornemos ainda mais bonitos. Talvez seja necessário sentir um certo incômodo para definirmos sentimentos. Talvez a melhor de todas as atitudes seja mesmo permanecer temporariamente fechada, assimilando, produzindo, sentindo... crescendo. Até o dia em que poderá ser aberta. Um dia, alguém se interessará pela beleza acumulada. Alguém sempre se interessará... Pelo menos é assim que eu prefiro pensar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-3908743296743054628?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/3908743296743054628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=3908743296743054628' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/3908743296743054628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/3908743296743054628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2009/08/ainda-que-o-incomodo-percorra-o-meu.html' title='“II y a toujours quelque choe d’abient qui me tourmente”'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SoGZeZyZfhI/AAAAAAAAAdM/PI-bLHc2rs4/s72-c/salinaszi+116.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-657653082099004303</id><published>2009-08-06T13:01:00.000-07:00</published><updated>2009-08-06T13:22:42.109-07:00</updated><title type='text'>Fuga de casa</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/Sns7PpzB42I/AAAAAAAAAc8/0fni6NQZ6v8/s1600-h/salinaszi+070+editada.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366948521046041442" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 266px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/Sns7PpzB42I/AAAAAAAAAc8/0fni6NQZ6v8/s400/salinaszi+070+editada.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;"Não é preciso mostrar beleza a cegos, nem dizer verdade a surdos. Basta não mentir para quem te escuta, nem decepcionar os olhos de quem te vê."&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela queria, a todo custo, fugir daquilo tudo que desmoronava. Correu para a esquina com um lencinho amarrado em um cabo de vassoura, contendo tudo o que precisaria para viver nos próximos 100 anos de sua existência, abraçou-se com as próprias mãos, apertando o casaco listrado contra o corpo e depois acenou para o primeiro carro que passava. O carro não parou. Permaneceu ali por uns longos minutos, vez ou outra topando com algum mendigo lhe dizendo indecências, mas nada o que ocorria naquela rua vazia e soturna lhe tirava de seu silêncio cheio de significados. Tentava a todo custo suprimir uma lágrima que se formava no cantinho dos olhos, mas era necessário um esforço descomunal para evitá-la cair. Olhou em volta, continuava sozinha, ela sempre esteve sozinha, afinal... Então, longe dos olhares curiosos dos que não pertenciam àquele universo, ela permitiu-se fraquejar, como em muito tempo já não se via.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E Chorou. Chorou muito. E , enquanto chorava, soluçava alto, soltava berros involuntários, sofridos, fortes. Foram lágrimas de quem há muito não se deparava com a dor. Sentindo aquelas gotas quentes escorrendo pelo rosto, a mente movimentava-se além da velocidade da luz, embaralhando lembranças, idéias, imagens e indagações, cortando com a ponta de uma faca fina o coração em vários pedacinhos. Não há um pingo de espaço para raiva, simplesmente não há. É justamente isso que a têm matado por dentro. É muito de tristeza, pouco de revolta. É muito de decepção, pouco de ódio. É muita coisa se perdendo, pouca coisa ficando. É muito amor deixado para trás... Como é difícil perder um amor. Não se referia ao amor pelo outro, mas o amor dentro dela. A ferida ainda escancarada, em seu mais avermelhado tom de sangue, a obrigava a encarar, todos os dias, a origem de seu sofrimento. Socorro, ela implorava. Não queria mais perder seu amor líquido assim, nesse chão frio e solitário da esquina.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como um bichinho doído e acuado, ela permaneceu encolhida por entre os panos de sua própria fuga, vivendo aquele período de introspecção fora de hora, mergulhando numa onda de gerundismos que nunca acabavam: pensando, chorando, observando, escrevendo... nunca falando. Nunca foi tão difícil falar alguma coisa pra alguém. Ainda que sua culpa não se fizesse presente e que nada tenha feito para abrigá-la, deparar-se com aquela realidade inesperada e tamanha sordidez daqueles atos fazia-se sentir forte demais para se entregar, fraca demais para encarar. Era tempo de calar. Limpou o rosto algumas vezes com a manga comprida da blusa, como uma atitude definitiva de “já chega”, mas permaneceu ali, pensativa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então, pensou na vida e em como havia mudado. Pensou naqueles que a acompanharam de perto, nos pequenos objetos cheios de sentimentos, nos passos dúbios de outrem, na trajetória cheia de amor que seguia. Perguntou a si mesma se , agora, estava em terreno seguro, se aquelas pessoas que restaram mereciam mesmo a dedicação total, se elas agiriam do modo como esperava, ou se vacilariam em uma simples tentação. Pensou ainda que, apesar dos pesares, estava melhor naquele cantinho escuro só dela do que no furdunço das grandes programações, porque assim sentia-se sua. Era o que precisava. Sentir-se de si própria ao menos uma vez. Cultivar o amor próprio, o auto-conhecimento, a serenidade frente ao que chamamos de problemas. A paciência. O perdão. A sensatez. E ir à fundo na dor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;As nuvens pesadas uniram-se fazendo com que caísse uma chuvinha fria e esparsa pelo rosto dela, levando embora qualquer resquício de lágrimas que existisse. Lembrou que a dor é essencial para o crescimento e que pode ser, inclusive, gostosa, basta saber aproveitá-la. Afinal, é na dor que surgem os mais belos poemas e as músicas mais preciosas. É através dela que conseguimos verdadeiramente nos distrair, deixar de criar expectativas sobre tudo e, assim, permitir que pessoas boas se aproximem de nós. Sem dor, não há de haver esperança. Você morre, vai ao fundo do poço, para depois se curar. É necessário ter doído o suficiente para que nos levantemos renovados e grandes. Deveria deixar que alguém levasse a melhor parte de si mesma? Deveria ela permitir que destruíssem a sua fé? A fé nos outros? A fé em si? Não, definitivamente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Levantou-se da calçada, abriu os braços já bem molhados da chuva e fechou os olhos, empinando o nariz em direção ao céu. Agradeceu por estar viva e pediu forças para continuar. Materializou mentalmente os seus grandes tesouros, aqueles poucos que lhe restaram, aqueles que invariavelmente lutavam por ela, que a protegiam desse frio e limpavam cuidadosamente as suas feridas. Aqueles encontrados fora do âmbito outrora vivido, muito parecido com a realidade atual. Os que incorporavam a sua dor e, com ela, se reerguiam. Os que criavam um pequeno mundo de confiança e carinho, deixando-a acolhida e quente por toda uma eternidade. Aqueles que chamamos amor. Mas amor de verdade, percorrendo cada milímetro de suas veias e artérias, concentrando-se por inteiro no coração.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E aí, quando percebeu que começava a ver o lado positivo das coisas, soube que estava na hora. Bateu a poeira da calça, sacudiu os cabelos e foi embora, levando consigo muito além do que um simples lençol. Estava indo pra casa outra vez. Em paz. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-657653082099004303?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/657653082099004303/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=657653082099004303' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/657653082099004303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/657653082099004303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2009/08/fuga-de-casa.html' title='Fuga de casa'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/Sns7PpzB42I/AAAAAAAAAc8/0fni6NQZ6v8/s72-c/salinaszi+070+editada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-7725424451842601677</id><published>2009-08-04T00:56:00.000-07:00</published><updated>2010-01-04T14:44:32.920-08:00</updated><title type='text'>Notas de um conto só.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SoL0GrT6E8I/AAAAAAAAAdU/qR-GwWct8vY/s1600-h/DSC06922.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369122101321667522" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SoL0GrT6E8I/AAAAAAAAAdU/qR-GwWct8vY/s400/DSC06922.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;As estrelas transparecem o que os olhos não sabem dizer. Brilham feito cristais, interligam-se umas nas outras, caem do céu, fazem piruetas, mudam de lugar, céu mais cheio de estrelas cadentes, chegam a banalizar o visual estereotipado que adquiriu, tamanha a beleza. Os sons entram de forma sublime, iniciando pelo topo da cabeça e estentendo-se para os pólos, descendo de forma envolvente, eu diria até quente, pela percepção minuciosa da música se espalhando pelo meu corpo, fazendo-o balançar em ondas. Uma rebolada mais sinuosa satisfazendo a mim mesma, um meio sorriso aparece nos lábios e os pés cravam fortes na areia, obedecendo o ritmo inebriante.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Vez ou outra, quando opto por canalizar as energias em mim mesma, sinto o mundo ao redor dissolver lentamente. Aos poucos, os barulhos silenciam e a música retumba aqui dentro. Abro os braços pela sensação de leveza que me dá, estou sozinha, dançando para ninguém menos do que eu. E então, nesse universo paralelo do qual pertenço, as mãos se entrelaçam no alto, os quadris alternam os sentidos e explode uma sensação poucas vezes encontrada: a liberdade.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;De repente, um estalo me diz que quem faz o meu momento sou eu. Absorvo essa verdade sem descaso, obedecendo friamente o meu desejo de permanecer ali, isolada. O que seria escuro, então, clareia. Passam-me flashes do que chamaria de problemas, mas não há problemas. Tão distante encontrar, neste lugar, algo que se encaixe nessa palavra. Percebo o efeito sutil que se espalha por mim e passo a refletir – por uns breves minutos – todos os acontecimento que me incomodam. Mas é diferente.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;De gancho- a –gancho, ao som dos círculos e formas que movem-se em sincronia no escuro dos meus olhos fechados, vejo o quão simples podem ser as coisas se encaradas além do comum conceito de certo e errado. Viva a vida, eis o segredo. Simples de dizer, difícil de encarar. As coisas acontecem na medida em que devem acontecer. Estando bem consigo mesmo, poupam-se dispêndios extra de energia. E o tempo passa rápido, modifica interesses, corre numa roda gigante que tende sempre a parar no topo de seu diâmetro (o que não significa que não possa retornar ao seu ponto de partida). Portanto, desprender-se dos pensamentos do futuro é a chave para a paz espiritual.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;O presente é agora. Aproveita-se o presente o máximo possível, porque nunca se sabe o dia de amanhã. Torne seu momentos simples mais bonitos. Mesmo os quietinhos. Seja sincero sempre com você e com os outros. Sendo honesto frente aos sentimentos descarregamos o peso da falsa tranqüilidade. Antes ser real do que forjar a própria paz. Não sou adepta de sorrisos forçados e desencontros mal acabados. Sou das cartas na mesa, sou do ponto final. E sim, tudo isso me passou na cabeça em questão de minutos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Mal (bem) dita ilha do céu estrelado, dos poderes mais místicos, de energias em movimento, das pessoas mais lindas, da liberdade de ser quem é. Aqui, você extravasa o que tem de mais profundo e põe à prova todos os valores materiais impostos pela sociedade. Aprende a encarar o lado animal do ser humano, que tanta prepotência, às vezes, é camuflado. Vira da terra, quer tomar banho nu, sair correndo pela praia, deitar na areia, sente-se vivendo numa daquelas sociedades antigas, onde se vive apenas da subsistência, sem luxos, apenas o essencial para sobreviver. Como é diferente a vida levada em paraísos daquela levada na cidade...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;É tempo de refletir. A solitude – meu oráculo do dia – estava certa. Devo mesmo aproveitar essa oportunidade para o auto-conhecimento. E como já cresci em mim nesses dias. Agora talvez seja mais fácil entender os grandes artistas. A imaginação é tudo. Pude sentir a força da frase “corpo e mente são interligados” e são. Somos, sim, capazes de controlar como queremos nos sentir. Liberte-se, desligue-se, desapegue-se, dance. Sinta. Cheire. Veja. Viva.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-7725424451842601677?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/7725424451842601677/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=7725424451842601677' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/7725424451842601677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/7725424451842601677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2009/08/inside-music.html' title='Notas de um conto só.'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SoL0GrT6E8I/AAAAAAAAAdU/qR-GwWct8vY/s72-c/DSC06922.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-5135722508261973389</id><published>2009-07-09T22:58:00.000-07:00</published><updated>2009-07-09T23:20:01.087-07:00</updated><title type='text'>Mais uma dose de vodca, por favor.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SlbZGcHbU9I/AAAAAAAAAcc/JTcL58M-0Mg/s1600-h/salinaszi+163+editada.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356707511453570002" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 266px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SlbZGcHbU9I/AAAAAAAAAcc/JTcL58M-0Mg/s400/salinaszi+163+editada.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Um texto para se ler ouvindo Woman dos Beatles por ser a grande inspiração para tal, ainda que pareça sem sentido.)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mais uma dose de vodca, por favor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;..Toc, toc toc. Passos trôpegos, respiração ofegante. Subo as escadas com meus sapatos vermelhos, tão vermelhos quanto os olhos que insistem em mostrar essa minha cara molhada e chorosa exalando você. Limpo o rosto com as mãos em fúria, aquelas que tanto gostas de ter, e ensaio um suspiro profundo, tentando engolir a todo custo aquele negócio apertado na garganta que pretende me sufocar. Uma inspiração, duas. Não quero ouvir o que você tem a dizer. Já chega. Já disse que não, amor, não me confunda ainda mais. Uma mão puxa meu braço com energia, mas recuo. Tire de mim essas mãos falsas. Elas não combinam com as palavras que você me diz. Pára.. não diga que me ama. Você sabe que eu não te quero mais. Toc, Toc toc. Mais três passos contrariados rumo à você, ainda inseguros, mas fortes, aproximando cada vez mais o momento do reencontro. Que saudade.. Saudade nada. Vou embora. Toc, toc.... toc. Não, não vou. Não posso. Te quero. Te quero há tanto tempo que dói. Te quero aqui e agora. Mas não posso, não... não me beije de novo desse jeito. Já disse pra não me b.... Beije. Beije de novo. É assim que você gosta né? Dá então um gole dessa tua vodca barata, boy. Quero ouvir essa música macia percorrendo o nosso ambiente e quero que seja do teu lado. Mais ainda, quero que seja de você para mim. Cantando. No meu ouvido. Me derrubando aqui mesmo, nessa escada, devagar... Com direito a muitas reticências que fazem reduzir minhas palavras em slow motion só pra você imaginar junto comigo. Enxugas as minhas lágrimas com teus dedos, contornando todas as formas do meu rosto num toque suave de carinho, encostando em seguida os nossos rostos que há muito estavam distantes um do outro. Oh, eu ficaria aqui uma vida inteira só ouvindo as batidas do teu coração que pulam grudadas no meu peito. E respiraria, assim, mais arfante e quente no teu ouvido, só pra te ver arrepiar de desejo de mim. E eu aqui morrendo de vontade de você, permito que as tuas mãos segurem meus cabelos um pouco mais fortes, e te abraço apertado, encostando por inteiro teu corpo no meu, aquele corpo que conheço há tanto tempo, fazendo amor sem fazer, sentindo cada detalhe de nós como um só, em apenas poucos segundos de um abraço. Então, deslizo os meus lábios nos teus, passando lentamente a língua pela tua boca num beijo calmo e profundo, daquele jeito que nós dois sabemos exatamente como fazer. Puta merda, amor. Eu aqui numa liga maluca de querer te esquecer e ao mesmo tempo não querer, e você me aparece assim, do nada, destruindo as minhas forças, violentando os meus pudores. Sabe, isso dói. Dói muito te ter e, ao mesmo tempo, não poder ficar. Dói muito te querer e, ao mesmo tempo, fugir de ti... Dói esse nosso universo paralelo de nunca se encontrar. Talvez seja mesmo esse nosso destino. Duas linhas paralelas que só se cruzam no infinito. Ou que nunca se cruzam. Mas , quer saber, amor? Esquece isso. Termina logo o cigarro que o papo está chato e deixa-me virar essa vodca pra me entregar de uma vez. Vem cá, fica grudado em mim, tira meus sapatos vermelhos, canta no meu ouvido, me beija na nuca e façamos dessa noite o infinito de nós dois.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-5135722508261973389?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/5135722508261973389/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=5135722508261973389' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/5135722508261973389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/5135722508261973389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2009/07/mais-uma-dose-de-vodca-por-favor.html' title='Mais uma dose de vodca, por favor.'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SlbZGcHbU9I/AAAAAAAAAcc/JTcL58M-0Mg/s72-c/salinaszi+163+editada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-8535715284667562519</id><published>2009-07-07T12:20:00.000-07:00</published><updated>2009-07-07T12:28:18.392-07:00</updated><title type='text'>Meu coração longe de mim.</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SlOhAtrQQBI/AAAAAAAAAcE/IzxpQZe6jBU/s1600-h/DSC06417.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5355801415506739218" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SlOhAtrQQBI/AAAAAAAAAcE/IzxpQZe6jBU/s400/DSC06417.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E agora estou aqui no teu quarto, deitada naquela almofada enorme que apóia as tuas costas e agarrada no travesseiro que tantas vezes vi caido no chão em alguma tentativa frustrada de te acordar. A casa está vazia como todas as tardes, a televisão ligada e a Hanna dormindo embaixo do sofá, mas essa tarde está bem diferente das demais. Há uma espécie de ausência no ar, fazendo despertar um sentimento de angústia profundo. Eu tô meio engasgada aqui, bastante incomodada com a falta do teu corpo presente, um tanto quanto triste de saber que, lá pelas 9 da noite, não vais chegar em casa comendo que nem um condenado, falando alto sobre as suas novas incursões na música, na arte. Daí eu olho as fotos ali na estante e lembro dos nossos domingos na praça, conversando sobre a vida em meio à foliões pulando ao nosso redor, abrindo as portas para uma intimidade que outrora não fora adquirida. Tu pegaste na minha mão e me levaste, seguro, para onde sempre quiseste me levar, mostraste teu mundo, o maravilhoso dedilhar das cordas da tua guitarra e me encantaste com o teu eu gigante por trás da nossa avacalhação de irmão. Eu vi todo esse ser feito de amor que és, a simplicidade que tens de tratar com carinho aqueles que te rodeiam. Falo isso porque a valorização do outro é rara e tu bem sabes fazer o bem para as pessoas quando menos se espera. Num simples gesto, num abraço de urso, num beijo estalado, no apoiar de cabeça no ombro ou mesmo numas batidinhas na minha cabeça, só pra sentir os filhotes de cabelo espetando. Ah irmão, se soubesses o quanto eu te amo e o quão orgulhosa eu sou de te ter no meu sangue, me levarias contigo nessa mala. A saudade é tanta que já aperta o coração. Quero logo o meu gordinho tatuado pra encher de abraços e passear pela cidade velha uma tarde inteira... mesmo se perdendo no labirinto de fauno, andando em círculos, atropelando o ciclista, enfrentando fila na portinha e terminando na pizza hut, com os mulambos “Ih, sujô” da praça do Carmo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Volta logo, irmão.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Take care.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-8535715284667562519?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/8535715284667562519/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=8535715284667562519' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/8535715284667562519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/8535715284667562519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2009/07/meu-coracao-longe-de-mim.html' title='Meu coração longe de mim.'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SlOhAtrQQBI/AAAAAAAAAcE/IzxpQZe6jBU/s72-c/DSC06417.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-80559189380712806</id><published>2009-07-02T19:43:00.001-07:00</published><updated>2009-07-02T19:58:29.017-07:00</updated><title type='text'>Nossa bendita intersecção.</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/Sk1zTbXGP8I/AAAAAAAAAb8/p0KtFje8tdw/s1600-h/snoop.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5354062309612732354" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 225px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/Sk1zTbXGP8I/AAAAAAAAAb8/p0KtFje8tdw/s400/snoop.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acontece que eu não esperava a reviravolta sem sentido, tampouco a mudança brusca que essa irritante inconstância me obrigava a passar. Esperar um pouco mais do que aquilo estava fora de cogitação, principalmente pela bagunça generalizada em que me encontrava (e que também te envolvia). Então, eu seguia sem olhar para trás, levando os rumos numa independência quase insana, tentando (ainda que sem querer) achar o que não se procura, sentir o que não se estipula, me entregar ao que não toca o coração, apenas para satisfazer os meus caprichos. Encontramo-nos em meio à incoerências, cujas procedências nem eu mesma poderia explicar, nesse meu universo complexo de perguntas sem respostas. Eis o motivo dos obstáculos impostos desde que encostei a primeira vez a cabeça no teu ombro. Engraçado constatar agora que era sempre de você que eu me despedia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E a gente se encontrava ocasionalmente naquele lugar onde tudo acontece, conversando sobre banalidades que nos tornava muito íntimos, sem imaginar que, no final, os copos que dividíamos se tornariam um só, nessa nossa eterna mania de se querer quando menos se espera. A liberdade que sentia do teu lado, a sintonia fácil que conseguíamos quando estávamos juntos e o fato de sempre me protegeres diante da susceptibilidade das minhas loucuras, fazia de ti alguém especial. Você era digno de todos os meus sentimentos e, juro, eu muito quis fixar você na minha memória poética – aquela em que registra o que nos encantou, o que nos comoveu, enfim, o que dá beleza à nossa vida. Mas a temporada era estranha e meu coração estava vazio, simplesmente, não permiti... Até o dia em que te afastaste de mim.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Imaginar separar-se não era real, mas aquilo era concreto e o sentimento foi inevitável. Eu não esperava sentir. Assustou-me bastante o fato de serem todos teus os meus pensamentos, ainda que eu me esforçasse para esquecer. Não costumo reagir assim, dessa forma tão profunda e forte. Assustou-me mais ainda a vontade maluca de querer te encontrar a qualquer custo, só pra te dizer o quanto foste idiota, o quanto não queria mais estar contigo, o quanto te odiava, o quanto tu és...... o quanto gosto de ti. E o quanto gosto de estar do teu lado, da mania de me olhares fixo, de passares os dedos no meu rosto... e como é gostoso ficar deitada no teu colo uma tarde inteira.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Então, seguro na tua mão com confiança (sim, eu confio em você) e te dou um abraço apertado, só pra garantir que não saias mais de perto de mim. E eu, com meu vestido chique e um salto alto, fico contigo assim, do jeito que você é, com aquela blusa simples e uma sandália, não me importando com os olhares descuidados das pessoas que nos rodeiam. Não vêem a beleza das nossas diferenças. Talvez façamos mesmo parte daquela intersecção da qual falaste. A intersecção dos nossos mundos que, quando unidos, formam um mundo só: o nosso. Um lugar onde os teus poemas combinam com as minhas crônicas, o teu tênis combina com meu salto, as tuas notas musicais combinam com meu pássaro, o teu café combina com meu chocolate, e o nosso querer se combina, não de uma forma pesada, pressionante. Mas da forma leve de saber aproveitar o presente e se deixar levar pelo que manda o coração. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-80559189380712806?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/80559189380712806/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=80559189380712806' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/80559189380712806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/80559189380712806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2009/07/nossa-bendita-interseccao.html' title='Nossa bendita intersecção.'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/Sk1zTbXGP8I/AAAAAAAAAb8/p0KtFje8tdw/s72-c/snoop.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-4969130105983399469</id><published>2009-06-28T15:47:00.000-07:00</published><updated>2009-06-28T15:54:02.531-07:00</updated><title type='text'>Lá no fundo.</title><content type='html'>&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/xh-ACkYmdc4&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/xh-ACkYmdc4&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então, eu te ligo de madrugada com a voz embargada pela saudade, atropelando palavras e pontuações, sem perceber que o coração está quente e a garganta engatada, dizendo de uma forma desesperada o quanto te amo. Cuspi assim, meio fora de controle, essa verdade atrasada, porque hoje senti realmente a tua falta. E a indiferença atípica para comigo me devastou profundamente ao constatar que, aquele sorriso que tantas vezes te pedi para repetir, já não pertencia mais à mim. A tua polidez e a ausência de brincadeiras infames (aquelas que me fizeram te querer para sempre) nada fazem parte do homem pelo qual me apaixonei. E, de repente, imaginei à quem pertenceriam agora aquelas caras tão minhas, se essa pessoa também acha o teu pescoço a parte mais linda do teu corpo, se também tem a mesma mania de se afundar no teu (só meu) colo uma noite inteira, se ela te faz dormir como eu ou se ela dorme contigo como nós. Não pense que deixei de ser a tua garotinha, aquela que prometeste amar e que se encaixava perfeitamente contigo. Eu ainda tenho a inocência do nosso começo, as mesmas manias esquisitas que compartilhamos, ânsias repentinas dos nossos costumes, lembranças inoportunas dos nossos momentos, uma falta enorme de estar com alguém que me conhece até o último fio de cabelo e esse alguém é você..&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Ah, oi.. Desculpa, eu liguei enganado. Achava que tava ligando pra minha mãe. Você está bem? Ah, que bom.. também estou bem.. A gente se fala, então.. Manda um beijo pra família.”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como eu queria que soubesses que tá difícil não te comparar com ninguém.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-4969130105983399469?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/4969130105983399469/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=4969130105983399469' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/4969130105983399469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/4969130105983399469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2009/06/la-no-fundo.html' title='Lá no fundo.'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-6986991463720734724</id><published>2009-06-16T19:41:00.000-07:00</published><updated>2010-01-24T22:12:35.082-08:00</updated><title type='text'>Tamanha superficialidade.</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SjhZFIr51lI/AAAAAAAAAaQ/V6zJExqmK2w/s1600-h/IMG_6032.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348122502268311122" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 266px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SjhZFIr51lI/AAAAAAAAAaQ/V6zJExqmK2w/s400/IMG_6032.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Você era lindo. Marcou desde a primeira frase que li da descrição diferenciada de si mesmo naquela página de relacionamentos rápidos da internet. Me chamou atenção também o teu senso de humor refinado, as tuas tiradas perfeitas, o jeito aparentemente tranqüilo de se mostrar num ambiente. Parecia muito quieto, um tanto avulso aos acontecimentos daquele lugar infernal e barulhento. Foi o que me atraiu para você.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lembro que, quando te reconheci no meio da escuridão, imediatamente o cérebro tratou de fazer interligações para me mostrar onde mesmo eu tinha visto o teu rosto, juntamente com idéias de inúmeros assuntos passíveis de ganchos para estabelecer uma conversa contigo. E deu certo. Aproveitei o estado de torpor proporcionado pela vodca cara que dividíamos com amigos em comum e travei a conversa da forma mais natural possível, talvez até hoje não saibas os planos mirabolantes que criei para, finalmente, me notares.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É bem verdade que o acaso – se é que ele existe – ajudou bastante ao me levar à ti de forma improvável. Eu não imaginava te encontrar, mas te tornei meu objetivo quando soube. Te conhecer foi espetacular. Eu gostei mesmo daquela tua imagem inicial. Daquela tua forma carinhosa de ser; do jeito prolixo de falar, que me incentivava a sempre te responder à altura; das coincidências que ligavam as nossas vidas; das pessoas que faziam parte do nosso (efêmero) ciclo... Te imaginei de uma forma tão fantasiosa que, quando mergulhei fundo no teu mundo, dei de cara com uma realidade da qual eu não fazia parte. E te ver interagindo naquele meio de pessoas cujos narizes foram feitos para permanecer em pé, a não ser que você leve mais de 3 dígitos na carteira e dirija um Mercedes, me deixou profundamente deslocada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu, com minha roupa sem marca, minha penúria sutil, meus valores mais simples, pronta pra te entregar nada além do coração e de um corpo não tão bem moldado quanto o de todas as esplendorosas mulheres que te rodeiam, definitivamente, não tinha vez. Até que atraiu a atenção aquele papo de ser diferente e é bem verdade que percebi, no brilho do teu olhar, uma fina luz de esperança para te livrares da situação em que te encontravas. Eu estava realmente disposta a encarar tudo aquilo para ser o teu novo amor. Te falei, garoto, meu objetivo era te apaixonares por mim. E eu sabia que era o que mais querias também. Mas o momento não permitiu, os problemas logo apareceram, as coisas fugiram do controle e puf. Acabou.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sim, eu errei. Errei no momento em que te permiti ver fundo no meu coração. Errei quando me entreguei pra ti de corpo e alma, esperando que tudo aquilo fosse mudar a minha vida. No momento em que decidi utilizar todos os meus artifícios para te voltares pra mim. Errei quando te dei aquela carta, escancarando, em apenas uma frase, o quanto gostava de nós dois juntos. E errei mais ainda quando, mesmo tudo dando absolutamente errado, tanto da tua parte, quanto da minha, fui atrás pedir desculpas. Uma, duas.. na terceira tentativa eu recuperei os limites do bom senso. A tua arrogância foi mais forte do que eu. E foi então que passei a ver, com outros olhos, as tuas atitudes. Agora, olhos de alguém que observa de fora o desenrolar dos acontecimentos. Me decepcionei. Não contigo. Mas comigo, por um dia ter imaginado que essa palhaçada fosse dar certo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi quando comecei a perceber que você não tinha toda aquela beleza que aparentava por debaixo desse teu rostinho infantil e das tuas roupas Armani. Pequenos detalhes sórdidos que, antes, me pareciam invisíveis, passaram a saltar aos olhos. Uma certa superioridade exalava do teu ser. Notei que andavas mais empinado, que tiravas a blusa demais, que os teus valores materiais eram tão mais evidentes. Passei a achar que todas as tuas brincadeiras prolixas eram um tanto convencidas, que usavas a palavra “odeio” mais vezes do que o normal, que olhavas com desprezo não para uma, mas para várias pessoas. Comecei a achar que não tínhamos mais nada em comum e que, aquilo que te dei com todo o carinho que poderia dar, não passou de mais uma baboseira nessa tua vida de valores tão complexos. Foi quando me senti idiota. Mas, na verdade, a culpa não é sua. É do meio. Ou, talvez a culpa seja mesmo minha, afinal! Que me envolvi porque quis onde não me encaixava.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje, te vejo tentar uma reaproximação e fico pensando sobre o que realmente queres de mim. Um estepe? Um corpo? Alguém que supra as tuas necessidades do ego, o teu egoísmo, o teu egocentrismo? Tô fora do teu jogo. Essa tua exaltação à liberdade nada mais é do que orgulho ferido, eu sei. Já não me interessa mais os teus programas de caríssimo mau gosto, as tuas bebidas importadas e nem o teu corpo tão bem esculpido. Não tenho vocação para ser dama de companhia de homens frustrados, desculpa. Mas de qualquer forma, ainda és lindo. O que não vai faltar é gente querendo fazer este papel, ainda mais no público consumidor do qual fazes parte. Sem querer, te removi da lista de pessoas que me atraem. Teu estereótipo tão minuciosamente montado não combina comigo, e isso não fui eu quem decidi. Foi a vida, as mudanças, a constante evolução do ser. És, agora, nada mais, nada menos do que um reles corpo no meio de iguais. E os iguais, meu amigo, já não me interessam mais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Adiòs.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-6986991463720734724?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/6986991463720734724/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=6986991463720734724' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/6986991463720734724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/6986991463720734724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2009/06/tamanha-superficialidade.html' title='Tamanha superficialidade.'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SjhZFIr51lI/AAAAAAAAAaQ/V6zJExqmK2w/s72-c/IMG_6032.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-3082958331906597841</id><published>2009-06-09T18:37:00.001-07:00</published><updated>2009-06-09T19:09:18.815-07:00</updated><title type='text'>Dando uns "trato".</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/Si8TcmN8ZMI/AAAAAAAAAZo/ZUjlo5_ZEoA/s1600-h/calvinharodotira550.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345512664728364226" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 130px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/Si8TcmN8ZMI/AAAAAAAAAZo/ZUjlo5_ZEoA/s400/calvinharodotira550.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É claro que não fui eu. Conformada com a atual falta de inspiração para textos e ligeiramente incomodada pela mesmice que assola a minha vida pré-férias, resolvi, pois, neste dia de proposital falta de responsabilidade em que faltei aula, dedicar-me à atividades que ocupassem meu tempo livre de forma divertida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tão certas quanto Helenas nas novelas de Manoel Carlos, as atividades-de-tempos-forjadamente-livres (já que hoje este deveria ser suprido por uma informativa e bocejante aula de ortodontia para leigos) são as que mais me rendem frutos, principalmente pelo caráter ilegal que adquirem, devido à mania de sempre trocá-las por movimentações internáuticas, o que me deixa com um peso na consciência fumado pelo cheiro de vagabundagem pairando no ar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É quando surgem idéias de repentina relevância potencializada, como a necessidade imediata de pôr em prática planos outrora enumerados em listas mentais de realizações futuras, como arrumar o guarda-roupa, organizar as matérias a serem estudadas, terminar de ler parte dos inúmeros livros da minha cabeceira (fato) ou mesmo banais personalizações de blogs.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eis que o meu outro lado focado e perfeccionista aflora, levando aqueles que porventura atravessam meu caminho em dias como estes a se dedicarem, tanto quanto eu, à causa já estabelecida. Explico, então, em ginecológicos detalhes, a obsessão nipônica de querer ter uma foto personalizada no título do blog a dois pobres coitados que, por pura educação e apreço à minha pessoa, toparam ajudar-me a construir tal objetivo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Com o poder nas mãos por chegar a tão estreita distância de um blog com cara de profissional (o que o chute no modelo pré-fabricado não faz?), pormenorizo cores, fontes e tamanhos de foto, mudando todo o layout e dando a luz à este novo blog recauchutado. Não foi possível esperar até o Google malhar a minha bundamolice para sites, o prazer era inadiável e eu precisei terminar o dia olhando para uma nova página com os estes dois olhos abaixo da minha franja de infanta.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E as atividades-de-tempos-forjadamente-livres continuam sendo edificantes. Ainda que seja no fabuloso mundo da comunicação imediata chamado Internet. Obrigada, amigos queridos, Renato e Kauê, sem vocês este seria um blog imutável durante outros 3 longos anos , porque essa história de sites e códigos, para mim, sempre se localizaram (e ainda se localizam), num patamar muito mais complexo do que a origem da Tonga da Mironga do Kabuletê.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-3082958331906597841?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/3082958331906597841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=3082958331906597841' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/3082958331906597841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/3082958331906597841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2009/06/e-claro-que-nao-fui-eu.html' title='Dando uns &quot;trato&quot;.'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/Si8TcmN8ZMI/AAAAAAAAAZo/ZUjlo5_ZEoA/s72-c/calvinharodotira550.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-2182665916797946171</id><published>2009-05-31T15:44:00.000-07:00</published><updated>2009-06-14T11:57:37.851-07:00</updated><title type='text'>Eu ainda acredito...</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SjRK64TPVGI/AAAAAAAAAaI/A94fnAk0XwA/s1600-h/IMG_5984.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346981033001571426" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 266px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SjRK64TPVGI/AAAAAAAAAaI/A94fnAk0XwA/s400/IMG_5984.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu sou uma criança despudorada. Sou uma adulta cheia de recatos. Sou inocente como uma puta, cheia de culpas como um anjo. Eu sou tudo e o nada ao mesmo tempo. Sou princesa em meu castelo de portas abertas, presa numa torre rodeada de plantas espinhosas e vários dragões à espreita. Eu procuro, neste recinto de coisas interessantes, encontrar respostas para os problemas pequenos potencializados nessa minha vida curta e limitada em paredes de pedras. Eu olho para o fogo cruzado por fora da janela e não vejo nada além da escuridão iluminada por chamas dos gigantescos monstros que tolhem minha liberdade.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Queria entender o momento em que a vida particular do outro torna-se mais interessante do que a nossa. Um realeza que acompanha os passos, lança olhares críticos, cochicha por trás e sorri pra você. E queria saber quando foi que estipularam as regras de forma que condenassem atitudes alheias sabendo-se capaz de fazer exatamente o mesmo. Típico de bicho-homem, independente da categoria social. Eu me perco nos questionamentos das relações interpessoais falando agora mais para dentro do que para os seres que rondam esse ambiente imaginário de livre arbítrio e falsa indiferença. Imaginário porque sempre haverão os dragões.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É por isso que, ultimamente, eu falo mais calada. E ajo por conta própria, contrariando quem espera de mim alguma atitude mais rebelada. Eu não fui feita pra chocar. A mídia não me interessa, nunca me interessou, obrigada. Eu desprezo quem me condena. Aponta o dedo na cara, acusa de superior pra igual (como se não fôssemos todos da mesma fôrma), emburra, nega a procedência, protege seu mundo como se fosse unicamente seu, como se os interesses não batessem... e tudo não passa de hipocrisia. A hipocrisia cômoda de assistir de camarote esse conto de fadas e ignorar os personagens reais que, vejam só, até pensam e sentem. Não é incrível? É muito bom quando não é com a gente né? Aí podemos criticar a torto-e-direito que estamos seguros. E dane-se princesa, bruxa, dragão, príncipe, pássaro, o que estiver pela frente. Não é com a gente. É o que importa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sinto que cansei. Olhando ao redor, não vejo príncipes e nem animaizinhos bonitinhos que possam ser amparos, como em todo conto de fadas. Não sinto o ímpeto de cantar para as flores, sair pelo jardim e me deixar levar pelos riscos da floresta de espinhos. Não sinto porque fui atingida. E eu sou assim, sempre uma besta quadrada. Uma princesa falsificada. Não sou delicadeza, beleza, vencedora, dona da história, e nem tenho o “felizes para sempre” no final. Eu sou no momento a fase triste da história, o colocar do dedo numa roca, a maça mordida da bruxa, a poção mágica da sereia, os trapos velhos da meia noite. Queria eu ser o ápice. TER o ápice. Chegar lá, chegar no fim. Acelerar essa transição perturbadora do início ao ápice. Ou do ápice ao final feliz. Acelerar, acelerar tudo, saber afinal o que vai acontecer! &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então, faço a trança, jogo vento afora, toca no chão e quem sobe nunca me satisfaz completamente. É uma insatisfação crônica doentia que chega a ser irritante. Assim não há príncipes nem vagabundos que alcancem o patamar que (porque, meu deus) adquiri. Digo isso no sentido de ser capaz de tocar no coração, fundo, não no sentido de ser exigente de forma superficial. Sentir! Preciso sentir... Ainda não me acostumei com essa maldade. Ainda estou aprendendo a moldar os meus companheiros de isolamento e a controlar as atividades dentro do meu castelo. Aprendo rápido sim. Mais cedo ou mais tarde eu saio daqui e enfrento essa estrada passando por cima de todos os monstros que assombram a minha janela. Só tô criando forças (e paciência) para isso. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Portanto, sou uma princesa ainda perdida na parte obscura do conto. Alguém que romantiza, que têm vontades infaláveis, que age sem pensar movida à coração, que pensa sem agir movida à razão, que tem saudade, que segue impulsos, quer falar e não fala, procura o príncipe encantado e que sonha com um final feliz. Por isso, não me condene. Sou personagem viva dessa história. Sou toda sentimentos, penso em tudo e provavelmente também penso em você. Sejamos sinceros.. No fundo, no fundo, todos os nossos erros são causados nada mais nada menos do que pelo amor. Ou pela procura dele. Sempre em busca do "felizes para sempre" (e nada disso deve ser condenável, e sim, entendível).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Viva o amor! Em todas as suas derivações e formatos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E eu, sim, ainda acredito em príncipes encantados..&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-2182665916797946171?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/2182665916797946171/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=2182665916797946171' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/2182665916797946171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/2182665916797946171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2009/05/eu-sou-uma-crianca-despudorada.html' title='Eu ainda acredito...'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SjRK64TPVGI/AAAAAAAAAaI/A94fnAk0XwA/s72-c/IMG_5984.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-735450878432872641</id><published>2009-05-29T15:26:00.000-07:00</published><updated>2009-05-29T15:42:23.951-07:00</updated><title type='text'>Tinha que ser ela.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SiBhzXHKdqI/AAAAAAAAAX0/BtWxvMfSOcM/s1600-h/mamae+3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5341376693066692258" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SiBhzXHKdqI/AAAAAAAAAX0/BtWxvMfSOcM/s400/mamae+3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma pequena grande mulher que se diferencia em todos os aspectos pela simplicidade e talento. Uma morena (loira agora, idade da loba, sabe como é) de personalidade forte e poderosa, mesmo com todo esse um metro e meio que possui (e que eu herdei). Ela é tão ela que seria impossível compará-la aos demais seres, até porque ela própria não se identifica com ninguém (e nem se encaixa em lugar nenhum). É singular, sempre soube que era. Por si só já se encaixa no subjetivo, por ignorar tudo de material que tem à sua volta. Nasceu pra música e com ela seguirá até o fim, porque assim está traçado (e não falo isso porque ela é minha mãe). Ensinou-me a ser simples, a desapegar dos pequeníssimos valores dessa cidade, os meus costumes, a música boa, o significado de uma nota qualquer, o peso de uma criação, o quão incrível é a arte e como as pessoas se sentem bem quando são valorizadas por isso. Não é pra menos que até hoje ela pendura meus quadros na parede e guarda em pastas todos os desenhos sanguinários que levou-a várias vezes à coordenação do colégio por causa do Marcel. Ou mesmo as obras de arte da Alina, inclusive, ela compôs até uma música pra Alina, será que temos que agradecer todos os dias a Deus por ser ela? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mãe-amiga, uma amiga que por acaso é minha mãe, que me acompanha em todas as fases e crises, que percebe quando estou triste mesmo que eu esteja deitada no sofá como todos os dias de minha vida, sem a menor expressão no rosto. Ela repara nos detalhes, num arquear de sobrancelhas insignificante que, pra ela, é perfeitamente notável. É um paradoxo de ser liberal e, ao mesmo tempo, extremamente cuidadosa, numa atitude constante de querer manter-nos sempre debaixo das asas dela (mãe é mãe), e isso é maravilhoso. Talvez eu nunca tenha dito tudo isso porque essas coisas são muito envergonhantes de se dizer pros pais (apesar de serem as pessoas que mais mereçam ouvi-las), mas, com todas as palavras infaláveis no ao vivo e a cores, digo agora no confortante mundo das palavras escritas: eu me orgulho de você. Te amo com todos os defeitos, com todas as explosões, em cada momento vivido junto, em todos os nossos passeios vespertinos, em todas as nossas festas privates, mesmo quando você mexe o copo trocentas vezes para misturar um açúcar imaginário, mesmo quando você aperta o nariz daquele jeito que faz “chuinf”, mesmo quando fala carioquês depois de umas cervejas (hahaha), mesmo quando me dá uns puxões de orelha e me nega o carro. Afinal, é teu papel mesmo né? Eu te entendo. Te conheço tão bem que chego a pensar que sou mesmo o clone de você. E eu sou.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Muito obrigada por tudo..&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mamãe abalando no Banquinho &amp;amp; Distorções nesta terça no São Matheus. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ganhou um violão elétrico e um jantar no dia dos namorados que, sonho eu, hei de pirangá-lo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;OBS: Pai, se você estiver lendo isso aqui, ainda vai ter um texto só seu, deixa vir o dia, calma.. Rs.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-735450878432872641?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/735450878432872641/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=735450878432872641' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/735450878432872641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/735450878432872641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2009/05/tinha-que-ser-ela.html' title='Tinha que ser ela.'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SiBhzXHKdqI/AAAAAAAAAX0/BtWxvMfSOcM/s72-c/mamae+3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-1037114602581584486</id><published>2009-05-24T20:09:00.000-07:00</published><updated>2009-05-24T20:44:38.445-07:00</updated><title type='text'>Daniel Johns fenômeno mode on.</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ot8RYhSX1gE&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ot8RYhSX1gE&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Ó-quei. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Por favor, me digam aonde este cara comprou o chá de Bonitol que ele andou tomando, porque gente... O QUE É o Daniel Johns nessa versão século XXI ?&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;No meu passado obscuro e underground (sim, eu já usei calça de morto, correntinha pendurada, fichário dos The Doors e fui super fã do Silverchair, de colar pôster e tudo mais), o Daniel Johns não passava de um emo anoréxico com fortes tendências ao suicídio, e não este fenômeno gostosão com fortes tendências a sexy simbol !! O que um corte de cabelo, uns piercings e uma bombada não fazem hein? Acho até que Ana's song já não combina como criação dele.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Estou tão impressionada que até vou voltar a me interar na trilha musical do Silverchair. Ainda assim, melhor música de todas.. Emotion Sickness. Bem fossa e doentia, do estilo que eu gosto (não, eu não tenho tendência emística e depressiva, apenas gosto de músicas fossas, dá licença?). Explosão de art and music !!&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;No mais, meus textos fossas continuarão assim que passar essa semana fodástica de provas e trabalhos. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;beijos!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-1037114602581584486?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/1037114602581584486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=1037114602581584486' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/1037114602581584486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/1037114602581584486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2009/05/daniel-johns-fenomeno-mode-on.html' title='Daniel Johns fenômeno mode on.'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-4466793139582095359</id><published>2009-05-22T17:57:00.000-07:00</published><updated>2009-05-22T18:00:02.609-07:00</updated><title type='text'>Só o amor incompleto pode ser romântico.</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/ShdKhWYJqJI/AAAAAAAAAXs/2H_Kou9DywU/s1600-h/eu+1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338817820074027154" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 269px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/ShdKhWYJqJI/AAAAAAAAAXs/2H_Kou9DywU/s400/eu+1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;... E só os complicados podem ter uma grande história. Sim, vocês podem discutir comigo, mas é assim que acontece. É quando sentimos o amor que queima, aquele que dói, que se pensa sem querer pensar, que se tem a sensação de impotência, de não saber como sair daquela situação puramente subjetiva, aquele que se associa mesmo olhando pra uma parede pichada, sem muitos atrativos. Rola aquele lance de dependência sentimental sem soluções, e mesmo quando já estamos cansados daquilo tudo, mesmo depois de tantos causos, lágrimas, problemas, brigas, lembranças... ainda assim não se consegue largar. Se quer perto. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E não importa a ausência daqueles surtos momentâneos em que um já não olha mais pra cara do outro, bate o coração na mais reles aparição do mesmo, a respiração ofega, perde-se o jeito e não se sabe o que falar, mas fala, cuspindo palavras sem nexo de forma atravessada na garganta, palavras que nem ao menos consegue-se pôr em ordem, porque já não se pensa sensatamente na visão física daquela conversa. Na verdade, já não se pensa, porque se torna absurdamente difícil conversar com aquela boca, ali, na nossa frente. Bate a saudade... e então, já era a razão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O foda disso tudo é que as pessoas nunca sabem o que querem – só sabem o que NÃO querem. Por conseqüência, nunca se atinge a felicidade plena: o que se tem é uma busca constante, esperançosa e angustiante pelo relacionamento perfeito. Mas ele não existe. Deixemos de lado, portanto, essas diferenças. Temos que aceitar que a sociedade, mesmo nesse grau tão elevado de civilização, ainda não consegue ter relacionamentos maduros, completos e felizes, porque sempre se quer o complicado (mesmo que involuntariamente). Sente-se atraído pelo que parece difícil de chegar, pelo impossível ao nosso ver, pelo não-permitido e por tudo o que frustra as nossas expectativas. A regra geral é mesmo aquela: nada de expectativas. Tudo o que se cria expectativas dá errado, é fato. Então, viver sem pensar no futuro é a solução.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O amor quando se encontra... se encontra. Independente da forma que ele adquira. Esteja mundo, universo, Deus contra isso, de nada impedirá. Porque as coisas simplesmente acontecem. Não se tem culpa disso. E por mais que seja um amor conturbado, um amor intenso de altos e baixos, sempre irão se atrair. É algo que vai contra o nosso poder de escolha, queiramos ou não estar envolvidos, ele acontece, ainda que seja dividido em momentos. É o tipo de amor que não se esquece e que sempre permanecerá naquele pensamento obscuro do como seria. E é por isso que será sempre romântico... porque não pode ser completo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-4466793139582095359?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/4466793139582095359/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=4466793139582095359' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/4466793139582095359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/4466793139582095359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2009/05/so-o-amor-incompleto-pode-ser-romantico.html' title='Só o amor incompleto pode ser romântico.'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/ShdKhWYJqJI/AAAAAAAAAXs/2H_Kou9DywU/s72-c/eu+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-4744595701695888996</id><published>2009-05-19T00:01:00.000-07:00</published><updated>2009-05-19T00:05:23.763-07:00</updated><title type='text'>Mais uma entre tantas.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/ShJaDj2ro_I/AAAAAAAAAXk/Ud64N6pxsJ8/s1600-h/ai+que+sol+chato.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5337427525598159858" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 266px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/ShJaDj2ro_I/AAAAAAAAAXk/Ud64N6pxsJ8/s400/ai+que+sol+chato.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No entanto, estava ali e era assim que se via. Dizia “no entanto” contra a vontade, queria interpretar de uma forma que focasse para si, a qualquer custo, aquela atenção. Justo naquele dia, quando já havia decidido não mais prosseguir, quando todos os pontos finais já tinham sido demarcados e a relação amistosa que tentava se ter estava correndo como o programado. Mas então, lá vem ele, lá vem aquele coração que insiste em se debater quando já não é mais momento para tal. O engraçado é que ele começou de repente a retumbar aqui por dentro, de uma forma inoportuna, justo agora... justo agora que devia estar calminho, dormindo tranqüilo no seu aconchego habitual, sem muitas emoções. Aliás, lotado de emoções, mas ô coraçãozinho difícil de agradar. E se achava tão fácil de se relacionar... E era. Mas o que toca no fundo é raro e aquilo era real. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É um real meio imaginado, um pensamento surreal de querer estar perto, de sentimentos adiados - ou seria melhor, atrasados? - ou ambos, sei lá. O fato é que foi necessária uma força desumana pra se manter afastada de tudo aquilo. A vontade que se tinha era de se amar ali mesmo, uma sacanagem gigantesca de respirações, vontades, desejos, de se querer um beijo, uma noite junto, que seja. Não, não se esquece facilmente o que se diz. Se é que dá pra lembrar por trás de tanta bebida mascarando (ou desmascarando) nós dois parados como estátuas naquele sofá. Queria mesmo era passar a mão nos teus cabelos e ter te dado um abraço daqueles que não se fala nada (como tantos outros), um abraço silencioso cheio de significados, sentimentos desorganizados e um cheiro tão teu que fica difícil controlar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então, fico pensando cá com meus botões quando foi que isso potencializou. Talvez eu tenha mesmo essa mania de pensar demais e isso só me prejudica. Eu penso, penso tanto e, no fim, faço o que sinto, então de nada adianta. Chega de pensar. Hoje quero ter poucos pensamentos, todos muito pequenos. Quero ficar aqui nesse meu mundinho interno cheio de coisas interessantes pra se fazer, como pensar na morte da bezerra ou no quê vai ser o almoço de amanhã, por exemplo. Na verdade, tanto faz, eu só quero que me deixem. E se vierem falar comigo, peço-lhes desde já, vão embora, não sou tão forte quanto aparento (e nem tão indiferente quanto pretendo). Como diz Caio, não compreendo, não aceito e não perdôo mais a loucura. Ou melhor, quero mesmo é perdoá-la porque é nessa estrada que tenho andado a passos longos ultimamente, mas já chega. Não dá.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então, eu me retiro daqui à força, despretensiosamente, inesperadamente, até inocentemente.. e , de certa forma, necessária. Talvez não como deveria ter sido, mas pensando pelo lado bom, obriga a me afastar e é o que eu quero agora (mesmo se eu não quisesse), fico tão bem sem problemas pra pensar. Mas o que foi dito não se perdeu, nem apagou, pelo contrário. Que seja, pois, como há de ser, e eu aceito as minhas estradas predestinadas. Agora aproveita, está tudo em paz novamente. E bem, quanto a mim, “quando o sol novamente encontrar o meu sol, talvez no próximo verão, quem sabe daqui há setenta verões, também estarei partindo: completa”. Assim como você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-4744595701695888996?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/4744595701695888996/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=4744595701695888996' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/4744595701695888996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/4744595701695888996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2009/05/mais-uma-entre-tantas.html' title='Mais uma entre tantas.'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/ShJaDj2ro_I/AAAAAAAAAXk/Ud64N6pxsJ8/s72-c/ai+que+sol+chato.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-2973218048336863388</id><published>2009-05-13T22:01:00.000-07:00</published><updated>2009-05-13T22:06:45.369-07:00</updated><title type='text'>Quadros multicoloridos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/Sgulum9eMeI/AAAAAAAAAXc/HjRmxpFvpT4/s1600-h/Xadrez+2.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5335540403701428706" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/Sgulum9eMeI/AAAAAAAAAXc/HjRmxpFvpT4/s400/Xadrez+2.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Vejo a vida em multicores, que misturam, modificam e pintam sabores, criam artes abstratas e embelezam esse mundo preto-e-branco. Vejo a vida em multipeças, criando novos quadros a cada utensílio adquirido, são brilhos, bordados e paetês, um pedaço de jornal, uma tira de pano degradè, tudo se encaixa numa mistureba perfeita de entulhos, onde só os mais hábeis são capazes de admirar. É uma mistura assim diferente, que mesmo colorida, sente, que mesmo brilhosa, mente, que mesmo bonita, é carente. Passam convidados e avaliadores, um olhar de relance naquela obra-prima abandonada, passam direto e reto, percorrendo o trajeto dos pintores envaidados. Tais pintores que esbanjam exagero, esbanjam tintas, tralhas, temperos, mas esbanjam tanto, que estragam. São pintores prepotentes, exigem demais de tudo que é gente, querem pra si até o que já não se vende, querem porque não permitem que um entulho simplório multicolorido ofusque o brilho importado dos seus quadros. Não sabem que a beleza está longe do mostrar, e sim perto do ser, do saber, do conquistar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os laçarotes velhos e desbotados daquele entulho estão cansados, o paetê pouco brilhoso e a purpurina desfalcada são indícios do longo percurso percorrido, mas as cores... ah, as cores ainda estão ali, vivas, reluzentes. Aquele quadro vive, ele transpira, ele chora, ele quer atenção, ele tem raiva e tem amor. Então, um avaliador esquecido, deixado para trás, em todo seu visual também velho e desbotado, um visual cansado de procurar, encanta-se com os laçarotes encardidos da montanha de entulhos do quadro abandonado. É um tal de quero o quadro e o quadro, te quero avaliador, que ficou decidido: ambos foram feitos um para o outro. Os quadros extravagantes e prepotentes, ficam com seus avaliadores de malha fina e chapéu-coco, mas o entulho preservado prefere embelezar a parede humilde do rapaz descombinado e ofegante. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porque, nesse mundo, fica junto quem se identifica e se entende, seja quadro ou seja gente. Encontram-se os avaliadores (ou os quadros), quando não se é tão exigente, porque assim se distrai. De nada devemos esperar e muito menos desesperar, um dia todos hei de encontrar seus novos donos. Não há de ser nada o tempo quando se repõe em uma multicolorida e multifacetada vida tudo o que sempre se sonhou enquanto estava no prego pendurado da parede, digo-lhes, portanto, que há de haver paciência, pois cores é o que não faltam para pintar um pouco mais todos os quadros abandonados que ainda se encontram à espera de um novo comprador. Basta ver a vida em multicores. Basta ver a vida em multipeças. Basta criar e misturar de qualquer forma todos os materiais em mãos e expor na galeria mais uma arte abstrata rica de entulhos, sem medo dos convidados e avaliadores avessos, simplesmente sendo diferente nesse mundo pequeno ainda pintado de preto-e-branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-2973218048336863388?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/2973218048336863388/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=2973218048336863388' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/2973218048336863388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/2973218048336863388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2009/05/quadros-multicoloridos.html' title='Quadros multicoloridos'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/Sgulum9eMeI/AAAAAAAAAXc/HjRmxpFvpT4/s72-c/Xadrez+2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-9162504408796383449</id><published>2009-05-11T21:39:00.000-07:00</published><updated>2009-05-11T21:55:06.790-07:00</updated><title type='text'>Another World is possible.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SgkBJHUtdyI/AAAAAAAAAXU/md_6H4qm8qk/s1600-h/DSC06267.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334796489693427490" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SgkBJHUtdyI/AAAAAAAAAXU/md_6H4qm8qk/s400/DSC06267.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dia desses, inventei de ser fiscal de prova porque tava totalmente sem grana e necessitava fazer alguma coisa pra engordar as vacas, antes que meu pai tivesse um surto psicótico (Já que é quase impossível conseguir algo remunerado em biológicas, diga-se de passagem). Fui muito insegura no início e, claro, como tudo o que é novo na vida, aprendi a ser professora por um dia na marra e acabei vendo muitas coisas que me tocaram lá no fundo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Primeiro que o público que faz a prova do ProJovem – um programa de inclusão social do governo para pessoas que não concluíram o ensino médio – é extremamente humilde, muitos nem sabem ler (juro que isso é verdade). Tive que aprender a lidar com eles, pacientemente explicar (e reexplicar) como se marca o cartão - resposta, engolir desaforos de quem já foi muito baqueado pela vida e cuidar dos filhos de muitos das candidatas que realmente haviam se dedicado para a tal, mas que não tinham com quem deixá-los em casa para fazerem a prova. As crianças ficavam sentadas na carteira da mãe, outras choravam, corriam pela sala.. Assim a gente vê a realidade da maioria da população da cidade, um mundo totalmente diferente e gigante chamado periferia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segundo que ver a situação daquelas pessoas, daquelas realidades tão distoantes da minha, das suas roupas e cabelos mal cuidados, o descaso com os estudos de uns e a dedicação sofrida de outros, a pobreza escarragada na minha cara... dá um aperto no coração. É uma sensação de impotência absurda de se saber que dificilmente esse tipo de gente vai ter uma vida decente. Daí eu fico pensando.. Eu quando isso vai mudar? Nunca? As pessoas não ajudam, não procuram olhar o próximo, não se esforçam para modificar alguma coisa. São poucos os verdadeiros voluntários dispostos a dedicar um minuto do seu tempo para tentar mudar. E eu não falo de atividades filantrópicas para a satisfação pessoal dos falsos ricos voluntários.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É claro que tem seu valor a atitude de tentar fazer o bem ao outro, ainda que por um final de semana numa comunidade carente qualquer. Mas o que devemos pensar agora é em atividades que REALMENTE modifiquem o contexto da pobreza. Grandes projetos, grandes planos, procurar levar educação à população, ensiná-los a cuidar da higiene, de si próprios, tentar estimulá-los a crescer, a procurar ser alguém na vida... ou ter uma vida digna, pelo menos. Mas isso é assunto de quem entende de política e sabe pôr em prática tais idéias, não para uma mera estudante de Odontologia que nem eu. São apenas pensamentos que, às vezes, me incomodam. E estou falando tudo isso pelo que aconteceu comigo hoje.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não foi a primeira vez que ganhei presentes de pacientes, mas a forma com que eles procuram lhe agradecer da maneira que eles podem é o que denota em letras garrafais a carência de atenção que essas pessoas possuem. É possível ver no sorriso forçado de cada um, após uma extração dentária à 3 porradas num interiorzinho sem nenhuma infra-estrutura, os traços marcados pelo sofrimento, uma submissão declarada ao sistema, a aceitação de que aquele procedimento tão esdrúxulo é o maior luxo que pode-se ter, por que cessa a sua dor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pessoas que estão acostumadas com o descaso com seus problemas, que já não acreditam que são capazes de melhorar; pessoas que simplesmente se submetem ao pior por falta de opção, que não têm vaidade ou que passam por cima dela por pura obrigação; São pessoas que desenvolvem dois tipos de sentimentos que destroem cada vez mais o mundo e as possibilidades de paz existentes nele: a conformação e a auto-defesa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uns se conformam com a condição subumana na qual são submetidos e simplesmente aceitam isso, viram empregados, escravos, sempre dependentes, sempre de cabeça baixa, nascem pobres e morrem pobres, nascem e morrem sem serem sequer notados. Outros adquirem a reação de auto-defesa, são aqueles que vão contra o sistema, que se revoltam , indignam, lutam de diferentes formas contra essa submissão imposta. Desta última, surgem os marginais, os ladrões, os seqüestradores, os assassinos. Mas também podem surgir os obstinados, aqueles que, aos trancos e barrancos, de ônibus, uma sandália surrada e uns livros usados embaixo do braço, chegam “lá”. Mas esses... são poucos. Pouquíssimos. Assim como pouquíssimos são os que se mantém na nossa elite confortável e bem remunerada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Óculos de grau de paciente vendedora, antenas parabólicas feitas de arame do paciente do interior, queijo do Marajó de paciente empregada doméstica, biscoitos de paciente doceira, mensagem no dia do meu aniversário agradecendo pelo atendimento.. e, hoje, uma blusinha linda personalizada feita pela própria paciente (e tenho um amigo com galinhas no quintal dele). Não, isso não é reconhecimento de trabalho (por enquanto, cabe aos meus professores esse tipo de reconhecimento). Isso é demonstração de carência do que muito falta à esses pacientes: cuidado e atenção.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando alguém lhes trata bem ao menos por 1 hora, lhes dá um sorriso, faz uma graça e lhes diz o quanto seus dentes estão bonitos é uma surpresa. Eles se surpreendem porque esquecem que merecem tanto quanto eu e você. Esquecem que são gente como a gente e que o fato de terem menos papéis-moeda nos bolsos não diminui em nada o seu direito ao bem estar geral do ser. Esquecem porque foram esquecidos. Mas eu não os esqueci. Desses, eu cuido com todo o prazer, só para localizá-los no mundo como pessoas tão merecedoras quanto qualquer outra a ser feliz, a sorrir, a ter saúde, educação, um bom tratamento, a inclusão social. Esse é um direito, efetivamente (e eu nunca disse essa palavra de forma tão enfática) à vida. E eu ainda acredito. Acredite você também, afinal, se ninguem acreditar, quem vai? Um outro mundo é possível. É possivel sim. Pelo menos é assim que eu prefiro pensar. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-9162504408796383449?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/9162504408796383449/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=9162504408796383449' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/9162504408796383449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/9162504408796383449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2009/05/another-world-is-possible.html' title='Another World is possible.'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SgkBJHUtdyI/AAAAAAAAAXU/md_6H4qm8qk/s72-c/DSC06267.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-6152697456104996893</id><published>2009-05-07T15:40:00.000-07:00</published><updated>2009-05-07T15:45:12.702-07:00</updated><title type='text'>Fazendo a faxina</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SgNkWXecypI/AAAAAAAAAXA/jsAe1cq4fak/s1600-h/DSC03010.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5333216719158430354" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SgNkWXecypI/AAAAAAAAAXA/jsAe1cq4fak/s400/DSC03010.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tira a mesa, derruba esse prato vazio que insistes em manter no teu jantar solitário à luz de velas. Porque não consegues ver o que te rodeia? Eu me escondo por trás da moita e analiso através da tua janela de vidro todos os teus passos. Você sabe, sabe que isso vai passar. O tempo de querer morrer já ruma para o fim. Sim, eu também já quis morrer. Já jantei muitas vezes, servindo o melhor prato que meus dotes culinários são capazes de fazer, com a mesma luz de velas que te pertence e não só com um, mas dois pratos vazios. Muito já tentei me desvencilhar deles, talvez por isso, hoje em dia, eu esteja tão avessa à novas louças.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segura na vassoura, faça a faxina na casa, ainda está meio suja, meio soturna. Que quadros são esses que continuam pendurados? Eu sei que nunca gostaste deles mesmo. Então, decidido, tira todos eles também. Chega de ter que agüentar o que não agrada por pura dependência sentimental. O costume impregna. E impregna de tal forma que, às vezes, fica difícil diferenciar o que é comodismo e o que é amor. Há uma linha tênue entre esses dois que é o grande culpado por impedir o término de algo que já se foi há muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agora arruma tudo, coloca as almofadas no lugar, ajeita o tapete, a cama desarrumada, a cozinha, o banheiro com os restos de cabelos ainda caídos no chão. E vai tirando toda a poeira, tudo o que agora te dá alergia, o que antes você não via e agora repara, passa o pano nesse pó nocivo à tua saúde. Pra quê manter, se você pode impedir. Quero te ver assim mesmo, cansado e farto de tanta tralha jogada pelos cantos, olhando de forma real pra feiúra permitida que se instalou no ambiente, uma feiúra tal que dá vontade de beijar a parede e dizer “me desculpa, casinha, por ter te abandonado todo esse tempo”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E na hora de guardar tudo em caixas é quando bate a nostalgia das lembranças já vividas por ali. Normal, quando se desvencilha de algo que esteve presente por um período longo de tempo e, de repente, removemos de lá. Os momentos vêm em recaídas durante alguns longos dias, fazendo com que olhes para a parede sem aqueles quadros, lembrando da procedência daquela cama desarrumada, imaginando de quem são os cabelos jogados no banheiro e se um dia ainda terás alguém pra dividir contigo a tua comida à luz de velas. Mas, calma, isso passa. E o primeiro passo já está sendo feito. Não temas colocar essas caixas no canto do lixo fora de casa. Ao retornar pra dentro, verás o ambiente limpo e novo que tranformaste para agradar a única pessoa que deixaste de lado nessa bagunça temporária: você mesmo. Era mesmo quem deveria agradar! Afinal, se não agrada, se te consome por inteiro estar ali, não pode-se chamar de lar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por fim, quando todos os objetos já estiverem em seus devidos lugares, quando os quadros já não te fizerem mais falta, quando não sentires mais o cheiro do travesseiro e as flores do quintal voltarem a nascer, abre a janela e deixa a luz entrar. Deixa eu me mostrar pra ti como essa lua que ilumina a tua sala de jantar. Estou aqui há tanto tempo observando os teus passos trôpegos rumo ao reviver. E te garanto que isso só demorou porque não sabes a força que tens. Te escondeste por tempo demais atrás daqueles cabelos prepotentes que insistiam em tomar as rédeas e te diminuir. Não, aquele não é você que conheço. Você é o ser lindo que está aqui e agora na minha frente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Portanto, me permita tirar a louça novamente. Eu faço o jantar com a melhor das minhas receitas e você arruma a nossa mesa da forma mais completa possível. Mas põe tudo dessa vez: talheres, pratos, copos, guardanapos, um rosa em um vaso e a tal das velas. Compra o vinho, vamos brindar à nossa alegria. E à meia noite, sob a luz do luar, após vários brindes e muito blábláblá facilitado pela nossa sintonia, a gente apaga as velas e muda de lugar. É quando finalmente me permites bagunçar aquela cama, renovar os teus quadros e deixar os meus cabelos no chão do teu banheiro. É quando começas a permitir de boa vontade as mudanças no ambiente que agora é só teu, mesmo com medo que mexam na tua decoração. Mas não tema a mim. Assim como você, também tenho medo. Aliás, vamos deixar isso pra lá. O medo afasta possibilidades de amor e nos mantém em eterna dúvida de como seria. Então, aproveitando essa lua, me beija de novo (mais umas várias vezes), me abraça apertado e vamo bagunçar essa cama outra vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-6152697456104996893?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/6152697456104996893/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=6152697456104996893' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/6152697456104996893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/6152697456104996893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2009/05/tira-mesa-derruba-esse-prato-vazio-que.html' title='Fazendo a faxina'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SgNkWXecypI/AAAAAAAAAXA/jsAe1cq4fak/s72-c/DSC03010.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-3250381639749831374</id><published>2009-05-06T02:11:00.000-07:00</published><updated>2009-05-06T02:13:14.616-07:00</updated><title type='text'>A Bailarina e o palhaço</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SgFUmG4wNJI/AAAAAAAAAW4/ModmleJs4GQ/s1600-h/palha%C3%A7o.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332636447443793042" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SgFUmG4wNJI/AAAAAAAAAW4/ModmleJs4GQ/s400/palha%C3%A7o.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tudo culpa desse palhaço, um boneco vivo pintado de branco e vermelho que nunca tive o prazer de ver nos palcos (da vida). Chegou como se não quisesse nada, com toda a sua sede pelo filantrópico, com grandes objetivos relacionados ao Fórum e, num piscar de olhos, conseguira criar laços afetivos com uma família magicamente paraense. A determinação explícita pelo independente, as crenças muito bem afirmadas, o jeito impositivo e paradoxalmente doce de expor as idéias fez dele alguém que marcou por aqui. Talvez ele fizesse mesmo parte desse teatro, desde que pisou os dois pés no seu tão amado mundo mágico de Oz, tamanha simplicidade que carregava e que encantava os outros sem perceber.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O cavanhaque mal aparado e o modo de falar pausadamente articulado já me deram uma idéia da figura ímpar que fui apresentada naquele lugar. Só não esperava que a consequência do encontro com um estranho fosse perdurar na minha vida de forma intensa... em mudanças. Outro dia, alguém me fez lembrar dele quando falava algo sobre acasos e os incríveis atalhos criados na nossa vida por pessoas que nunca imaginamos. Encontros eventuais mesmo, modificações causadas por alguém que passou e foi embora, que disse alguma frase marcante, que abriu os horizontes de alguma forma. E foi isso que ele causou em mim.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aliás, até hoje ainda não consegui me libertar dele. Isso porque ele me incluiu num ambiente à parte que muito parecia transparente aos olhos meus, e não tão cheio de cores, cheiros e sons. Talvez ele não tenha nem idéia disso e, se algum dia ler essa pequena declaração encantada, pense na minha mania de sempre hiperbolizar as coisas. Mas ele não sabe disso. Espero ansiosamente pela tua volta, palhaço. Se umas poucas horas foram capazes de desencadear um infinitésimo número de acontecimentos, quiçá uns dias a mais do começo ao fim seguindo os teus passos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E no meio desse turbilhão de mudanças, eu aproveitava os segredos do mundo, os quatro cantos de tudo, deitada diante do Mar (metaforicamente proposital). Caminhei por entre as ruas obscuras das novidades e descobri um vasto universo de possibilidades, minhas experiências contidas, o meu alter-ego escondido. Ainda culpa do boneco... vestido de saia colorida e colete, com um sorriso pintado quase debochante e um violão. Por tua causa, tornei-me bailarina desse teu espetáculo, me fiz poesia e música, coloquei minha saia rodada e dancei nas pontas dos pés com toda a delicadeza que pude movimentá-los pelos frágeis pedaços de madeira desse teu palco desconhecido.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Contigo, eu pude vê-lo de perto (sim, o outro). Aprendi a lidar com o natural inclassificável e com as palavras infaláveis. Valorizei o adeus, ainda que seja doloroso, pelo simples fato de romantizá-lo e imortalizá-lo num futuro qualquer. Abri os olhos para o governo que tolhe o mundo artístico e indignei com o fato de quererem proibir a livre veiculação dos projetos autorais. Admirei com ternura um animal sem ser bicho-humano e potencializei a minha paixão pela sua inocência ignorada. Aprendi a ser mais humilde, a encarar igualmente o dito famoso, a deixar de lado o orgulho idiota adquirido nessa cidade provinciana. Excluí totalmente, pela primeira vez, os meus pré-conceitos e abri as portas para a criatividade aflorar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não é só porque tu és tu que te digo essas coisas, palhaço. Te digo, principalmente, porque foste a inspiração para descobrir-me, o inesperado que modificou tudo. Aqui, foste o diferente, tão igual na cidade grande. E, mesmo em Oz, que deve ser com certeza maior do que este lugar, ainda és figura ímpar, o soldadinho de chumbo sem perna, porque é único. Me encantam as tuas poesias, as tuas músicas e as tuas histórias. E todos os teus resquícios me fazem agradecer inconscientemente pelo que deixaste. Parece exagero? Não é. Porque tudo modificou de verdade desde aqueles dias. Tudo foi para um patamar consideravelmente melhor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Portanto, obrigada palhacinho, por me incluir no teu espetáculo. Obrigada por me deixar dançar e rodopiar neste chão despencando, por me ensinar a tua coreografia, uma bailarina ainda meio tímida que despertou pra essa dança, que mexe e se remexe nesse ritmo tranqüilo de se levar a vida. Dois passos pra frente e um pliè, as mãos ao alto, um giro e um bem estar feliz de me ver fixando as sapatilhas neste teatro tão mágico criado por ti.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-3250381639749831374?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/3250381639749831374/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=3250381639749831374' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/3250381639749831374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/3250381639749831374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2009/05/bailarina-e-o-palhaco.html' title='A Bailarina e o palhaço'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SgFUmG4wNJI/AAAAAAAAAW4/ModmleJs4GQ/s72-c/palha%C3%A7o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-6926333189466407594</id><published>2009-04-28T21:13:00.000-07:00</published><updated>2009-04-28T21:15:57.271-07:00</updated><title type='text'>Ser ou não ser. Eis a questão.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SffUb_Qg37I/AAAAAAAAAWw/vLGlerbaw38/s1600-h/DSC08005+copy.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329962261318524850" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SffUb_Qg37I/AAAAAAAAAWw/vLGlerbaw38/s400/DSC08005+copy.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Calma, este não é mais um veículo de comunicação alardeando sobre a gripe suína e as atitudes tomadas pelo governo para combatê-la. A foto de hoje está propícia pelo simples fato do assunto predominante do dia ser justamente o meu curso: Odontologia. Diferente das crises de todo o fim de semestre, dessa vez a crise pintou, em nível médio, no meio do curso. Isso porque a rotina têm sido extremamente cansativa. E justo agora que já estava mais adaptada (e conformada) com o meu futuro de dentista, alguém me aborda e me diz “Iana, tô em crise, quero largar o curso, que eu faço?”. Caramba... me responda você.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando eu era pequena, e disso eu lembro muito bem, tive uma babá (Sissi, amo você) que foi quem introduziu o meu primeiro contato com o mundo das artes. Foi com ela que aprendi a desenhar minha primeira boneca, ter as primeiras noções de roupas, de corpo, de detalhes, de cores e moldes. Sempre fui fissurada por desenhos, pinturas e trabalhos manuais em geral. E passava horas e horas desenhando roupas diferentes, lendo revistas de moda, acompanhando desfiles... era tudo muito lindo. Um mundo deslumbrante que muito me parecia distante.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando não eram os desenhos, era um hobby qualquer que eu inventava pra suprir essa minha necessidade constante de estar sempre fazendo alguma coisa. Pior do que dormir o dia inteiro (sim, eu detesto perder o dia dormindo), é ficar o dia todo sem fazer absolutamente nada. Então, eu inventava moda, curtia fases de empolgação com vários tipos de atividades, desde cozinhar acompanhada do Almanaque de Culinária da Mônica até tentativas frustradas de pintar o quarto de Van Gogh (vergonha eterna, até hoje a mamãe insiste em pendurá-lo na parede).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E dentro deste mundo de imagens, pincéis, lápis e desenhos, eu escolhi a estabilidade. Cheguei a passar em design, mas entre a “certeza” da estabilidade odontológica e a incerteza da carreira de designer, optei pelo primeiro. Sem dúvidas, é o tipo de decisão que nos dá um dispêndio extra de energia. São dias, semanas, meses, anos pensando e, ainda assim, na hora de decidir, nunca se sabe ao certo se é aquilo mesmo que se quer. Eu digo isso dos indecisos, como eu. A única coisa que sei sobre mim é que é isso que eu sei fazer de melhor. E isso muito me influenciou na hora de escolher a Odontologia.. trabalhos manuais + futuro certo + dinheiro. Era o que se passava na hora.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tenho muito medo de, no futuro, olhar pra trás e ver que poderia ter mudado minha trajetória desde o início. Mas tinha que ser assim. Vou me formar, vou seguir carreira da melhor forma possível, continuar me dedicando como sempre me dedico quando foco em algo e, quem sabe, mais pra frente, quando já tiver meu próprio dinheiro, o meu hobby não se torne a minha profissão? Eu tenho certeza que é isso que vai acontecer. E daí vocês vão conhecer uma lojinha multicolorida e uma dentista-escritora-estilista muito feliz por trás do balcão vendendo suas próprias criações.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aí eu quero tanta coisa... Quero abraçar o mundo com os meus pequenos braços, quero ir embora daqui, viajar, conhecer novos lugares, pessoas diferentes, ver arte, ver moda, ver cultura, ler todos os livros, abraçar causas... a minha sede pelo novo é tanta que, às vezes, eu esqueço que os meu braços são pequenos e não conseguiriam segurar tudo isso de uma vez. O jeito é esperar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Esperar, esperar, esperar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguir em frente mesmo e se estabelecer na vida..&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Só não sei até quando.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E espero que seja logo. Estou ansiosa...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas enquanto não rola, já sabem, doutora Iana Barretto, protesista ou especialista em DTM, na área daqui há uns 4 anos. Garanto que não vou decepcioná-los. Rs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-6926333189466407594?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/6926333189466407594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=6926333189466407594' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/6926333189466407594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/6926333189466407594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2009/04/ser-ou-nao-ser-eis-questao.html' title='Ser ou não ser. Eis a questão.'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SffUb_Qg37I/AAAAAAAAAWw/vLGlerbaw38/s72-c/DSC08005+copy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-8861189850475749512</id><published>2009-04-26T12:06:00.000-07:00</published><updated>2009-04-26T12:07:46.967-07:00</updated><title type='text'>Ai mardito domingo</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SfSw970ZBQI/AAAAAAAAAWo/mL0NpWuIde0/s1600-h/foto+35.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329078837162083586" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 265px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SfSw970ZBQI/AAAAAAAAAWo/mL0NpWuIde0/s400/foto+35.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Decência. Hoje vou ser decente. Nada de soltar a franga, despirocar, jogar tudo pro alto, esquecer da vida. Ai domingo, porque você é domingo. Não deviam existir as melhores saídas nesse dia. Sei lá, as programações nessa cidade tão meio malucas. Plena noite de sábado e nada de interessante pra se fazer a não ser pular de bar em bar, sempre na morte do lugar, tomando a expulsadeira e, depois, casa. Já não sei se eu queria que todos os dias fossem quinta ou domingo. Talvez quinta, domingo e o tal do sábado mesmo, que é pra descansar. Porque o resto é responsabilidade, então nem se fala. Mas quinta e domingo... São incríveis. Mesmo que o lugar esteja Cri. Crizaaaaaaaaaço (/interna). Então deixa pra lá. Vou sair logo que é pra aproveitar bem esse domingo longe da TV. Mas como disse.. de forma decente dessa vez (que coisa chata).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-8861189850475749512?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/8861189850475749512/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=8861189850475749512' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/8861189850475749512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/8861189850475749512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2009/04/ai-mardito-domingo.html' title='Ai mardito domingo'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SfSw970ZBQI/AAAAAAAAAWo/mL0NpWuIde0/s72-c/foto+35.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-1906136029385038558</id><published>2009-04-25T08:13:00.000-07:00</published><updated>2009-04-25T08:19:54.463-07:00</updated><title type='text'>Finalmente.. foi.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SfMp6Zi8GAI/AAAAAAAAAV8/6WNRxRW9fWM/s1600-h/DSC06575.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328648867376011266" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SfMp6Zi8GAI/AAAAAAAAAV8/6WNRxRW9fWM/s400/DSC06575.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E foi contando os quadrados do chão, querendo uma formiga andando no meu pé pra acompanhar a trajetória e puxando um assunto qualquer para desconcentrar que fiz essa tatuagem. CARA, QUE DOR. Pari. Vi Jesus. Tive flashbacks. Me vi, nascendo, CDF na infância, malaca na adolescência, passando no vestibular, atendendo meu primeiro paciente. Pensei que fosse morrer de dor, mas sobrevivi e hoje sou uma menina tatuada. Yeah. E valeu muuuuuuito a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não só pela "liberdade" que o pássaro significa, não só pelo desenho maravilhoso do Tinico (um tatuador megalosafo de SP que eu peguei o desenho), não só pelo bom trabalho do Maionese (um tatuador do estúdio do Ronny, que também caprichou), como pelo momento que passei com as melhores companhias do mundo, como não poderia deixar de ser: meu mano e minha mana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Irmãos, vocês são demais. Além do que eu imaginava, cúmplices, meus melhores amigos. São as pessoas que jamais me deixariam na mão e sempre me protegeriam de qualquer coisa (ainda que eu seja a mais velha). AMEI nossos momentos marcados a agulha e tinta. Amei as nossas fotos, a minha lembrança e a marca registrada na minha pele.Amo vocês demais, além da conta. Não sei como seria aguentar uma dorzinha daquelas (ô, que delícia) sem vocês pra me dar um apoio moral... ou uma má influência. E mesmo quando ele falava "Agora aguenta tua onda, mulhé" e eu sabia que vinha facada, eu tentava me distrair olhando pra vocês e vendo o quanto nós três somos feitos um para o outro. Com todas as diferenças e atritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque a minha sandáia dourada combina com a sua havaiana azul, e a sua havaiana com o all star preto de cano alto dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a minha patyzice, com o seu punkzismo, e o seu regguismo com o nosso amor por tudo isso.AMO demais da conta, meus maninhos. Amo demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-1906136029385038558?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/1906136029385038558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=1906136029385038558' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/1906136029385038558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/1906136029385038558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2009/04/finalmente-foi.html' title='Finalmente.. foi.'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SfMp6Zi8GAI/AAAAAAAAAV8/6WNRxRW9fWM/s72-c/DSC06575.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-3203750689864539284</id><published>2009-04-21T09:06:00.000-07:00</published><updated>2009-04-21T11:27:16.568-07:00</updated><title type='text'>Diálogos Improváveis - Parte III</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/Se4P92TJ4PI/AAAAAAAAAV0/VH6F0GgEf9Q/s1600-h/eu+e+bruno.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327212964448166130" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 268px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/Se4P92TJ4PI/AAAAAAAAAV0/VH6F0GgEf9Q/s400/eu+e+bruno.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/Se3wJLCS2wI/AAAAAAAAAVs/f0udOlm2c7o/s1600-h/eu+e+blue.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Noite de sábado, péssimo dia, falando com o Bruno no telefone antes ir pro Cosanostra.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Ainda tas em casa? Vou aí te esperar. Depois a gente deixa o carro da mamãe em casa e vamos no teu.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Não Mellow, melhor tu ires direto pro Cosa, se vieres pra cá vais te perder.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Pô, Blue. Isso que dá ter amigo jurunense. Não vou não, é só me explicar direitinho. Tô aqui na José Malcher, como vou praí?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- (suspiro) Tá, seguinte, sabes o prédio do Marco?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Sei.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Tu pegas essa rua, que é a Serzedelo e vai com caralho até o finalzão. Depois tu viras à direita, passa a Padre Eutíquio e vira na próxima à esquerda. Depois tu passas dois quarteirões, aí acho que já vais saber te localizar.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Tá, tá bom, tô a caminho já.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Mas ainda acho melhor ires direto pra lá.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Já te falei que NÃO. Quero ir contigo, to indo, beijo, tchau. (tu tu tu)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Em pensamento: Hummm... Serzedelo.. tchurutchuru.. I lost myself... i lost my self… adoro Radiohead.. karma police.. adorei essa musica.. oooohhh I lost my self, I lost my self… Agora dobro à direita.. Padre Eutíquio.. e na próxima.. a.. direita. Epa.)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Ok Bruno, me perdi. Acabei de entrar na contramão de uma rua, onde eu tô?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Puta merda, sabia. O que fizeste?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Passei a Padre Eutíquio e dobrei à direita.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Eu disse esquerda.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Sério? Rêrêrê. Tá, vou dar o balão. Já te ligo. (tu tu tu)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;(Humm.. já vi esse prédio antes.. é só voltar e.. pronto.. detesto pegar contramão. Viro aqui.. aqui... aqui... e.. ... ? ... ????? ..... Onde eu to? )&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Blue, amigo..&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Egua, já te perdeste de novo?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Perdi. Fui dar o quadrado e de repente me confundi com as ruas agora não sei onde eu to.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Cara, era apenas um quadrado.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Peraí.. acho que to reconhecendo esse prédio. .. .. .. Rá, achei a rua. Tá, então eu entro aqui na Pariquis , passo 2 quarteirões e aí me localizo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Tá, qualquer coisa liga, mas começo a ficar preocupado.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Relaxa, não tem erro agora.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;(“Karma police, I’ve given all I can, it’s not enough”.... primeira.. Olha, o prédio do cachorro que curzou com a Hanna.. segunda.. deve ser por aqui.. humm... num to é reconhecendo nada.. Mas esses dois prédios eu já vi antes. Será que não é aí que a Amanda mora? Acho que é. Merda. Odeio essas ruas com nome de índio.)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Bruno, porra, cadê tua casa? Acabei de passar por 2 predios de esquina, mas não me localizei aqui, onde eu viro, meu Deus?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Calma, se já passaste por 2 prédios estás pertíssimo daqui de casa.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Sim, e ai, vou reto?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Que rua tu tas?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Na Pariquis. Tô na pariquis!!!! Vou reto ou não, fala logo to ficando nervosa.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Olha a minha casa é na São Miguel entre Apinagés e Tupinambás. Esses 2 prédios, se eu não me engano, são na Apinagés. Tenta achar a São Miguel aí, mas senão, vira na próxima que encontrares à direita, tenta achar a Padre Eutíquio e vai te embora pra casa!!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Tô indo reto, demoraste muito, tá escuro, to passando aqui por uma Roberto Camelier.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Serio?? Depois da Roberto Camelier já vais achar a São Miguel.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Tá, tá, to começando a ficar irritada, tchau.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;(“This is what you get, this is what you get”... Porra. Roberto Camelier... CADE A PORCARIA DA SÃO MIGUEL, CARÁIO? Rua Honório da gama sei lá o que.. Rua Monte Alegre.. aí meu Deus.. ONDE EU TOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO?)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- BRUNO CADE A PORRA DA SÃO MIGUEL, MERDA, TO PERDIDAÇA, TO COM MEDO, QUE RAIOS É MONTE ALEGRE?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Egua Mellow... boa pergunta.. (risada nervosa).&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Egua não me fala isso. NÃO ME FALA ISSO. Onde eu tô bruno, pelamordedeus!!!!!!!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Calma Mellow, tas me deixando nervoso, o que tu fizeste?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- EU VIM RETO PELA PARIQUIS!! TÔ QUASE NO FIM DO MUNDO DA PARIQUIS E TODAS AS RUAS PARECEM NÃO PODER DOBRAR PRA DIREITA!!!!!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- CALMA Mellow, calma, vou sair de casa AGORA pra te buscar onde quer que tu estejas.&lt;br /&gt;(“This is what you get, when you mess with us..”)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Eu vou parar aqui!!! Eu vou parar, não quero mais me distanciar de tudo!!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- TU É DOIDA??????? PARAR NO MEIO DO JURUNAS 1 HORA DA MANHÃ? NEM PENSAR!!! A NÃO SER QUE QUEIRAS SER ESTUPRADA!! Vai andando aí, mas não pára!!! Tô indo aí, to indo aí.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Aaaaaaaai Brunooooooo, não desliga comigo, as casa já estão ficando todas de madeira, tem umas pessoas estranhas paradas nas esquinas, eu não consigo achar ruas que dobram a direita e todas parecem ser becos, eu vou choraaaaaaaaaaaaaaaaar... (Início de um choro)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;(“And for a minute there..”)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- EGUA MELLOW CARALHO, te falei pra não vires pra cá!!! Tô indo aí!!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- PÁRA DE ME BRIGAR, AGORA NÃO ADIANTA!! Egua, essa rua não .. acaaa...baaaaaa..... (soluçando) , eu quero ir pra casaaaaaa.. (soluçando muito).. to com medo blueeeeeeeeeee........ to com meeeeedooooo....&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;(“I lost myself, I lost myseeeeelf...”)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Tô saindo de casa, te acalma, só não vai dobrar mais em lugar nenhum pra não te perderes!!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- NÃO DESLIGA COMIGO, ainda não saíste de casa???? PORQUE AINDA NÃO SAISTE DE CASA??? PORQUE NÃO ESTÁS NO CARRO JÁ DROGA????????? Eu só quero achar a Padre Eutíquio agoraaaaaa.... Tõ na frente de uma paróquia que nunca vi mais gordaaaa...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Porra mellow, queres que eu saia de cueca?? Tô saindo já!!!!!!!!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Não importa, vem pelado, mas vem logo, por favor!!!!!!! Pera, tem um carro aqui vindo no sentido contrário. Vou dar a volta e vou seguir!!!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Isso, dá a volta, melhor, pra não te afastares mais!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Pronto. Passando pelas bikes.. pelas pessoas na esquina.. tô seguindo esse gol eternamente !!!! Se ele for pro gueto, eu vou pro gueto!!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Vai, vai reto mesmo de volta na Pariquis, e mesmo quando não for mais 2 mãos, pega a contramão que vais achar a Padre Eutíquio.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Tô indo... carambaaaa!!!! Eu já tinha ido muito pro fim do mundo. A rua não acaba!!! (“And for a minute there, I lost myself, I lost myself ..”) AH DROGA DE MÚSICA, já tô me achando!! (diminui todo o volume).&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Então mellow, eu vou..&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Tu não vais nada!! Continua no telefone comigo. Tô pegando a contramão já na Pariquis.. ROBERTO CAMELIER!! Que eu faço?? Dobro aqui??? DOBRO AQUI???&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Não! Continua na contramão.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;-Não dá! Tem mil carros vindo, não tem como pegar aquela contramão! Dobro aqui?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Tá, dobra, dobra!! Tenta achar a Padre Eutíquio agora!!! Vai me falando o nome das ruas!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Egua blue, EU NUNCA MAIS VENHO NA TUA CASA. NUNCA MAIS!!! Essas drogas dessas ruas não tem nome! Merda de bairro. Merda de ruas com nome de índio.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Epa. Blue. Tô vendo o hemopa. HEMOPA , BLUE!! HEMOPA!!!!!!!!!!!!!!!! RÁRÁRÁRÁ.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- HEMOPA??? HEMOPA PORRA!!!!!! HEMOPA PORRA!!!!!!! RÁRÁRÁRÁRÁ!!!!! PEGA, CARALHO!!! ACHASTE A PADRE EUTÍQUIO, PORRA!!!!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- EU TÔ EMOCIONADA, SNIF, ACHO QUE VOU CHORAR!!!! SOU MUITO SAFA, CARA. TÔ DOBRANDO NA PADRE EUTÍQUIO. TCHAU BLUE, ODEIO A TUA CASA, A TUA RUA, O TEU BAIRRO, TCHAU, NUNCA MAIS VOU FAZER ISSO DE NOVO.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;-Agora vai direto pro Cosa que depois eu vou pra lá!!! Tchau mellow!!!!!&lt;br /&gt;(Chega de Radiohead.. “Estamos indo de volta pra caaaasa...”)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;....&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;E o safado nem foi pro Cosa. Te odeio, Blue. Tu e as tuas ruas com nome de índio.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-3203750689864539284?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/3203750689864539284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=3203750689864539284' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/3203750689864539284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/3203750689864539284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2009/04/noite-de-sabado-pessimo-dia-falando-com.html' title='Diálogos Improváveis - Parte III'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/Se4P92TJ4PI/AAAAAAAAAV0/VH6F0GgEf9Q/s72-c/eu+e+bruno.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-7070948360811451850</id><published>2009-04-17T16:45:00.001-07:00</published><updated>2009-04-17T16:47:58.949-07:00</updated><title type='text'>Praia afrodisíaca</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SekVCnc2-xI/AAAAAAAAAVk/kOIgn5B1t1Q/s1600-h/eu+3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5325811169036270354" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 267px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SekVCnc2-xI/AAAAAAAAAVk/kOIgn5B1t1Q/s400/eu+3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora que eu já estava decidida a te esquecer, te encontro aqui, nessa praia. Quase uma praia deserta, se não fossem por aqueles vendedores de côco perto do mar e aquele barbudo fazendo algo ilícito por trás da tua maloca. Te chamo pra dar uma volta e você com prazer aceita. Gostei, gostei da expressão do teu rosto. Eu que achava que já não me querias mais (se é que já me quiseste algum dia). Mas esquece essa parte, vamo continuar andando. Como sempre, a nossa conversa flui fácil e sem tropeços, incrível a nossa sintonia. Porque, sei lá, quando a gente se fala, mesmo uma coisa habitual, a gente se deixa levar além dos limites do convencional, dizendo coisas pessoais e singulares. Uma mistura de banalidades com profundidade, sabe como é? As inutilidades que a gente fala nos torna mais íntimos, dando a impressão de termos passado todos esses anos convivendo. Até o nosso silêncio não incomoda e essa história do silêncio não-incomodante muito me localiza no grau da relação, no caso da nossa, um grau elevadíssimo. Tá vendo, depois fica aí tentando entender porque de repente me obcequei por você. Não fica sem graça não, já conheces esse meu jeito ativo de chegar no ponto. Deixemos rolar, não tenho pressa. Quer dizer, AGORA não tenho pressa, porque quando te encontrei tudo o que eu queria era estar do teu lado, mas me afastaste tão bruscamente do teu mundo que, creu, me apaixonei. Incrível isso, parece fórmula secreta. A gente só gosta das coisas mais complicadas. Na verdade, aquilo não foi uma paixãããão, daquelas desesperadoras. Foi mais uma espécie de amor inventado, nas palavras do Cazuza mesmo. Eu inventei esse amor por pura vaidade. Esse teu jeito meio apático, meio indiferente pra tudo, inclusive pra mim, me fez te querer a qualquer custo. Um jeito muito sossegado e para si que me atraiu profundamente, me fazendo querer participar daquilo tudo, entende? Eu queria aquela paz toda que exalavas pelos poros. Tu pareces ter nas questões espirituais uma quase fria objetividade, uma segurança de pensar e de saber que só possuem os homens verdadeiramente espirituais, que carecem de toda ambição, que nunca desejam brilhar ou persuadir aos demais e nem arvorar-se em donos da verdade, por isso passei a te admirar. E estar andando descalça aqui contigo, nessa paisagem propícia para conversas desse tipo, com esse sol se pondo e apenas nós dois totalmente alheios ao que nos rodeia me deixa feliz. Feliz de saber que tudo voltou ao normal e que não te fechas mais pra mim por causa das minhas investidas. Sim, porque tudo mudou depois daquela noite, eu senti isso de uma forma bem forte, cheguei até a me arrepender em algum momento numa tarde qualquer por ter estragado algo que seria quase perfeito. Não digo perfeito porque pessoas perfeitas nunca são suficientes, então seria uma relação imperfeitamente perfeita, você consegue acompanhar o que quero dizer? Mas agora que a gente está assim, nesse lance de sinceridade, me diz o que você está fazendo segurando a minha mão? Parar aqui.. porque? Tudo bem, desculpa, eu não vou estragar o momento. Mas sabe, se tivesses me ligado algum daqueles dias eu teria te dito tanta, mas tanta coisa. Teria sido mais explícita do que já sou, e como diria Caio, não falei mesmo por falta de oportunidades, mas, principalmente, porque todos me diziam que sou precipitada demais, que coloco em palavras exatamente tudo o que estou pensando e que isso assusta as pessoas. Eu queria que tudo fosse mais limpo e claro, mas ninguém deixa.. você não me deixou. Pára de me olhar desse jeito, você sabe que a carne é fraca .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora teus olhos perfuram os meus, analisando cada milímetro do meu rosto, eu queria saber porquê isso só agora. As mãos começam a se mexer e cada movimento mais próximo faz meu coração retumbar de ansiedade no peito, chego a pensar que consegues vê-lo saltar e procuro me manter afastada para não sentires e me entregar assim, tão facilmente. Os nossos dedos descruzam e sinto os teus passando lentamente pela minha pele, percorrendo meus braços, chegando nos meus ombros num toque suave que só termina quando encontra a nunca e me aproxima para mais perto. Os pés estão tão juntos que já não sei se estou ao lado ou em cima deles, chego a sentir o cheiro do teu perfume e olho de uma forma relutante para o teu pescoço lindo, sentindo o roçar da tua barba malfeita no meu. Então tudo ao nosso redor paralisa de uma forma tal que posso até ouvir o barulho do vento que balança meus cabelos, um barulho que se transforma em música, com você dilacerando as minhas forças com essa aproximação demasiada. Longos minutos se passam, já sinto o arfar de nós dois juntos, uma excitação ainda maior por eu estar excitada a contragosto, porque o que excita a alma é justamente ser traída pelo corpo, que age contra a nossa vontade, e assistir a essa traição. E chegando mais e mais perto, você vira o rosto de forma bem grudada e delicada, passa teus lábios nos meus só pra eu sentir o teu gosto. Tento virar um pouco o rosto, me fazer de difícil, mas é um fazer de difícil bem facilitado, me afasto milimetros, continuo próxima, não saio do nosso ninho, que fez com que nos tornássemos um só. Então, tu jogas todo o teu charme pra cima de mim e toma a primeira atitude brusca, suas mãos me seguram com energia e agarram minha nuca e cabelos. E eu, totalmente desarmada, me entrego de boa vontade à ti, me beijas com força, de uma forma molhada e quente, a língua percorre por todos os lugares, os beijos se prolongam para as orelhas, para o pescoço, para os ombros, e a gente se agarra com vontade, e se gruda, e se abraça tão apertado que chego a ficar sem ar. Ou fico sem ar pelo nosso encaixe, porque tudo se encaixa: O pôr do sol embelezando nosso momento, o vento que de repente parece não bater pelo calor que começou a fazer, o farfalhar de algum verde perdido pelo ambiente, eu e você... apenas nós dois e o nosso desejo. E após uns longos minutos nessa sacanagem deliberada, consigo afastar um pouquinho a minha boca e vejo pelos olhos entreabertos um sorrisinho nos teus lábios, uma cara de fato pré-concebida, algo do tipo “eu já sabia”. Me apaixono por ti novamente, pelo teu beijo, pelas tuas mãos grandes, teu jeito delicado e brusco de pegar, teu corpo, tua pele, tuas viagens, tuas risadas, tuas maluquices, tuas bad trips, teus argumentos, tuas atitudes, teus problemas, tua paz, e lá se vão todos os meus planos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sabia. Sabia que praia e você não iam dar certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas agora deixa, já que rolou.. me beija de novo e me deixa obcecada outra vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-7070948360811451850?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/7070948360811451850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=7070948360811451850' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/7070948360811451850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/7070948360811451850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2009/04/praia-afrodisiaca.html' title='Praia afrodisíaca'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SekVCnc2-xI/AAAAAAAAAVk/kOIgn5B1t1Q/s72-c/eu+3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-831496041743518602</id><published>2009-04-15T21:44:00.000-07:00</published><updated>2009-04-15T21:46:41.077-07:00</updated><title type='text'>Pingos e respingos</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/Sea4J6bFORI/AAAAAAAAAVc/DUYt5NOIalg/s1600-h/nariz+de+tomada.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5325146089853368594" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 266px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/Sea4J6bFORI/AAAAAAAAAVc/DUYt5NOIalg/s400/nariz+de+tomada.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porque os melhores momentos são aqueles que acontecem da forma mais inusitada. São aqueles que rendem mais risadas. São os que brincam e rodopiam. São os que não se esperam e nem se cobram. São aqueles proporcionados pelas pessoas mais legais. Porque além, muito além, de beleza, existe o companheirismo. A junção de personalidades similares, a facilidade de se relacionar, a simplicidade das conversas, a naturalidade das brincadeiras. É saber-se entendido e sentir a reciprocidade, é falar asneiras e ser correspondido, é cair de bunda e relembrar com carinho, é estar lado-a-lado de alguém que te tira momentaneamente da realidade, que põe um sorriso no teu rosto, que te deixa mais leve, que te abraça e te faz sentir a pessoa mais desejada do mundo. Encontrar quem te complete, quem te guie e quem te resgate é uma dádiva. Agarrar nas oportunidades de ser feliz é uma obrigação. Ver elas passarem diante dos olhos e deixá-las seguirem em frente é perder tempo e amor. Pouco se consegue quando nao seguramos isso com as mãos. Escoa pelos dedos, pinga no chão e respinga nos outros. É quando esse pinguinho de nada cai em outrem que reparamos que o outro, de repente, lhe deu atenção. E o pinguinho vira banho, que vira chuva, que vira tempestade, que vira dilúvio... no coração do outro. E, nada mais que de repente, estamos secos. Perdemos. É exatamente aí que queremos nos molhar outra vez. É aí que a vontade bate, o desejo potencializa, o orgulho fala mais alto, e então somos obrigados a constatar, no deserto da nossa alma, que é tarde demais. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"E que uma palavra ou um gesto, seu ou meu, seria suficiente para modificar nossos roteiros."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Meu querido Caio F.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-831496041743518602?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/831496041743518602/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=831496041743518602' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/831496041743518602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/831496041743518602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2009/04/pingos-e-respingos.html' title='Pingos e respingos'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/Sea4J6bFORI/AAAAAAAAAVc/DUYt5NOIalg/s72-c/nariz+de+tomada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-6206868034487422066</id><published>2009-04-13T22:21:00.000-07:00</published><updated>2009-04-13T22:26:45.350-07:00</updated><title type='text'>Utopia</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SeQeUac2gOI/AAAAAAAAAVU/iVG13VLKJxI/s1600-h/mangal.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5324413995505320162" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 266px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SeQeUac2gOI/AAAAAAAAAVU/iVG13VLKJxI/s400/mangal.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu fico vivendo uma vida quase toda pra dentro, lendo, escrevendo, ouvindo música o tempo todo. Isso me acrescenta, me destrói, me reinventa, me aprofunda e me sustenta nessa eterna mania de sempre potencializar tudo e todos, os sentimentos e sentidos, a vida e a arte de se fazer loucuras. Vivo aqui nesse meu mundo interno de curiosidades, de despudores, de extremidades e esqueço do peso da sociedade, quase encaro como normal, como uma ingenuidade inextinguível, um modo de nunca querer encarar de frente o diferente moralmente repugnável, o fora do comum. Como essa nossa realidade é distorcida! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O mundo está mesmo de cabeça pra baixo, um misto de modernisse falsificada, uma história de querer ser liberal e ao mesmo tempo condenar, detesto isso. Tô cansada de ficar provando tudo pra todo mundo, bando de gente chata e hipócrita. Custa muito ser feliz? É maravilhoso dividir experiências. Conhecer gente nova, viver felicidades momentâneas, se apaixonar por horas, se jogar de cabeça na realização dos desejos, das necessidades, dos ímpetos... da impulsão. Maldita impulsão. Já me fodeu mil vezes, mas não posso negar os ápices inesquecíveis que me proporcionou. Eu poderia morrer amanhã e ninguém mais ligaria pro que andei fazendo ou pro que me tornei. Daí eu viraria aquela menina “bonitinha”, “amor de pessoa”, “como era boa, essa menina” e, nada mais que de repente, eu me eternizaria durante o período pós-morte numa santa Maria, como todo mundo reage quando alguém morre. Ninguém aqui é santinho. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Todo mundo passa por fases estranhas, faz algumas sacanagens, despiroca de vez em quando, tem pensamentos sórdidos. Nada mais natural do que a selvageria do instinto animal desabrochando neste corpo que insiste em se sentir superior. Grandes merdas esse nosso cérebro se o grau de destruição que é capaz de fazer é tão superior ao que poderia fazer de bem. O homem é cruel. Antes os cachorros, os peixes, as tartarugas, os animais em geral, antes mesmo todos esses bichinhos inocentes do que a perversidade humana de enlouquecer um ao outro nesse interminável julgamento da própria espécie. Queria eu viver num universo paralelo sem nada a explicar, sem temer e nem tolhir o meu próprio eu. Queria eu ler todos os pensamentos alheios, sim, era esse o poder que eu escolheria se fosse uma super-heroína. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Seria fantástico descobrir os segredos profundos dos outros e ver o quanto somos parecidos. E todo mundo iria se olhar com aquelas pupilas pequenininhas, os olhos aflitos e envergonhados com os seus devaneios descobertos. E o assunto se tornaria velado, como acontece quando qualquer coisa infalável vem à tona. Mas depois disso tudo, a cumplicidade reinaria. Haveria então uma onda doida de se entender que não precisaríamos mais esconder o que quer que seja o óbvio. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porque você pensa como eu. Sabia? Eu penso também. Eu sinto também. E eu com certeza também penso nessas coisas improváveis que você acha que só existem nos seus pensamentos. Só basta falar. E o que não me falta é sinceridade de falar na cara o infalável. Adoro o infalável. Me faz ver que somos todos farinha do mesmo saco. E eu amo encontrar alguém que me entenda nesse ponto. Por isso, são poucas as pessoas que me encantam. Pouquíssimas. Tô exausta de seguir na incógnita dessa estrada. Quero chegar logo nesse fim. Esteja lá quando eu chegar, por favor. De preferência, com um livro, uma boa música, um cerveja e muita disposição pra conversar. Responda que sim, só pra completar esse meu paraíso de viver na utopia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;" As pessoas falam coisas, e por tras do que falam há o que sentem, e por trás do que sentem, há o que são e nem sempre se mostra ..." ( Natureza Viva - Morangos Mofados) &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-6206868034487422066?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/6206868034487422066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=6206868034487422066' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/6206868034487422066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/6206868034487422066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2009/04/utopia.html' title='Utopia'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SeQeUac2gOI/AAAAAAAAAVU/iVG13VLKJxI/s72-c/mangal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-1671148185529574782</id><published>2009-04-07T18:48:00.000-07:00</published><updated>2009-04-07T18:57:31.633-07:00</updated><title type='text'>... De merda!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SdwD6-Eb4bI/AAAAAAAAAVM/IgaUDthzT5w/s1600-h/ocros.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5322133171273982386" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 266px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SdwD6-Eb4bI/AAAAAAAAAVM/IgaUDthzT5w/s400/ocros.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O teu despeito tem nome. E só o fato de possuí-lo te torna muito menor do que é és. Aliás, te acho grande. Mas ver toda essa vontade explícita de atingir faz com que te reduzas à um terço do que poderias ser. Saber em ti alguém que me vê, faz de mim alguém que te repara. Mas não se arreganhe achando que me afeta. Menos, pessoa. Aqui, nesse mundo, tudo é livre. Tudo acontece, tudo se vê. E só por estares também neste ambiente, te tornas tão susceptível quanto eu. Leio teus pensamentos como de relance, meio sem querer, às vezes querendo. E não cabe a mim julgá-los nessa minha humilde insignificância humana. Quem dirá você, que nem ao menos me conhece e nem ao menos deixa ver que o comum nos une. O que, em outras circunstâncias, poderia nos unir de outra forma. Daquele jeito transcendental de alma, de sentidos, de identificação. Pois por mais que eu veja toda essa tua indiferença contida, minha alma está lavada, nada fiz, nem nada sei. Só o que sei é da minha constatação divertida, da tua aura enfadonha, do calo que te faço, ainda que sem querer. Ai essa santa arrogância. Se incomoda e se protege por trás dessa máscara de prepotência. Baixa um pouco essa bola, esquece esse abismo de ressentimentos que nem sabes o porquê. Não quero me defender de você. Se aprochegue, quero te conhecer. Se também de nada sabes, de nada valem essas farpas sem sentido. Farpinhas.... de merda. Somadas com o grande defeito de remoer pequenos problemas. A fórmula da ignorância incomodada. Mas difícil mesmo é tentar esconder o que o mais reles dos mortais conseguiria entender. E eu entendi.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Não te irrites, por mais que te fizerem.&lt;br /&gt;Estuda a frio o coração alheio.&lt;br /&gt;Farás, assim, do mal que eles te querem,&lt;br /&gt;Teu mais amável e sutil recreio”&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-1671148185529574782?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/1671148185529574782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=1671148185529574782' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/1671148185529574782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/1671148185529574782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2009/04/de-merda.html' title='... De merda!'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SdwD6-Eb4bI/AAAAAAAAAVM/IgaUDthzT5w/s72-c/ocros.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-6372633368980284811</id><published>2009-04-07T08:30:00.000-07:00</published><updated>2009-04-07T08:35:15.793-07:00</updated><title type='text'>Sim, estou na universidade.</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SdtymF9B97I/AAAAAAAAAVE/Ef74GzkE2Ys/s1600-h/DSC07951.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5321973383427127218" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SdtymF9B97I/AAAAAAAAAVE/Ef74GzkE2Ys/s400/DSC07951.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Obrigada, meu Deus! Obrigada, São Pedro! (não, isso não é um texto religioso). Obrigada pela chuva torrencial a manhã inteira! Obrigada CTBEL por ser apenas uma máquina de fazer dinheiro (/piada interna)! Obrigada Prefeitura de Belém pelo excelente projeto de macrodrenagem implementado na nossa querida Bernardo Saião e todas as ruelas que tive o prazer de conhecer durante as 2 horas e meia que passei pra chegar (e voltar) da minha humilde UFPA.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje certamente um pouco mais da metade da população belenense já deve ter soltado ao menos uns 5 palavrões cabeludos, porque não há palavras para descrever a situação automobilística dessa manhã do que CAOS GENERALIZADO. Tamanho é o meu choque em encontrar 3 lagos em pleno asfalto num espaço de tempo de 10 minutos de tentativas frustradas de se chegar num objetivo qualquer (a aula, minha casa, a Alcindo cacela, a José Bonifácio, o fim da Rua do me estupra, que seja) que chego ao cúmulo de escrever esse texto com caneta em punho, sentada no banco de trás da minha carona, ao som de, deixa ver, o segundo cd de pagode que já estamos ouvindo (e cantando, e rindo).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não me estressei, por incrível que pareça, nem quando entramos naquela vila com cara de beco-sem-saída, e menos ainda com o fato de descobrir, após horas enfrentando empecilhos - bikes, ônibus, caminhões, cachorrinhos molhados (ô, tadinhos deles) – que não haveria mais prova (nem aula) e que poderíamos ir pra casa (dormir pesadamente, diga-se de passagem, meus olhos já não sabem se ardem ou se ficam fechados).AH TÁ. É sempre muito interessante ter uma notícia dessas quando já estamos suando, na reserva, ligeiramente irritadas e atravessando o portão rumo à aula.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas tudo bem, porque isso era tudo o que eu queria que acontecesse mesmo! Meu santo está forte esses tempos, que coisa incrível, justo eu que nunca tive sorte pra ganhar nem relógio de parede em brinde de farmácia. E olha que ainda pensei, na madrugada de ontem, enquanto tentava desesperadamente estudar e nada mais fixava na cabeça (apenas a cabeça fixava literalmente em cima da apostila): “Não, não vai ter prova amanhã. Não vai ter! Náááá... impossível não ter. Não. Pode não ter. Droga. Porque fui deixar pra estudar em cima da hora”. E não é que deu certo? Thanks God, por ouvir minhas preces! Odontopediatria, você não me ferra mais!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Vou ganhar na mega sena!”&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Vou arranjar um estágio remunerado!”&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Vou encontrar o grande amor da minha vida!”&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ah.. não custa nada tentar né? Vai que atrai.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas o melhor, melhor mesmo, foi constatar, à caminho do ver-o-pesinho, que aquele matagal que outrora fora apenas um simples cenário verde-natureba em frente à biblioteca, tinha se transformado em nada mais, nada menos, do que um grande lago.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sim, existem lugares que dão flores.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Outros lugares, dão frutas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na inédita e imprevisível UFPA.. dão garças!!! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Meo Deos. De onde surgiram aquelas garças?Nossa, me emocionei vendo aquela cena. E não era uma, não. Eram várias, passando por ali, tomando banho no lago-mato, se exibindo pra três meninas bestas que pararam ali só pra tirar mil e uma fotos naquele cenário fora da realidade em pleno ambiente estudantil. Daí a gente se diverte e brinca horrores em milhares de poses, somando cadernos + garças, a gente + cipó, chuva + mato, árvores + risos, amizade + natureza, e toda essa adição inesperada que surgiu num dia um tanto excepcional.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que bom que não teve prova... Mas não apenas porque ia me ferrar (juro). Mas porque se tudo ocorresse de outra forma, sem chuva, sem trânsito, sem alagamentos, sem máquina, sem nós 3 no mesmo carro, sem música, sem a insistência numa última tentativa de chegar na universidade... não existiriam garças e lagos. Nem aquelas fotos. Nem essa lembrança a mais. E nem teríamos potencializado o amor pela nossa universidade. Sem dúvida, pra mim, é a mais perfeita que existe. Não é todo mundo que tem o privilégio de encontrar uma cena maravilhosa dessas. Uma cena bucólica em meio a carros e prédios. Só tinha que ser lá mesmo. Tinha que ser lá e com vocês, amigas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-6372633368980284811?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/6372633368980284811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=6372633368980284811' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/6372633368980284811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/6372633368980284811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2009/04/sim-estou-na-universidade.html' title='Sim, estou na universidade.'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SdtymF9B97I/AAAAAAAAAVE/Ef74GzkE2Ys/s72-c/DSC07951.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-1657425432336834015</id><published>2009-04-04T15:37:00.001-07:00</published><updated>2009-04-06T17:58:56.775-07:00</updated><title type='text'>Só da boca pra fora</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SdqkeeNg8RI/AAAAAAAAAU8/DebSPNZmFB0/s1600-h/oculos+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5321746753104441618" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 266px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SdqkeeNg8RI/AAAAAAAAAU8/DebSPNZmFB0/s400/oculos+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A facilidade com que me apaixono, a incapacidade de guardar mágoas, a minha mania de adquirir intimidades sozinha e a rapidez com me apego são características extremamente paradoxais quando comparadas com a imprevisibilidade dos meus atos. Não tente entender essa louca confusão que faço de vez em quando porque, às vezes, aliás, na maioria delas, nem eu sei bem o que quero de verdade. Sou de fases, tudo depende do grau de interesse que foi despertado em mim (pessoas, objetos, atividades, o que for). Sempre fui curiosa, por isso, tudo o que é novo me atrai. No entanto, minha empolgação é limitada, tendo sempre a deixar de lado algo que já não me é mais novidade. Bom ou ruim, prefiro pensar no lado positivo dessa característica: não apenas uma reação de auto-proteção, como uma forma de me manter em constante expansão. E a incógnita em que te (e me) deixo não há explicação, então, não pergunte. Faça e deixe acontecer. Essa minha ingenuidade de sempre querer ser sincera já muito me foi nociva e deixo espaço aberto para inúmeras formações de imagens a meu respeito. Mas o que posso fazer se sou assim? Hoje eu quero.. amanhã já não sei. Hoje me dou, amanha quero espaço. Hoje rasgo as tuas roupas, te tasco um beijo, me imponho na tua vida e amanha.. ah, amanhã... Esperar pelo inesperado não é sempre muito mais gostoso? Então, deixa disso, de pensar tanto. Chega aqui, me busca em casa, vamo sair e se divertir que é muito mais legal (e não precisa de explicações).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-1657425432336834015?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/1657425432336834015/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=1657425432336834015' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/1657425432336834015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/1657425432336834015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2009/04/so-da-boca-pra-fora.html' title='Só da boca pra fora'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SdqkeeNg8RI/AAAAAAAAAU8/DebSPNZmFB0/s72-c/oculos+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-5507530711533908038</id><published>2009-04-03T09:40:00.000-07:00</published><updated>2009-04-06T17:58:33.657-07:00</updated><title type='text'>Num passado distante...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SdY-VWeFXVI/AAAAAAAAAU0/p3bZRE4ERKk/s1600-h/casa+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5320508546314755410" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SdY-VWeFXVI/AAAAAAAAAU0/p3bZRE4ERKk/s400/casa+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;... E tudo acabou ali. O pátio vermelho que tantas vezes já sentei, o banheiro com seus utensílios verde musgo cuidadosamente selecionados, o quintal batizado pelos cachorros, a casa da piscina, as pilastras já encardidas pelo tempo, as samambaias, a sala de tantos natais, as icsórias.. Caramba.. essas flores vermelhas eram característica marcante daquela casa. E hoje que nada mais é nosso, me dá um aperto no peito inexplicável. O choro prende na garganta e eis o motivo de nunca ter conseguido escrever um texto em homenagem àquele lugar.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Passo pela rua que muito me foi indiferente e evito olhar pro lado. Não quero vê-lo. As portas estão abertas, o pátio está sem telha, a piscina vazia, as janelas mal cuidadas, as flores... morrendo. Daí me vem uma imensidade de flashes percorrendo minha vida inteira, como imagens que percorrem a cabeça de alguém em pleno leito de morte.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Vejo a minha avó, ainda gordinha – ah, que bom era ver ela gordinha daquele jeito – com suas unhas vermelhas, seu cabelo armado, sempre impecavelmente elegante, querendo abraços e abraçando profundo, me apertando contra o peito, me fazendo sentir o amor de terceira geração, o amor triplicado, um coração que já havia amado tanto que era capaz de exalar pelos poros.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Vejo os almoços de sábado, a família reunida em torno daquela fortaleza de pessoa, uma rainha, essa palavra define bem a minha avó. Olho por toda a mesa e vejo todos os 5 filhos sentados nas cadeiras que sempre lhe foram reservadas, de camisa e bermuda (porque sentar de sunga na mesa não podia), ouço algumas risadas, o tlim, tlim, tlim do sininho, uma oração antes de almoçar e, de repente, todos nós, filhos e netos, parecemos todos no mesmo patamar, um monte de crianças em torno de um ser superior muito acima nós.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;E como um espírito, viajo pelo passado em cenas irreais onde me transporto e revivo tudo outra vez. Participo do nosso último natal juntos, ao redor da árvore, vejo a vovó de chapéu de papai noel, uma musiquinha natalina ao fundo, o troca-troca de presentes. Passo rapidamente pela mesa, provo um pouco daquele peru especial com o arroz brilhoso que só tem lá. E então, de repente, me vejo na piscina, num sabadão qualquer. Que churrasco o quê, o nosso costume vai mesmo é no camarão, aquele que o Seu Chico levava toda a semana. E a gente descasca camarão, mistura na farofa e no vinagrete, se embucha com a entrada e já nem sabe mais se sai andando ou rolando de casa depois do almoço.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Aproveito e dou uma volta pelo quintal, passo pela piscina, tomo um banho rápido no local em que pratiquei o meu primeiro esporte. Pego nas icsórias, que tantas vezes já foram massacradas nas minhas inúmeras panelinhas de caixa de ovo na infância. Passeio pela casinha, lembrando dos churrascos que já fizemos, da reunião de amigos, do nosso passatempo gostoso de ficar conversando por horas a fio tarde adentro. Quando volto pra casa, todo mundo já terminou o almoço e o cafezinho já se encontra na mesa. Tia Jandira, Dona Zizi e vovó jogam uma canastra, o resto da família se despersa e é, então que me transporto pros meus 15 anos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;E aí lembro melancolicamente de todo o cuidado com que foi preparado e do motivo especial dele ter sido tão esperado. Revivo aquela cena linda em que ganhei o anel de dois corações unidos: “É uma lembrança minha e do vovô. Ele sempre dizia que queria lhe ver com 15 anos. Eu sou o coraçãozinho dourado, ele é o prata. Pra você não esquecer da gente”.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Nunca, nem por um minuto, nem por um segundo, nem enquanto eu viver...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;E daí.. eu volto pra realidade e percebo que tudo isso já se foi. Que todos aqueles momentos felizes ficaram num passado distante e que, o meu teletransporte, a casa da José Malcher, ruma para a demolição. E então o aperto no peito volta e tenho vontade de gritar, de correr e ficar abraçada na pilastra, de fazer greve de fome, de dizer que dali não saio, dali ninguém me tira. E fico pensando - muito, muito muito triste aqui dentro – que aquilo é material. E que o que valem são as lembranças, a aceitação de que tudo evolui e que o universo não pára. E sou obrigada a aceitar que a minha paixão declarada por coisas materiais (com todo o seu valor sentimental) é de toda fútil.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Mas pra mim, e doa quem doer, não é. Eu quero aquele sino pra enfeitar a minha casa. Eu quero aqueles quadros, eu quero aquele sofá que a vovó sentou, eu quero todas as fotos, quero as cartas, quero as medalhas, quero o cheiro do lençol, quero tudo!!! Quero tudo e um pouco mais de lembranças palpáveis. Quero sempre tudo que eu possa ver, tocar, sentir, cheirar. Tudo o que me transporte realmente pro passado. Uma chave de portal, uma maneira alternativa de aceitar o inaceitável. Adeus, casinha. Adeus pra sempre, casinha.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;(Mil lágrimas e um abraço apertado na pilastra)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-5507530711533908038?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/5507530711533908038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=5507530711533908038' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/5507530711533908038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/5507530711533908038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2009/04/blog-post.html' title='Num passado distante...'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SdY-VWeFXVI/AAAAAAAAAU0/p3bZRE4ERKk/s72-c/casa+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-6845333102791341109</id><published>2009-03-31T15:58:00.000-07:00</published><updated>2009-04-03T07:13:31.760-07:00</updated><title type='text'>Sobre a natureza humana e regras tais</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SdLRr9Q98II/AAAAAAAAAT8/4dSEHQp5eHs/s1600-h/DSC06459.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319544662988288130" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SdLRr9Q98II/AAAAAAAAAT8/4dSEHQp5eHs/s400/DSC06459.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SdLROdWl_MI/AAAAAAAAAT0/lt_pzvpdZ0U/s1600-h/DSC06459.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estava nos meus planos fazer um texto mais alegre hoje, sair um pouco desse mundo osbcuro e cheio de mistérios que envolvem os assuntos emocionais. Mas o tempo não ajudou. O dia está tão frio e acizentado que, se fosse em qualquer outro lugar do mundo em que exista estações do ano com neve (ou que pelo menos exista estações além de verão e inverno), poderia ter nevado. Junto com essa soturna escuridão, vem também a vontade fora do comum de permanecer na cama, ficar curtindo U2 nas suas versões mais chorosas e escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tô viciada nisso. Muitos pensarão que sou uma forte aspirante a emo ou uma eterna maníaca-depressiva por me manter presa nesses assuntos , por gostar de perder uma horinha do meu tempo diário pra me dedicar à isso que chamo de terapia alternativa. Faz parte da minha terapia esconder-se por trás de uma tela de computador e compartilhar todos os pensamentos pro meu querido amigo, vulgo Word. Faz parte dela também não se importar com a exposição do meu mundinho interno em plena internet por saber que todas as pessoas que se dão ao trabalho de ler também se identificam com eles. Eu acho, sempre achei, incrível o modo como nós somos capazes de nos comunicar uns com os outros. Porque independente se estou fazendo um texto aqui pensando no filho do amigo do meu tio que fiquei há um mês atrás, você aí, do outro lado, que está imaginando as minhas palavras e criando uma história na cabeça, vai se identificar com aquela meninazinha bonitinha que andou te dando bola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendem o que eu quero dizer? Nós temos uma linguagem universal de cumplicidade mútua por sermos todos derivados do mesmo ser vivo em comum - que sabe Deus o que é – mas que nos une em um tipo só. Não que sejamos iguais. Longe disso. Mas que, mesmo influenciados por experiências, pelas pressões sociais, decisões, o ambiente em que vivemos e pessoas ao redor, mesmo com todas essas variações, acabamos possuindo a mesma natureza. De sentir, de pensar, de criar, de expandir, de interpretar, de enlouquecer, de querer... A gente se identifica quando o outro não tem vergonha de assumir a própria natureza, o que é raro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dificílimo alguém manifestar pura e claramente seus sentimentos mais profundos. Eu diria impossível, se não existissem os autistas, esquizofrênicos e as crianças. Pessoas ditas “especiais”, na minha concepção, são especiais mesmo. São pessoas que estão num patamar muito mais elevado do que o nosso, enxergam além do que a gente vê e, ainda assim, chocam quando dizem a verdade nua e crua pra você, pessoa “normal”, que aprendeu a se adaptar aos pré-conceitos e exigências da sociedade em que vivemos. E então, quando o molequinho de 8 aninhos se masturba no meio da sala, expondo em público suas intimidades, seu desejo inocente, a mãe envergonhada, briga com o moleque, tenta-o convencer de que aquilo é feio, é sujo, é repugnante. Essas 2 atitudes - o masturbar do menino e a repreensão da mãe – são exemplo de dois extremos: o primeiro, o natural, o instinto animal (que é o que, afinal, nós somos, apesar de querermos negar essa procedência); e o segundo, a dissimulação, a personificação de todas as regras e pudores que tolhem, desde que o homem é homem, o agir verdadeiramente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já pensou se ninguém mais seguisse os padrões? Ah, o mundo viraria um caos? Talvez. Ou talvez não, a gente nunca vai saber. Mas já pensou quão maravilhoso seria se não tivéssemos que estar o tempo todo evitando certas situações, selecionando palavras, reprimindo desejos, mentindo pra si próprio, pros outros, é claro que você já mentiu pra si próprio e pros outros. Todo mundo faz isso. Como diria Milan Kundera, &lt;a href="http://www.orkut.com.br/UniversalSearch.aspx?q=%22%22Viver+na+verdade%22" target="_self"&gt;"Viver na verdade&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.orkut.com.br/UniversalSearch.aspx?q=%22n%C3%A3o+mentir+nem+para+si+nem+para+os+outros%22" target="_self"&gt;não mentir nem para si nem para os outros&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.orkut.com.br/UniversalSearch.aspx?q=%22s%C3%B3+%C3%A9+poss%C3%ADvel+se+vivermos+sem+p%C3%BAblico.+Havendo+uma+%C3%BAnica+testemunha+dos+nossos+atos%22" target="_self"&gt;só é possível se vivermos sem público. Havendo uma única testemunha dos nossos atos&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.orkut.com.br/UniversalSearch.aspx?q=%22adaptamo-nos+de+um+jeito+ou+de+outro+aos+olhos+que+nos+observam.%22%22" target="_self"&gt;adaptamo-nos de um jeito ou de outro aos olhos que nos observam"&lt;/a&gt;, e é assim mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você já quis fazer amor na rua, na praia, no carro, no elevador, na escada? Você detesta aquele sujeitozinho que olha torto toda vez que te vê ficando com duas pessoas na mesma festa? E odeia absurdamente quem condena atitudes alheias e depois está lá, fazendo tudinho igual? E já quis ficar com alguém do mesmo sexo? E já quis agarrar aquele amigo de sala, daquela melhor forma de puxar, passar o braço no pescoço e dar aquele beijo que te tira o fôlego? Já quis sair de madrugada pra encontrar com alguém improvável? Já quis, já quis? E você, olha pra mim e me quer agora? Ah, choquei? Era tudo proposital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas muito se reprimem e essa é a principal causa das loucuras, das infelicidades, dos fracassos. Feliz seria um mundo em que não existissem mesmo esses pudores. Como é utopia pensar numa realidade despudorada, a gente só tenta imaginar e procurar se aproximar das pessoas que pensam assim, que nem você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E daí a gente imagina umas cenas irreais de corpos nus, de sinceridade extrema, da não-necessidade de se gostar de quem não se gosta, de sexo sem ser condenável, de cumplicidade, unicidade e retorno ao mais puro dos sentidos dos homens. Daí então a gente se imagina criança e lembra da sua inocente falta de crivo, com os olhinhos mais puros fixos nos nossos enquanto diz a mais cruel das verdades. Daí.. eu me imagino esquizofrênica e autista. Fico imaginando o mundo em que essas pessoas vivem e em como elas sofrem quando são obrigados a tentarem se encaixar no nosso mundo, quando o nosso é o pior dos mundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então eu fecho meus olhos e fico sorrindo imaginando um monte de Adãos e Evas, andando por ai com suas folhinhas nas partes baixas e os cabelos nos peitos, como se fosse possível reverter o grau de deturpação pessoal, social, emocional, ecológico e afins, em que chegamos. É difícil se adaptar à sociedade no ponto em que chegamos. É difícil e SACAL.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, sejamos loucos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque, no final das contas, eles é que são felizes.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-6845333102791341109?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/6845333102791341109/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=6845333102791341109' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/6845333102791341109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/6845333102791341109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2009/03/sobre-natureza-humana-e-regras-tais.html' title='Sobre a natureza humana e regras tais'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SdLRr9Q98II/AAAAAAAAAT8/4dSEHQp5eHs/s72-c/DSC06459.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-420879230275228283</id><published>2009-03-30T20:08:00.001-07:00</published><updated>2009-04-07T09:28:49.786-07:00</updated><title type='text'>Sobre nós dois e as pimentas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SdGJynEgt9I/AAAAAAAAATc/bKFS8HG3dCU/s1600-h/DSC06427.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319184137475635154" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SdGJynEgt9I/AAAAAAAAATc/bKFS8HG3dCU/s400/DSC06427.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ligo o som, música fossa na vitrola, penso e repenso no dia de ontem, nas nossas conversas intermináveis, no copo cheio que a gente dividia, em todos as brincadeiras, nos casos e acasos de sempre te querer pelas redondezas, como eu gosto de ti, menino. Me conquistaste com esse teu jeito adaptado à nós, à mim, com esse deslumbrar nos teus olhos que vejo quando percebes que quem anda se adaptando ao teu jeito sou eu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Conheces meus podres, meu mundo mais obscuro, quase todas as madrugadas trash, o segredo de acontecimentos out of the pink world, e ainda assim gostas de mim. Aturas as bebadices e os desejos aflorados no mais alto grau de intimidade, irrelevando de uma forma tal que faz tudo parecer muito natural. O que, de fato, é! E a gente brinca à beça com as nossas inúmeras farpas e alfinetadas, deixando a nossa vida mais livre, mais leve (sim, e solta também), tranqüila e seguros de nós próprios, do que somos, do estado civil da nossa relação que faria muitos pensarem no inferninho, quando, na verdade, é mais purgatório, um porto seguro, um misto de céu e inferno que muito se compara aos altos e baixos de uma verdadeira amizade. Mais altos do que baixos. Sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque isso tudo não passa mesmo de uma grande brincadeira. Uma brincadeira gostosa de se tirar, que incha o ego, eleva auto-estima, alegra a situação, rende risadas pras próximas conversas e histórias pra se guardar no arquivo pessoal de “o que vou contar pros meus netos”. E contaremos pra eles, olhando nossas fotos nesse ambiente cheio de pimenta (insira aqui a sua interpretação para a palavra) e cerveja, o quanto nós éramos felizes e o quanto curtimos nossa juventude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, nesse meu jeito maluco de pensar e despensar rapidamente, querer e não querer intensamente, fazer e não fazer enlouquecidamente, apaixonar e desapaixonar rapidamente, me confunde e me distrai, em tal nível que me faz vagar pelos pensamentos por horas a fio, enfiando milhares de pessoas na cabeça, até mesmo estranhos, e então misturo tudo e penso que tô afim de sair e dar uma volta, jogar conversa fora, encontrar os amigos e me divertir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É quando eu te ligo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sei que vais dizer beleza, a gente vai, pra onde e quanto é? E a gente sai e tudo fica ok, porque já me acostumei com a tua presença em horários inesperados e momentos inoportunos, como, por exemplo, um domingo à tarde sem muitas expectativas. E olha que por mais boas intenções que eu esteja, o mal me liga e lá vou eu me meter nesse inferno e acabar com a minha nota em odontopediatria. Pior mesmo é saber que, não só isso, ainda venho pra cá escrever um texto pra me declarar pra ti pela milésima vez, me ferrando mais ainda, mas tudo bem. De uma forma um tanto comest.. opa, essa não pode (hehehe). De uma forma um tanto FRATERNAL (porque é isso que és pra mim agora), te falo que vale a pena essa nota a menos só pra saberes que meu carinho por ti só aumenta a cada under party que me levas, a cada ataque de ciúmes e a cada conversa começando com um “mas, mas, mas iana”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que? Mas te amo, pô! Mas te amo pra sempre, irmão. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-420879230275228283?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/420879230275228283/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=420879230275228283' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/420879230275228283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/420879230275228283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2009/03/sobre-nos-dois-e-as-pimentas.html' title='Sobre nós dois e as pimentas'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SdGJynEgt9I/AAAAAAAAATc/bKFS8HG3dCU/s72-c/DSC06427.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-5581735083816900611</id><published>2009-03-29T11:13:00.000-07:00</published><updated>2009-04-07T09:29:22.245-07:00</updated><title type='text'>Brilho eterno de uma noite sem lembranças</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/Sc-6w-zWonI/AAAAAAAAATU/eiVeTx7ET2k/s1600-h/eu.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5318675035602723442" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/Sc-6w-zWonI/AAAAAAAAATU/eiVeTx7ET2k/s400/eu.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Difícil evitar o que o coração insiste em mostrar. Saio em direção à lugar nenhum e evito pensar no invitável, mas todo meu esforço é em vão. Uma pessoa me dá Bom dia na rua, o sorriso sai fácil e automático. Concentro-me num ponto fixo frente à mim que, não importa o que seja, me parece muito interessante. Aqui dentro, um turbilhão absurdo de pensamentos, meias-lembranças, imagens, risadas, toques. Me transporto pro passado de uma forma SURREAL que muito me parece estranho, quiçá me transportar pra presente confusão que faço quando misturo tudo isso num flash improvável das nossas inúmeras situações.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Sentir-se à vontade com alguém, diferente do que pensam, é muito raro. É ouro no meio de incontáveis pedras cinzentas que tanto parecem interessantes. E a gente se identifica. E quer estar perto. E quer falar. E se quer. E se deseja absurdamente. Um abraço nesse mundo que criamos potencializa o que reluto em aceitar. Não, não pode. Estranho pensar em ti por esse lado. Mas, sabe, é gostoso viver isso. Você me olha e eu te olho (num meio termo de não olhar fixamente, nem virar a cabeça pros lados), pega a minha mão, busca a cerveja, fuma um cigarro (e me empesta de fumaça), fica sozinho comigo, repara na minha beleza, fala, fala, fala, quer dançar. Dança e me balança nesse teu ritmo muito parecido com o meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sai daqui, rapaz. Pára de me confundir. Eu estou tão bem no meu eterno universo de interpretações e experiências. E quando estás do meu lado, eu abro esse universo pra ti. Porra, ele é meu. Pára com essa história chata de querer, não querer, beber e querer, estar do lado e fingir que não quer, e dane-se todas as conjugações do verbo querer. Acha mesmo que não sei dessa reciprocidade? Eu sei que mexi contigo. De uma forma improvável, mas mexi. É assim... do jeito que eu gosto. Uma situação improvável, uma farra improvável, uma conversa improvável... um beijo improvável. Já pensou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rá. Adoro pensar em ti pensando. Quero que penses mesmo. Quero virar teu mundo de cabeça pra baixo. Ainda que por horas. Porque quando viro alguém, me viro também. Gosto de sentir isso, então te uso, unindo o útil ao agradável, pra satisfazer os meus caprichos. Ah vá, eu te beneficio. Satisfaço os seus e os meus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí penso na nossa noite. Orgasmos musicais. Tocando bateria imaginária ao som de Beatles Forever. Ao som de quem? Isso tocou? Come? Dá liga? Hehehehe. As palavras impedem de saber. Rir sozinho, parecer um maluco esboçando sorrisos do nada, ouvir músicas e lembrar de mim, da gente, de todas as poucas coisas que fizemos juntos, mas que parecem ter um milhão de histórias pra contar. Isso é lindo, cara. Minutos que se transformam em anos. Frases que se tranformam em livros. Situações que se transformam em lembranças memoráveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, quer saber, me deixar em casa aterrorizado não foi tão ruim assim. Nem a amnésia. Nem a ressaca moral. Nem nada disso. Entrou pra minha lista de situações excepcionais. Pra lista de situações moralmente condenáveis e incrivelmente maravilhosas, ainda que sem querer. E se você fala, estou contigo. E se você está triste, estou do teu lado. E se você quer gritar, eu só ouço isso. Eu só te ouço. E só falo pra te fazer rir. E só falo desembestadamente, nesse meu jeito espalhafatoso, pra te fazer sentir. É o que eu gosto de despertar nas pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é tudo brincadeira, viu. Excetuando tudo isso que falei, teadoroforevermiguxo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(mil linhas de risadas)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-5581735083816900611?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/5581735083816900611/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=5581735083816900611' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/5581735083816900611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/5581735083816900611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2009/03/brilho-eterno-de-uma-noite-sem.html' title='Brilho eterno de uma noite sem lembranças'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/Sc-6w-zWonI/AAAAAAAAATU/eiVeTx7ET2k/s72-c/eu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-2393888733592846801</id><published>2009-03-28T14:31:00.000-07:00</published><updated>2009-03-28T14:40:47.668-07:00</updated><title type='text'>Diálogos Improváveis - Parte II</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/Sc6YLDalRsI/AAAAAAAAATM/WUwKOzY1fPw/s1600-h/mama,+marchal+e+yo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5318355525633918658" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 343px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/Sc6YLDalRsI/AAAAAAAAATM/WUwKOzY1fPw/s400/mama,+marchal+e+yo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Shopping Belém Escroto Center, numa tarde qualquer de um final de semana qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Legenda: Mamãe = MM / Marcel = MR / Iana = I / Professor de Matemática da 7ª série = JC)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MR (olhando a capa da Contigo exibindo Suzaninha e seu novo filh.. ops, namorado): - Egua essa Suzana Vieira não tem vergonha na cara, né? Mal saiu do policial e já quer outro garotão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MM (ligeiramente indignada) : - PORQUE? Só porque ela quer ser feliz? É isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MR : - Não pô. Mas ela tem que se tocar e arranjar alguém pelo menos mais velho. 25 anos, meu Deus! Deve tomar umas com o filho dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MM (de testa franzida): - Ah, deixa ela tentar ser feliz. Ela ta me ganhando! Hahaha. Não vê o Gianechinni com a Marília Gabriela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MR: Ah, mas esses já se foram há muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MM: - É, ela devia ser interessante. Mas não dava. Ele é tão mais bonito pra ela. Que coisa, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I: - É, ele é lindo. Pena que é gay.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MM : Pois é, né. É uma pena.. Rapaz tão bonito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I: Sério, ele é gay mesmo? Já admitiu isso publicamente? Falei só pra causar polêmica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MM: - Não sei, acho que nunca admitiu não... Ele é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I: - Ai mãe, sei lá. Dizem as más línguas que ele dá umas desmunhecadas de vez em quando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MR: - Eu acho que não, talvez ele seja só é discreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MM: - Ééé.. ele é bem interessante, super na dele, discreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I: - Pra mim, ele é gay. Como um fenômeno daqueles nunca é visto com mulher por aí?&lt;br /&gt;Estranho.. Estranho..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MR: Vai ver que ele é tipo um cara que nem o Jorge Christ, saca? Tipo um cara todo na dele e tal, que tem a mulher dele, mas não fica se expondo por ai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I: Tipo quem? Jorge Christ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MM (com seu tom mamãezístico de pronunciar erradamente palavras estrangeiras): Quem? Jorge Cristo? Quem é Jorge Cristo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I: Não, mãe. É Jorge Christ. Christ.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MR: - Era um professor nosso de matemática da 7ª série, saca. Ele era muito de boa, tinha cabelão e tal, muito foda o cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I: Sim, mas o que foi que falaste mesmo dele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MR: Que tipo, o Gianechinni deve ser que nem ele. Um cara na dele, que tem a mulherzinha dele do lado, mas não fica se expondo por aí. Fica na dele e pronto, sacou? E ele era todo presença com aquele cabelão, um jeito todo odara de ser, sabe? Sei lá, parece que ele tem uma cara de chapado constante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I: - Hahahahahaha. Jeito odara de ser foi ótimo. Selado que ele tem cara de chapado. É... (com sorriso maroto pensativa) Mas o Jorge Christ era bacaaaana... (pensamentos maldosos e felinos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MR: - FAAAAAAAAALA JORGE CHRIST. E aí, mermão, como o senhor ta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Pausa dramática pra ter remelexos e debates internos sobre o fato de ter falado maliciosamente do professor ou algo sobre o tom da minha voz no momento desse encontro inconveniente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JC (visivelmente se perguntando “quem raios são esses?”): - Faaala...... cara. E aí?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MR: - Porra, Jorge Christ, não lembra da gente? A gente estudou contigo no Nazaré , pô. Fomos teus alunos, cara. Essa aqui é minha mãe (oi, tudo bom), minha irmã..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JC: Pooo, caara.. não to lembrando... (de repente olha pra mim e eu com cara de pastel constrangida o suficiente para não falar nada) Ahh, mas dela eu lembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I: - Rêrêrê.. oi.. (sorriso amarelo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MR (não contente) : - Ahhhhh.. Quer dizer que não lembras de mim, mas da gatinha tu lembras né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Pausa super duper ultra mega fucking power dramática pra cavar um buraco e se enterrar)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JC (agora tão constrangido quanto eu): - Rêrêrêrêrêrêrê. Não pô, mas é que blablablablablabla e blablablabla e blábláblá pskintofly. (zrealmente não deu pra registrar, eu ria nervosamente e olhava pra algum ponto fixo da vitrine da frente, num interesse repentino por lojas de óculos de grau).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MR:- ... E agora to tocando no café com arte, dá uma passada lá qualquer dia, Jorge Christ! Acho que podes gostar. Blablabla. Mas então pois é, falou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JC: - Po, cara beleza.. só não sei se vai dar pra ir nessa porque dou aula até 11 da noite. Mas então ta, vou nessa gente, tenho que ... que ir bem ali jogar chiclete fora. Sacomé, perdeu o gosto e tal. Falou! (mentira, essa parte eu inventei, mas poderia ter sido assim.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I: Porra, Marcel, por isso que falaste do Jorge Christ, te doidé, como não me avisas que ele tava ali! E eu aqui super falando que o cara era bacana, com uma voz toda cheia de segundas intenções, já pensou se ele ouviu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MR: -hahaha. Pode crer, do nada o Jorge christ né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MM: - Sim, então é Jorge Cristo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I e MR : - Não, mãe!! É Christ. C-h-r-i-s-t.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MM: - Eras que nome estranho. Engraçado. Vamo então ali na Máqui dônaldis comer alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adoro passeios familiares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/Sc6Xev0479I/AAAAAAAAATE/7wpEl2lOh1Q/s1600-h/DSC07609.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-2393888733592846801?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/2393888733592846801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=2393888733592846801' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/2393888733592846801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/2393888733592846801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2009/03/dialogos-improvaveis-parte-ii.html' title='Diálogos Improváveis - Parte II'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/Sc6YLDalRsI/AAAAAAAAATM/WUwKOzY1fPw/s72-c/mama,+marchal+e+yo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-5493516534167600520</id><published>2009-03-28T02:01:00.000-07:00</published><updated>2009-03-28T02:28:31.488-07:00</updated><title type='text'>Just Freedom</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/Sc3pUd9TSJI/AAAAAAAAAS8/S7KCvGVJjmk/s1600-h/DSC06379.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5318163272842823826" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/Sc3pUd9TSJI/AAAAAAAAAS8/S7KCvGVJjmk/s400/DSC06379.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Madrugada de sexta. Não preciso de café ou qualquer outro estimulante para me manter acordada. Como de praxe, minha imaginação está à mil e me perco entre os pensamentos que vão surgindo como avalanche, formando uma grande bola de neve. Penso tanto, mas tanto, que me vêm pessoas na cabeça que nem entendo o porquê, mas estão ali. Eu acho que estou numa fase muito intensa da minha vida. Daí a explicação pra tanta bagagem emocional guardada na caixola pra me fazer perder horas e horas ouvindo a mesma música repetidas vezes (apesar de não me ausentar tempo suficiente dos meus devaneios para me tocar disso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que vivi, nesses primeiros 3 meses do ano, muito mais do que em todo o ano de 2008. Muita gente nova surge na parada, novas experiências, outros mundos, pessoas interessantes, cabeça aberta, sem frescura, bonitas exageradamente, que me mostram muitas coisas diferentes...e não tô falando de coisas ilícitas e nem de opções sexuais (mas e porquê não?). Falo mesmo de identificação, de se redescobrir numa outra realidade que há muito fora totalmente distante de mim. Ter, dentro da minha própria casa, exemplos de pessoas fora do comum – artisticamente, intelectualmente, pessoalmente, emocionalmente, fodásticamente – me permitiu crescer ouvindo boas músicas, ver artes excepcionais e aflorar os instintos artísticos que tenho, não havia como não ser, no sangue que corre em minhas veias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo das artes, sejam elas de qualquer procedência, é uma realidade especial. O ramo “alternativo”, por assim dizer. Isso porque possui algo que muito me atrai: a liberdade. Há liberdade em que se desprende das regras da sociedade, quem não tem medo de seguir aquilo que realmente gosta, quem não se importa com banalidades. É sensacional andar por entre os ambientes, eu e alguém, eu e meu copo, eu e eu, e simplesmente me curtir. Sim, aprendi a fazer isso só agora, realmente ME curtir. Tenho ido pros lugares que quero, feito o que bem entendo, curtido a minha liga sozinha mesmo. Você já esteve em algum lugar em que estava curtindo tanto que fechou os olhos e dançou ao som da música como se não houvesse ninguém ali? É mais ou menos assim que funciona. Eu não tenho reparado em ninguém. E constatar isso é constatar a minha própria liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Medo de amar, de ser feliz, de realizar os desejos mais ardentes, de pular de cabeça no desconhecido... Chega. Quero me livrar de privações. Eu gosto é do gosto, de provar, de dar cara-a-tapa. Gosto de tudo o que me tira dos eixos, que mexe com a minha paciência, que me faz ficar pensando dia e noite, noite e dia, que me tire do sério, que me faça morrer de amor ou de raiva. Ou de morrer de raiva por morrer de amor, tanto faz. Mexa comigo, cara. Só isso. Diferencie-se. Não gosto de nada que seja morno. Uma pessoa mais ou menos. Um livro mais ou menos. Uma festa mais ou menos. Um filme mais ou menos. Um beijo mais ou menos. Uma vida mais ou menos… que nada! Quando me for desse mundo, que pelo menos tenha sentido a excitação gostosa dos perigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diferente sempre me assustou e me atraiu na mesma intensidade. Mas optar por ele me tornou dona do meu próprio umbigo. E, sem dúvida, muito mais interessante também. Sentir isso libera todos os meus pudores e as minhas visões pré-concebidas. Sentir isso é um êxtase pessoal, uma providência! É estar exatamente onde eu queria estar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-5493516534167600520?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/5493516534167600520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=5493516534167600520' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/5493516534167600520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/5493516534167600520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2009/03/just-freedom.html' title='Just Freedom'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/Sc3pUd9TSJI/AAAAAAAAAS8/S7KCvGVJjmk/s72-c/DSC06379.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-1491605791621172250</id><published>2009-03-27T07:13:00.000-07:00</published><updated>2009-03-28T13:24:42.512-07:00</updated><title type='text'>A.m.o.r.t.e dá a vida</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/TBRdet5Ehyo&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/TBRdet5Ehyo&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tristeza dessa música se traduz em pensamentos obscuros. Mais uma alma que se vai. Mais uma que deixa o mundo de forma brusca e repentina. Os encontros causais de repente tomam uma proporção absurda. As poucas trocas de palavras, antes irrelevantes, adquirem um valor sentimental. A série de lembranças da convivência por anos passa como flashes. Alguém distante, mas próximo. Alguém que não choro copiosamente, mas que me entristece pela ausência. Alguém que queria bem. Que fazia parte do meio. Que não era “morrível”, simples assim. Rezo muito para que seu espírito logo se localize no plano em que está e rezo infinitas vezes mais por quem ficou. Porque quem morre, já se foi... mas quem fica, sente morrer uma parte de si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morrer em partes.. Eu desmoro sem meus amores. Tenho medo da perda. Tenho muito, mas muito medo da morte. Mas, como pensar nisso se pra morrer basta estar vivo? Uma esquina, um bar, uma noitada, uma vontade súbita de tomar sorvete, o atravessar diário de uma rua. Não importa. Quando tem de ser.. é. E cada vez mais me convenço de viver ao máximo a minha vida, porque nunca se sabe. É por isso que não me arrependo das minhas loucuras. Pra quê? Aquela pode ser a última noitada. O sorvete pode nem chegar. A caminhada pode sequer chegar à faixa de pedestres. Por isso, faço o que quero na hora que eu quero. Porque depois não posso nem completar. É por isso que quando quero, quero já! Porque o amanhã ainda está muito longe. Pensar muito no amanhã é acreditar demais na própria existência. Tão frágil, tão indecifrável, tão inesperada, uma incógnita!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí o valor de um eu te amo, você é especial, me dá um abraço, porque você me trata mal, fala comigo, esquece o passado, me dá um beijo, olha nos meus olhos, faça amor comigo, te admiro, pára com esse orgulho, estou aqui pra tudo, desculpa por tudo, me dá a mão, casa comigo amanhã , obrigada meus pais, esse presente é pra você, eu sempre pensei em ti, me perdoa pelos meus erros, você é o amor da minha vida, continue assim, só queria ouvir sua voz, tenho orgulho de você...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí o valor das experiências novas, de um presente inesperado, da ausência de exigências, de uma ousadia mais condenável, da fugida de casa, da boa vontade para com o outro, do sorriso espontâneo, da amnésia alcoólica, da atenção que demos aos amigos, dos domingos na casa da avó, da convivência do dia-a-dia, da simplicidade, do se alegrar mesmo com o pouco que temos, de se passar por problemas e superá-los, de alcançar um objetivo mais distante..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí o valor da vida. E da morte. Porque se ambas não se completassem, a vida não teria fim, e nem, portanto, sentido. A morte é um mal necessário para que sejamos impulsionados para a frente, sempre a seguir, sempre tentando, sempre sentindo, sempre experimentando, sempre VIVENDO. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-1491605791621172250?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/1491605791621172250/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=1491605791621172250' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/1491605791621172250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/1491605791621172250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2009/03/amorte-da-vida.html' title='A.m.o.r.t.e dá a vida'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-8169881789780768504</id><published>2009-03-27T06:07:00.000-07:00</published><updated>2009-03-27T06:11:09.315-07:00</updated><title type='text'>Lisergia</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SczQVQEtV2I/AAAAAAAAAS0/H0LUN2_ExNM/s1600-h/lobo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317854323528259426" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SczQVQEtV2I/AAAAAAAAAS0/H0LUN2_ExNM/s400/lobo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É muito engraçado imaginar o potencial que isso adquiriu. Os olhares pouco se encontraram. Toques, gestos, beijos, abraços, encontros, ver na rua, de passagem, relance, um notícia que seja.. nada disso fez muito parte da nossa história. Eu poderia ser cética e pensar que é praticamente impossível se apegar a alguém que, simplesmente, a gente não vê. Mas, acredite, é muito possível sim. Você me ensinou isso. Aliás, você me ensinou muitas das coisas que sou hoje, mesmo que sem querer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós mantemos isso que (sabe-Deus-o-quê ) temos de forma subjetiva. Somos feitos de palavras, de vozes, de pequenas lembranças. Nos alimentamos das informações que trocamos, da beleza estática das fotos, de umas raras aparições por uma lente de vídeo, da intimidade absurda que nos permitimos ter um para com o outro, da delícia paradoxal de se querer estar perto e não poder. Às vezes, acho que adquirimos esse tamanho pelas barreiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tragicômico relacionar-se com quem não se pode estar junto, independente dos motivos. É trágico porque, por mais incrível que pareça, as pessoas gostam disso. É do instinto humano sentir-se atraído por algo que não nos é facilitado. A gente gosta mesmo é da luta, do prazer de chegar ali com muito esforço, depois de passar por inúmeros empecilhos e problemas que, mais e mais, aumentam um sentimento que, digamos assim, é “impossibilitado”. O sentimento proibido. O fruto proibido. É imã. E o que dá sentido à nossa conduta é sempre desconhecido para nós. Essa é a parte cômica. Mas a nossa diferença essa: Não há contatos. Eu me apeguei à ti de graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me identifiquei contigo desde a primeira conversa, numa noite qualquer da minha adolescência. E ,então, te tornaste pra mim o meu “amigo imaginário”. Ninguém nunca soube sequer da nossa existência, eu contigo, você comigo. Se tornou uma coisa maravilhosa que é extremamente difícil, se tornou uma coisa “Nossa”. Sim, com letra maiúscula mesmo. Porque anos e mais anos se passaram e nem um pingo do carinho que sentimos diminuiu. Lisergia num universo paralelo que só se cruza para nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto do teu jeito simples de fazer as coisas, das tuas sacadas inteligentes, do teu humor refinado, das coisas que me acrescentas, da facilidade que tenho de estabelecer uma conversa contigo por saberes falar sobre quase tudo. É, você é foda, rapaz. Posso dizer que você é o culpado por me tornar assim.. tão mais exigente. Porque tá difícil encontrar as pessoas e sempre comparar contigo. Tá realmente difícil encontrar alguém como você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, como não poderia deixar de ser, te superaste e conseguiste me dar o melhor dos presentes: um livro. O livro. AQUELE livro. O livro que EU queria. Comprar livros é fantástico. Mas ganhar livros que já pertenceram à alguém é surreal. Imagine você folhear as páginas marcadas com tinta amarela que AQUELA pessoa achou legal. Anotações que tocaram aquela pessoa. As páginas semi-amassadas do uso, que lindo. E receber O lobo da estepe com cara de sebo de esquina foi uma das sensações mais maravilhosas que já tive. Obrigada, Sempre. Amei.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2134521792386694117-8169881789780768504?l=jogandoconversaforacomigo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/feeds/8169881789780768504/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2134521792386694117&amp;postID=8169881789780768504' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/8169881789780768504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2134521792386694117/posts/default/8169881789780768504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogandoconversaforacomigo.blogspot.com/2009/03/lisergia.html' title='Lisergia'/><author><name>Iana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14769265285395812826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_taDeVE78Zio/SczQVQEtV2I/AAAAAAAAAS0/H0LUN2_ExNM/s72-c/lobo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2134521792386694117.post-6572304854903494284</id><published>2008-12-21T01:27:00.000-08:00</published><updated>2009-01-12T09:26:09.503-08:00</updated><title type='text'>Opostos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Hoje cheguei em casa sem uma parte de mim. Mais uma vez a gente teve uma daquelas conversas. Dessa vez o baque foi muito mais forte em mim do que em ti. Sabe, eu nunca quis te magoar. Todas as vezes em que tentei conversar contigo foram pensando em ti... pensando na gente. Eu sempre lutei pela nossa amizade. Isso porque eu sempre soube o quanto somos diferentes. E nunca, em hipótese alguma, eu deixei de te amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje tu me falaste que parece que eu não te conheço. Sabe, eu nunca quis te entender errado. Pelo contrário, sempre procurei achar todas as outras possibilidades possíveis para não achar aquilo que insistia em se plantar na minha cabeça. Tu sabes, tu me conheces. Sabes o quanto eu penso demais. E, como todo mundo, às vezes penso errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje tu choraste e me deixaste muito mal. Sabe, eu nunca quis te ver chorando. Eu só queria que entendesses meus pontos de vista, minhas angustias, minhas dúvidas... minhas mágoas. Não é novidade que nossas anteninhas nao se batem de vez em quando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí eu entendo errado, tu entendes errado, e todo mundo se desentende. Que saber, eu odeio essas meias conversas. Odeio o véu dos assuntos que ninguém comenta, das situações que são abafadas, das pequenas irritações do dia-a-dia que não são esclarecidas. Sempre gostei da lavagem de roupa suja. Ou melhor, também a odeio, mas sei o quanto é necessária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanha vou acordar e, sinceramente, não sei se vou te ligar. Ainda não tá legal, ainda tá estranho. Uma conversa como a nossa não acontece todos os dias. Consegues entender o significado disso? Isso é para poucos. Não é qualquer um que consegue falar co
